Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

O que ficou dos 30 dias para me sentir melhor no meu corpo

Quando criei os 30 dias para me sentir melhor no meu corpo, imaginei um caminho com princípio, meio e fim.

Trinta dias.
Pequenos desafios.
Movimento.
Alimentação.
Reflexões.
Novas rotinas.

E, naturalmente, imaginei também os textos que iria escrever, as experiências que iria partilhar e tudo aquilo que gostaria de cumprir.

Não aconteceu assim.

Não fiz tudo.
Não publiquei tudo.
Não consegui acompanhar todos os dias como tinha pensado.

Durante algum tempo, poderia ter olhado para isso como mais uma coisa que deixei por terminar.

Mas seria injusto.

Porque, quando olho verdadeiramente para estas semanas, percebo que talvez tenha acontecido aquilo que mais importava:

voltei a cuidar de mim.

O calendário é um guia, não uma prisão

Há uma frase que tenho repetido muito no Calendário SoLu@:

O calendário é um guia, não uma prisão.

Talvez estivesse na altura de a aplicar também a mim.

É muito fácil transformar até aquilo que criamos para nos fazer bem numa nova obrigação.

Fazer exercício torna-se uma meta.

Comer melhor transforma-se numa lista de regras.

Descansar passa a ser mais uma tarefa para cumprir.

E até um desafio criado para nos aproximar de nós próprias pode acabar por nos fazer sentir que falhámos quando não conseguimos cumprir todos os dias.

Não quero isso.

Nem para mim, nem para quem acompanha a SoLu@.

Porque a vida não acontece organizada em quadradinhos perfeitos.

Há dias bons.

Há dias cansados.

Há férias, trabalho, filhos, preocupações, imprevistos, mudanças, emoções e momentos em que simplesmente não conseguimos fazer aquilo que tínhamos planeado.

E isso também é viver.

O meu corpo não precisa de ser perfeito

Comecei este caminho porque queria sentir-me melhor no meu corpo.

Não necessariamente ter um corpo diferente.

Sentir-me melhor nele.

Esta distinção tornou-se cada vez mais importante para mim.

O corpo muda.

Mudou com as gravidezes.

Mudou com os anos.

Mudou com as alterações hormonais.

Mudou com a cirurgia.

Mudou com momentos em que me mexi mais e outros em que me mexi menos.

E continua a mudar.

Durante demasiado tempo somos ensinadas a olhar para o corpo quase sempre através daquilo que falta corrigir.

O peso.

A barriga.

As pernas.

A roupa que já não serve.

O número que aparece numa balança.

Mas quero aprender a fazer uma pergunta diferente:

O que precisa o meu corpo de mim para me acompanhar bem nos próximos anos?

Talvez essa seja hoje uma das perguntas mais importantes.

Voltar ao movimento

Uma das mudanças concretas deste período foi o meu regresso ao ginásio.

Não foi um regresso perfeito.

Nem sequer começou da forma ideal.

Já contei a experiência que tive com as avaliações físicas e nutricionais e a sensação de que, muitas vezes, aquilo que deveria ajudar-nos a cuidar melhor de nós acaba envolvido em serviços adicionais, planos e mais pagamentos.

Mas essa experiência também me trouxe uma certeza:

não quero desistir de cuidar de mim só porque o contexto não é perfeito.

O ginásio é apenas um lugar.

O verdadeiro compromisso é comigo.

Quero mexer o corpo.

Quero ganhar força.

Quero preservar músculo.

Quero melhorar a mobilidade.

Quero conseguir subir escadas, caminhar, viajar, carregar sacos, brincar, dançar e viver com autonomia durante muitos anos.

Hoje vejo o exercício muito menos como uma forma de emagrecer e muito mais como uma forma de preparar o meu futuro.

E esta mudança de perspectiva talvez seja uma das maiores conquistas destes 30 dias.

Alimentação sem culpa

Também quis que este caminho tivesse espaço para falar de alimentação.

Mas não queria entrar novamente naquele ciclo que tantas pessoas conhecem:

restrição, culpa, compensação, desistência.

Comer é muito mais do que contar calorias.

É saúde, claro.

Mas também é família.

É memória.

É prazer.

É convívio.

É férias.

É um jantar especial.

É uma mesa cheia de pessoas de quem gostamos.

Quero continuar a aprender a fazer escolhas melhores sem transformar cada escolha menos perfeita numa acusação contra mim própria.

Há espaço para legumes e para sobremesas.

Para água e para um jantar especial.

Para dias muito equilibrados e outros menos.

O importante é aquilo que fazemos na maior parte do tempo.

Cuidar não é castigar.

E quero recordar-me disso.

Fazer o possível também conta

Talvez esta tenha sido a maior aprendizagem.

Durante anos, tive tendência para pensar que, quando começamos alguma coisa, devemos fazê-la bem.

Até ao fim.

Como planeámos.

Hoje começo a perceber que existe outra forma.

Podemos começar.

Interromper.

Adaptar.

Voltar.

Fazer menos.

Recomeçar.

E continuar.

Não publicar todos os artigos desta rubrica não apaga aquilo que vivi.

Não cumprir todos os desafios não transforma estes 30 dias num fracasso.

Porque houve movimento.

Houve consciência.

Houve perguntas.

Houve escolhas diferentes.

E houve sobretudo uma mudança que quero preservar:

comecei novamente a olhar para mim como alguém de quem também preciso de cuidar.

O que quero levar comigo daqui para a frente

Não quero terminar estes 30 dias com uma nova lista impossível.

Quero levar apenas algumas coisas simples comigo:

— mexer o corpo com regularidade;

— trabalhar a força, pensando também no futuro;

— caminhar sempre que puder;

— escolher melhor a alimentação sem transformar a comida em culpa;

— ouvir os sinais do meu corpo;

— respeitar o descanso;

— não esperar pelo corpo perfeito para começar a viver;

— e lembrar-me de que cuidar de mim também é uma forma de cuidar daqueles que amo.

Não sei se conseguirei fazer tudo sempre.

Provavelmente não.

E talvez esteja tudo bem assim.

Não fiz tudo. Mas alguma coisa mudou.

Se tivesse cumprido cada um dos 30 dias, escrito todos os artigos e seguido exactamente aquilo que tinha planeado, talvez este texto fosse outro.

Mas gosto mais desta verdade.

Não fiz tudo.

A vida atravessou o calendário.

Vieram outros acontecimentos, outras prioridades, outros dias.

Mas não voltei exactamente ao ponto de partida.

Alguma coisa ficou.

Estou mais consciente da importância de mexer o corpo.

Percebo melhor que preciso de força para envelhecer com qualidade.

Estou a reaprender a cuidar de mim sem fazer da balança o centro desse cuidado.

E estou a tentar trocar a exigência pela consistência possível.

Talvez seja isso que significa verdadeiramente sentirmo-nos melhor no nosso corpo.

Não gostar de tudo.

Não corrigir tudo.

Não atingir um número perfeito.

Mas conseguir olhar para ele e dizer:

este é o corpo que me trouxe até aqui.
E eu quero cuidar dele para que possa continuar comigo.


Uma pergunta para ti

E tu?

Quando pensas em cuidar melhor do teu corpo, o que seria mais importante neste momento?

Emagrecer?
Ter mais força?
Dormir melhor?
Mexer-te mais?
Comer com menos culpa?
Ou simplesmente voltar a dar atenção a ti própria?

Não precisas de começar com trinta mudanças.

Escolhe uma.

E começa por aí.

Porque talvez cuidar de nós seja exactamente isto:

não fazer tudo.

Mas não nos abandonarmos.

— SoLu@

Ligações SoLu@

→ 30 dias para me sentir melhor no meu corpo
→ Calendário SoLu@
→ Setembro — Autocuidado / Recomeço
→ Começa Aqui

Se também estás a tentar cuidar mais de ti, sem dietas impossíveis, metas perfeitas ou pressa, acompanha o Calendário SoLu@.

Todos os meses encontramos um novo tema, pequenas práticas e perguntas que nos ajudam a viver com mais consciência.

Porque aqui continuamos a acreditar numa coisa simples:

o calendário é um guia, não uma prisão.

A alimentação que dá energia e não culpa

ruta e refeição simples, simbolizando alimentação sem culpa e autocuidado.

A alimentação que dá energia e não culpa

Há uma fase da vida em que o corpo começa a pedir-nos outra escuta.

Não é castigo.
Não é falha.
Não é falta de força de vontade.

É vida a mudar de ritmo.

Na menopausa — ou no caminho até ela — muitas mulheres sentem o corpo diferente: mais cansaço, mais retenção, mais fome emocional, menos paciência, mais vontade de açúcar, sono mais irregular, digestões mais lentas, peso que parece aparecer onde antes não aparecia.

E, quase sem darmos conta, começamos a falar connosco com dureza.

“Tenho de fechar a boca.”
“Tenho de compensar.”
“Não devia ter comido isto.”
“Estou cada vez pior.”

Mas talvez a pergunta não seja:
“Como posso comer menos?”

Talvez a pergunta seja outra:
“Como posso alimentar-me de uma forma que me dê energia, equilíbrio e paz?”

Esta é a proposta do Especial Verão com Leveza:
uma alimentação sem culpa, sem castigo e sem dietas impossíveis.

Uma alimentação que cuida.
Que sustenta.
Que hidrata.
Que dá força ao corpo — e descanso à cabeça.

Comer melhor não tem de ser começar uma dieta

Durante muito tempo, aprendemos a olhar para a alimentação como uma prova.

Ou estamos “a portar-nos bem”, ou estamos “a estragar tudo”.
Ou comemos “limpo”, ou sentimos culpa.
Ou seguimos um plano perfeito, ou desistimos.

Mas a vida real raramente cabe nesse tipo de rigidez.

Há filhos, casa, trabalho, férias, praia, cansaço, compras por fazer, refeições em família, dias bons e dias em que só queremos algo simples.

Por isso, nesta caminhada, comer melhor não significa viver em restrição.

Significa fazer escolhas mais conscientes, possíveis e gentis.

Significa perceber que uma refeição equilibrada pode ser simples.
Que beber água também é autocuidado.
Que acrescentar legumes não é castigo.
Que comer proteína suficiente ajuda o corpo a sentir-se mais estável.
Que preparar melhor um lanche pode evitar chegar ao fim da tarde em desespero.

Comer melhor não precisa de nascer da culpa.
Pode nascer do cuidado.

Alimentação sem culpa também é amor-próprio

Há uma diferença muito grande entre cuidar do corpo e lutar contra ele.

Quando cuidamos, escutamos.
Quando lutamos, castigamos.

Quando cuidamos, perguntamos:
“O que é que o meu corpo precisa hoje?”

Quando lutamos, dizemos:
“Não posso.”
“Não mereço.”
“Tenho de compensar.”

A alimentação sem culpa não é comer tudo sem consciência.
É comer com mais presença.

É perceber se temos fome, sede, cansaço, ansiedade ou apenas necessidade de conforto.
É escolher melhor quando conseguimos.
É aceitar com ternura quando não corre como planeado.
É voltar à próxima refeição sem drama.

Porque uma refeição não define uma vida.
Um dia menos equilibrado não apaga todos os gestos de cuidado.
E o verão não tem de ser vivido como uma ameaça ao corpo.

Pode ser vivido como uma oportunidade de cuidar dele com mais leveza.

O que ajuda nesta fase da vida

Na menopausa, o corpo pode tornar-se mais sensível a algumas escolhas do dia a dia.

O sono, o stress, o movimento, a hidratação e a alimentação começam a conversar entre si de forma mais evidente.

Por isso, pequenas mudanças podem fazer diferença no bem-estar geral:

  • beber água ao longo do dia;
  • incluir legumes ou salada nas refeições principais;
  • escolher fruta como lanche simples;
  • juntar proteína às refeições;
  • preferir cereais mais completos sempre que possível;
  • reduzir o excesso de açúcar e alimentos muito processados;
  • ter atenção ao cálcio e à saúde dos ossos;
  • não saltar refeições quando isso leva a ataques de fome mais tarde.

Nada disto precisa de ser feito de forma perfeita.

A ideia não é controlar cada garfada.
É criar uma base mais estável para o corpo se sentir acompanhado.

As regras simples da Semana 2

Esta semana, a proposta é voltar ao essencial.

Não vamos contar calorias.
Não vamos entrar em culpa.
Não vamos começar uma dieta de verão.

Vamos apenas cuidar melhor.

1. Beber mais água

A hidratação é uma das formas mais simples de cuidar do corpo.

Antes de pensar em mudar tudo, começa por observar:
tenho bebido água suficiente?

Às vezes, confundimos sede com fome, irritação ou cansaço.
Outras vezes, chegamos ao fim do dia quase sem ter bebido nada.

Um gesto simples para esta semana:
ter sempre uma garrafa de água por perto.

Na secretária.
Na mala.
Na cozinha.
No carro.
Na praia.

Não como obrigação.
Como lembrete de cuidado.

2. Montar refeições mais equilibradas

Uma refeição equilibrada não precisa de ser complicada.

Pode ter uma fonte de proteína, legumes ou salada, hidratos de carbono que sustentem e alguma gordura saudável.

Por exemplo:

  • ovos, salada e batata cozida;
  • frango, arroz e legumes;
  • atum, grão, tomate e pepino;
  • peixe, batata-doce e brócolos;
  • iogurte natural com fruta e aveia;
  • sopa com leguminosas e uma fonte de proteína.

O prato não precisa de parecer perfeito.
Precisa de alimentar.

3. Trocar sem castigar

Trocar não é proibir.

É facilitar escolhas que nos deixam melhor.

Podemos trocar um refrigerante por água fresca com limão ou hortelã.
Um lanche improvisado por fruta com iogurte.
Pão branco por pão mais escuro, quando fizer sentido.
Bolachas todos os dias por frutos secos, fruta ou uma opção mais saciante.
Um jantar pesado por uma sopa rica e um prato simples.

Não para emagrecer à pressa.
Mas para sentir mais energia, menos peso e mais equilíbrio.

4. Preparar antes da fome chegar

Muitas vezes, não comemos “mal” por falta de vontade.
Comemos o que aparece porque chegámos demasiado cansadas, demasiado atrasadas ou demasiado vazias.

Por isso, um dos maiores actos de autocuidado é preparar o básico.

Ter ovos.
Ter fruta lavada.
Ter sopa feita.
Ter legumes prontos.
Ter iogurtes naturais.
Ter atum, grão, feijão, arroz, massa, saladas simples.
Ter água fresca.

Cuidar da alimentação também é facilitar a vida à mulher que vamos ser mais tarde no mesmo dia.

Comer no verão com leveza

O verão traz encontros, férias, refeições fora, gelados, petiscos, praia, família à mesa.

E ainda bem.

A alimentação sem culpa não nos pede para deixar de viver.
Pede-nos apenas para não abandonarmos completamente o nosso cuidado.

Podemos comer um gelado e beber água.
Podemos almoçar fora e escolher uma refeição que nos deixe bem.
Podemos ir à praia com sandes preparadas em casa e fruta fresca.
Podemos jantar em família sem transformar a comida numa guerra interna.

O equilíbrio não está numa refeição perfeita.
Está na forma como voltamos a nós.

Uma prática simples para esta semana

Durante esta semana, antes de uma refeição, faz uma pausa breve e pergunta:

“O que posso acrescentar a este prato para cuidar melhor de mim?”

Talvez seja água.
Talvez seja salada.
Talvez seja proteína.
Talvez seja comer sentada, sem pressa.
Talvez seja não repetir por ansiedade.
Talvez seja permitir-te saborear sem culpa.

A mudança não precisa de começar por retirar.
Às vezes começa por acrescentar cuidado.

Mini desafio da semana

Durante 7 dias, escolhe uma destas práticas:

  1. Beber um copo de água ao acordar.
  2. Levar uma garrafa de água contigo.
  3. Comer uma peça de fruta por dia.
  4. Acrescentar legumes ou salada a uma refeição.
  5. Preparar um lanche simples antes de sair de casa.
  6. Comer uma refeição com calma, sem telemóvel.
  7. Escrever uma frase de reconciliação com o teu corpo.

Não faças tudo se isso te pesa.
Escolhe uma coisa.
Repete.
Sente.

O cuidado também se constrói assim: devagar, sem barulho, mas com presença.

Frase destaque SoLu@

Não preciso de castigar o meu corpo para cuidar melhor dele.

Para guardar

Comer melhor não é viver em culpa.
É aprender a estar mais presente no prato, no corpo e na vida.

É perceber que a comida pode ser energia, prazer, encontro e cuidado.

É deixar de tratar o corpo como inimigo.
E começar, pouco a pouco, a tratá-lo como casa.

Nesta semana, não te peço perfeição.

Peço-te só isto:

bebe mais água,
come com mais presença,
acrescenta cuidado ao prato,
e fala contigo como falarias com alguém que amas.

Porque a alimentação que dá energia
não precisa de vir acompanhada de culpa.

Precisa de vir acompanhada de amor.

Links internos sugeridos:

Sexta-feira Nostálgica — A mulher que eu era, o corpo que me doía e a ajuda que eu ainda não sabia pedir

Uma ponte entre um texto antigo do Arquivo SoLu@ sobre emagrecer, autoestima e maternidade, e o presente: cuidar do corpo com mais ternura, resiliência e ajuda.

Há textos antigos que parecem pequenos. Mas quando voltamos a eles, percebemos que carregavam muito mais do que poucas linhas.

Em 2009 escrevi um texto simples chamado “Emagrecer …”.

Na altura, eu falava do peso que tinha ganho com duas gravidezes, da vontade de fazer dieta, de voltar ao exercício físico e, sobretudo, daquela frase que tantas mulheres conhecem por dentro:

“Preciso gostar de mim… e não gosto quando olho para o espelho…”

Hoje, ao reler estas palavras no Arquivo SoLu@, não vejo apenas uma mulher que queria emagrecer.

Vejo uma mulher cansada.
Vejo uma mãe que tinha dado muito do seu corpo à vida.
Vejo alguém que se olhava com exigência quando talvez precisasse era de colo, descanso e ajuda.

E isso toca-me de uma forma diferente agora.

A mulher que eu era

A mulher que escreveu aquele texto queria voltar a gostar de si.

Mas talvez, naquele tempo, eu ainda não soubesse que gostar de mim não podia depender apenas do espelho, da balança ou da roupa que servia melhor.

Talvez eu ainda não soubesse dizer:

“Estou cansada.”
“Preciso de ajuda.”
“Não me reconheço neste corpo.”
“Tenho saudades de mim.”
“Preciso de cuidar de mim sem me castigar.”

Na altura, o caminho parecia passar por dieta e exercício. E, sim, cuidar do corpo é importante. Mexer o corpo faz bem. Comer melhor faz bem. Recuperar energia faz bem.

Mas hoje eu acrescentaria uma coisa essencial:

não precisava de me tratar como um problema para merecer cuidado.

A mulher que sou hoje

Hoje olho para esse texto com ternura.

Não com vergonha.
Não com crítica.
Não com vontade de apagar.

Olho para ele como quem encontra uma versão antiga de si própria a tentar sobreviver como sabia.

A mulher que sou hoje também quer sentir-se melhor no corpo. Também quer leveza. Também quer saúde, energia, movimento e descanso.

Mas já não quero cuidar de mim a partir da rejeição.

Quero cuidar de mim a partir do respeito.

Quero caminhar porque o meu corpo merece movimento, não porque precisa de punição.
Quero beber água porque mereço vitalidade, não porque tenho de compensar excessos.
Quero descansar porque o descanso também cura.
Quero pedir ajuda quando sozinha começo a pesar demais por dentro.

Dia 3 do Calendário Resiliente: pedir ajuda também é força

Esta Sexta-feira Nostálgica cruza-se com o nosso Calendário SoLu@ de Julho — Resiliência / Descanso e com a rubrica Especial Verão com Leveza.

O convite do Dia 3 é simples, mas profundo:

Hoje, pede ajuda quando precisares.

E talvez seja aqui que este texto antigo ganha novo sentido.

Porque muitas vezes olhamos para o corpo como se ele fosse o problema, quando, na verdade, ele está apenas a mostrar-nos uma história: cansaço acumulado, noites mal dormidas, maternidade intensa, emoções guardadas, falta de tempo, falta de apoio, falta de espaço para existir para além dos outros.

Pedir ajuda pode ser falar com alguém.
Pode ser marcar uma consulta.
Pode ser pedir ao marido, aos filhos ou à família que dividam tarefas.
Pode ser dizer: “hoje não consigo tudo.”
Pode ser procurar acompanhamento nutricional, psicológico ou médico.
Pode ser aceitar que cuidar de nós não precisa de ser um projecto solitário.

O corpo não é inimigo

Hoje, se pudesse responder à mulher que escreveu aquele texto em 2009, dir-lhe-ia:

“Eu sei que estás a tentar voltar a gostar de ti.
Mas começa por não te abandonares.
Não esperes emagrecer para merecer ternura.
Não esperes estar melhor para pedir ajuda.
Não esperes voltar ao corpo de antes para reconheceres o valor do corpo que te trouxe até aqui.”

Porque o corpo muda.
A maternidade muda-nos.
A idade muda-nos.
A vida muda-nos.

Mas a forma como falamos connosco pode mudar também.

E talvez seja essa uma das maiores formas de resiliência: deixar de nos olhar apenas com cobrança e começar a olhar-nos com verdade, cuidado e presença.

Ponte entre o passado e o presente

O Arquivo SoLu@ existe também para isto: para nos lembrar de onde viemos.

Nem todos os textos antigos são perfeitos.
Nem todos têm a consciência que temos hoje.
Nem todos dizem tudo da forma como diríamos agora.

Mas são memória viva.

São fotografias emocionais de uma fase.
São pedaços da mulher que fui.
E, quando os releio com amor, percebo melhor a mulher que estou a tornar-me.

Hoje, no presente, já não quero um verão vivido contra mim.

Quero um verão com mais leveza, sim.
Mas uma leveza que não nasça da culpa.
Uma leveza que nasça do cuidado.
Do movimento possível.
Da água.
Do descanso.
Da música.
Da verdade.
E da coragem de pedir ajuda quando precisar.

Porque pedir ajuda não é falhar.

É lembrar-me de que eu também mereço ser cuidada.

Pergunta para hoje

Que ajuda posso pedir hoje para não carregar tudo sozinha?

Pode ser uma ajuda pequena.
Pode ser uma conversa.
Pode ser uma tarefa dividida.
Pode ser um compromisso comigo.

Mas que seja um gesto real.

Um gesto de mulher que já não quer tratar o próprio corpo como inimigo.

Um gesto de quem está a aprender a viver o verão — e a vida — com mais ternura.

✨ SoLu@ — resiliência também é aprender a cuidar de mim sem me magoar.

Também podes ler:

  • Arquivo SoLu@ https://arquivo.solua.pt/emagrecer/
  • Calendário SoLu@ Julho: Resiliência / Descanso
    Especial Verão com Leveza https://solua.pt/calendario/30-dias-para-me-sentir-melhor-no-meu-corpo/
  • Não preciso de um corpo perfeito para viver o verão
  • Porque a autoestima não cabe numa balança
  • Como recomeçar com calma quando a vida parece pedir demais
  • Dançar também conta — o movimento que alegra sem exigir perfeição
  • Semana 0 de Julho: Recomeçar com calma
  • Ser Melhor — crescer com mais verdade, cuidado e presença
  • Ser Mãe — quando o corpo também conta a história da maternidade
  • Começa Aqui — encontra o teu caminho dentro do SoLu@

Dançar também conta — o movimento que alegra sem exigir perfeição

Mulher a dançar com leveza, simbolizando movimento com alegria e autocuidado sem perfeição

Há dias em que pensar em exercício físico parece pesado.

Não porque não saibamos que faz bem. Não porque não queiramos cuidar de nós. Mas porque a vida já nos pede tanto, o corpo já carrega tanto, a cabeça já anda tantas vezes cheia, que a palavra “treino” pode soar a mais uma tarefa numa lista que nunca acaba.

E, no entanto, o corpo precisa de movimento.

Não precisa sempre de ginásio. Não precisa sempre de roupa própria. Não precisa sempre de metas, séries, relógios, contagens ou perfeição.

Às vezes, o corpo só precisa de uma música.

Uma música que nos levante do sofá. Uma música que nos devolva ao ritmo. Uma música que nos faça mexer os ombros, soltar os braços, rodar a anca, sorrir sem dar conta.

Porque dançar também conta.

Conta como movimento. Conta como cuidado. Conta como alegria possível. Conta como uma forma simples de dizer ao corpo: “eu estou aqui contigo”.


Movimento com alegria: um dos caminhos destes 30 dias

Nesta primeira semana do Especial Verão com Leveza, o convite é simples: começar sem violência, sem comparação e sem aquela pressa tão comum de querer mudar tudo de uma vez.

Julho, no Calendário SoLu@, traz-nos o tema da Resiliência / Descanso. E talvez seja precisamente por isso que faz sentido começar pelo corpo com ternura.

Porque a resiliência não nasce apenas da força. Também nasce do cuidado.

Também nasce de beber água. De dormir melhor. De caminhar um pouco. De respirar fundo. De escolher uma refeição mais simples. De pôr uma música e mexer o corpo durante alguns minutos.

Não para provar nada a ninguém. Não para merecer o verão. Não para caber num ideal que nos aperta.

Mas para voltarmos a habitar o nosso corpo com mais presença, mais energia e mais amizade.

O corpo não precisa de castigo. Precisa de escuta.

Durante muito tempo, muitas de nós aprendemos a olhar para o corpo como um problema a resolver.

O corpo que pesa. O corpo que mudou. O corpo que envelhece. O corpo que já não responde da mesma maneira. O corpo que guarda cansaços, filhos, noites mal dormidas, anos de pressa, fases difíceis, hormonas, lutos, responsabilidades e silêncios.

Mas o corpo não é inimigo.

O corpo é casa.

E uma casa não se cuida com insultos. Cuida-se com atenção.

Por isso, nesta caminhada, não quero começar pela exigência. Quero começar pela alegria.

Quero lembrar-me de que mexer o corpo pode ser leve. Pode ser simples. Pode acontecer no meio da sala, enquanto a comida está ao lume, enquanto arrumo a cozinha, enquanto espero que a máquina acabe, enquanto tenho dez minutos só meus.

Não precisa de parecer bonito. Não precisa de ser coordenado. Não precisa de ser digno de vídeo.

Precisa apenas de ser verdadeiro.

Dançar é uma forma de regressar a nós

Há músicas que nos acordam por dentro.

Músicas que nos lembram quem fomos. Músicas que nos trazem memórias boas. Músicas que nos dão vontade de abrir as janelas. Músicas que fazem o corpo responder antes mesmo da cabeça decidir.

Dançar pode ser uma oração silenciosa. Pode ser uma gargalhada. Pode ser descarga. Pode ser recomeço.

Há dias em que dançar é só mexer os pés. Noutros, é rodar pela sala como se ninguém estivesse a ver. E há dias em que é apenas balançar devagar, ao som de uma música calma, porque é isso que o corpo consegue.

E está tudo bem.

O importante não é a intensidade. É a presença.

O importante não é queimar calorias. É acender vida.

O importante não é fazer perfeito. É fazer possível.

O ritual diário da música

Nesta semana, o convite é criar um pequeno ritual diário:

  • escolher uma música por dia;
  • carregar no play;
  • mexer o corpo durante 3, 5 ou 10 minutos;
  • não avaliar;
  • não corrigir;
  • não comparar;
  • apenas sentir.

Pode ser uma música alegre. Pode ser uma música antiga. Pode ser uma música que nos dê energia. Pode ser uma música que nos faça chorar e libertar. Pode ser uma música que nos lembre que ainda há vida dentro de nós.

O ritual não precisa de ser longo. Precisa de ser repetido com carinho.

Porque há pequenos gestos que, quando se tornam presença diária, começam a mudar a forma como nos tratamos.

5 formas simples de dançar sem complicar

Se a ideia de “dançar” ainda te parece estranha, começa pequeno.

  1. Dança enquanto arrumas a cozinha.
    Uma música enquanto levantas a mesa ou preparas o jantar já conta.
  2. Dança de manhã, antes do dia começar.
    Mesmo que sejam só três minutos. Às vezes, o corpo precisa de acordar antes da cabeça.
  3. Dança com os filhos, com o marido ou sozinha.
    Não precisa de ser uma actividade organizada. Pode ser só um momento espontâneo de riso.
  4. Dança devagar.
    Nem todos os dias pedem energia alta. Uma música calma também mexe o corpo e acalma o coração.
  5. Dança sem espelho.
    Há dias em que é melhor sentir do que olhar. O corpo não precisa de ser observado. Precisa de ser habitado.

Movimento sem cobrança também é autocuidado

No Especial Verão com Leveza, a ideia não é transformar estes 30 dias numa prova.

Não é fazer tudo perfeito. Não é cumprir como quem obedece. Não é desistir à primeira falha.

A ideia é voltar, todos os dias, ao cuidado possível.

Beber mais água. Caminhar um pouco. Dormir melhor quando for possível. Mexer o corpo. Descansar antes de rebentar. Escolher alimentos que nos façam bem. E lembrar que a saúde também se constrói com alegria.

Porque quando o movimento nasce da culpa, pesa.

Mas quando nasce do amor, começa a libertar.

Intenção da semana

Nesta primeira semana, a intenção é:

Mexer o corpo com alegria, sem exigir perfeição, e criar um pequeno ritual diário de música, presença e leveza.

Frase SoLu@ da semana

Dançar também conta. O corpo não precisa de perfeição para sentir alegria

Prática da semana

Escolhe uma música por dia e mexe o corpo durante alguns minutos.

Pode ser na sala, na cozinha, no quarto, no jardim ou enquanto fazes alguma tarefa simples.

No fim, pergunta a ti mesma:

Como me sinto agora?

Não procures uma resposta perfeita. Apenas repara.

Mini desafio da semana

Durante 7 dias, cria a tua pequena lista de músicas para mexer o corpo com alegria.

  • 1 música para começar o dia;
  • 1 música para libertar tensão;
  • 1 música para dançar na cozinha;
  • 1 música antiga que te traga boas memórias;
  • 1 música calma para abrandar;
  • 1 música para sorrir;
  • 1 música para te lembrares de ti.

No final da semana, guarda a tua playlist como quem guarda uma pequena farmácia de alegria.

Pergunta para guardar

Que música me ajuda a voltar ao corpo com mais alegria e menos cobrança?

Reflexão final

Talvez cuidar do corpo não tenha de começar por uma grande decisão.

Talvez comece por uma música.

Por três minutos em que paramos de nos criticar. Por um gesto em que deixamos o corpo existir sem julgamento. Por um movimento pequeno que nos lembra que ainda estamos aqui.

Dançar também conta.

Conta nos dias bons. Conta nos dias cansados. Conta quando não apetece treinar. Conta quando queremos recomeçar devagar. Conta quando precisamos de alegria sem pressão.

E talvez seja esse o início mais bonito: não começar contra o corpo, mas com ele.

Com música. Com presença. Com leveza. Com amor.

Porque o verão não exige um corpo perfeito.

Pede apenas que estejamos presentes na vida que ainda nos quer dançar por dentro.

Também podes gostar de ler

Não preciso de um corpo perfeito para viver o verão

Mulher a viver o verão com leveza e autoestima, sem precisar de um corpo perfeito

Porque a autoestima não cabe numa balança

Há uma espécie de ritual silencioso que acontece todos os anos, algures entre maio e junho. Abrimos o armário. Tiramos o fato de banho. Ficamos ali, paradas à frente do espelho, e fazemos aquela coisa que prometemos não voltar a fazer: a avaliação.

A lista corre automática. O que mudou desde o ano passado. O que devia ter mudado e não mudou. O que ainda tenho tempo de mudar antes de ir à praia.

E o verão, que devia chegar como uma promessa de luz e liberdade, começa carregado.

Conheço este ritual. Já o fiz durante anos. E sei o quanto custa — não o esforço de mudar, mas o peso de acreditar que precisamos de mudar para merecer estar lá.

O que aprendemos sobre o nosso corpo no verão

Crescemos com imagens muito específicas do que é um “corpo de verão”. Nas revistas, nos filmes, nas conversas entre mulheres que misturavam comparação e crítica como se fosse linguagem afetiva. Aprendemos que o verão era uma prova — e que o nosso corpo era o resultado.

O problema não é o que os nossos corpos são. O problema é o que nos ensinaram a ver quando olhamos para eles.

Não foi uma aprendizagem neutra. Foi repetida, reforçada, incorporada — e passou de geração em geração com uma naturalidade que assusta. As mães que ouvimos falar dos próprios corpos com dureza. As avós que não se fotografavam na praia. As amigas que recusavam gelados como se recusassem alguma coisa mais profunda.

E agora nós. A perguntar-nos se esta linguagem também passou para as nossas filhas — nos nossos comentários, nos nossos silêncios, na forma como nos cobrimos ou não nos cobrimos em frente a elas.

A autoestima não é uma meta de junho

Há uma ideia muito instalada de que a autoestima é algo que se conquista quando o corpo corresponde. Quando emagreço, vou sentir-me bem. Quando tonificar, vou usar aquele vestido. Quando parecer diferente, vou conseguir ser eu.

Mas isso é uma armadilha. Porque coloca a paz com o nosso corpo sempre no futuro — sempre dependente de uma condição que ainda não foi cumprida. É uma corrida em que a meta se move.

A autoestima não é a recompensa de um corpo transformado. É a prática de habitar o corpo que temos, agora, com menos guerra.

Não estou a falar de amor incondicional instantâneo — esse discurso também pode ser pesado quando não é genuíno. Estou a falar de algo mais simples e mais difícil ao mesmo tempo: deixar de usar o corpo como adversário.

O que é cuidar do corpo com leveza

Este especial de verão da SoLu@ tem um nome escolhido com intenção: “com leveza”. Não com levidade — que implica não levar a sério. Com leveza — que implica não carregar mais do que é preciso.

Cuidar do corpo com leveza é hidratar porque o calor exige e porque faz bem, não porque faz parte de um plano de otimização. É mover o corpo de uma forma que não pareça punição. É descansar sem culpa. É comer o gelado sem fazer contas.

É também olhar para o espelho — e, quando o comentário crítico aparecer automático, reconhecê-lo pelo nome: não é a verdade. É um hábito. E os hábitos mudam-se.

Cuidar com leveza não é indiferença ao corpo. É cuidado sem condição. Sem a cláusula “desde que”. Sem o “quando for diferente”.

Viver o verão agora

As memórias de verão que mais fico são raramente sobre como eu parecia. São sobre o sal na pele depois do mar. As gargalhadas que não planeei. As conversas que se prolongaram mais do que o jantar. Os filhos a correr descalços.

Nenhuma dessas memórias exigiu um corpo diferente. Exigiram que eu estivesse presente.

E a presença é difícil quando uma parte de nós está sempre a gerir a imagem que os outros têm de nós. Quando nos cobrimos antes de entrar na água. Quando recusamos a fotografia. Quando ficamos em modo de observação enquanto os outros vivem.

O verão não precisa de esperar. O corpo que tens agora é o corpo com que podes viver tudo isto — o mar, o sol, a mesa partilhada, a tarde sem horas.

Uma pergunta para levares contigo

Se o teu corpo já fosse suficiente — exatamente como está hoje — o que é que isso te daria permissão de fazer este verão?

Guarda a resposta. Ela sabe mais do que a balança.

Uma prática simples para esta semana

Esta semana, antes de começar o dia, coloca uma mão no peito e outra no corpo.

Respira fundo três vezes.

E diz, mesmo que ao início pareça estranho:

“Não preciso de um corpo perfeito para viver este verão.
Preciso de um corpo cuidado, respeitado e habitado com mais amor.”

Depois escolhe uma pequena acção de cuidado.

Só uma.

Beber mais água.
Caminhar dez minutos.
Alongar os ombros.
Preparar uma refeição simples.
Dormir mais cedo.
Usar uma roupa em que te sintas confortável.
Sair à rua sem esperar por te sentires perfeita.

A leveza começa muitas vezes assim:
não quando o corpo muda, mas quando o olhar amacia.

Mini desafio SoLu@

Durante os próximos sete dias, troca uma frase de crítica por uma frase de cuidado.

Em vez de:
“Estou horrível.”

Experimenta:
“Estou a aprender a cuidar melhor de mim.”

Em vez de:
“Não posso vestir isto.”

Experimenta:
“Posso escolher algo que me faça sentir confortável e bonita.”

Em vez de:
“Tenho de mudar depressa.”

Experimenta:
“Posso mudar com respeito pelo meu ritmo.”

Em vez de:
“Só vou aproveitar quando emagrecer.”

Experimenta:
“Posso viver o verão enquanto cuido de mim.”

Para guardar

Não preciso de um corpo perfeito para viver o verão.

Preciso de um corpo escutado.
De um olhar mais gentil.
De escolhas possíveis.
De menos comparação.
De mais presença.
De mais verdade.
De mais vida.

Porque o verão não pertence apenas aos corpos perfeitos.

Pertence aos corpos vivos.

E o meu corpo, com tudo o que é, com tudo o que já viveu e com tudo o que ainda deseja viver, também merece sol.

Também merece mar.

Também merece descanso.

Também merece alegria.

Também merece verão.

Convite final

Este artigo faz parte do Especial Verão com Leveza, uma caminhada simples de autocuidado para Junho, Julho e Agosto.

Sem pressa.
Sem castigo.
Sem perfeição.

Apenas com a intenção de cuidar melhor do corpo, da mente e da vida — um dia de cada vez.

Se este texto falou contigo, guarda-o para voltares a ele nos dias em que precisares de te lembrar:

a tua vida não começa quando o teu corpo for perfeito.

A tua vida já está aqui.

E o verão também.

✦  Este artigo faz parte da rubrica Especial Verão com Leveza  •  SoLu@  •  S4 Junho 2026

Queres viver este verão com mais leveza e menos cobrança? Acompanha o Especial Verão com Leveza e começa por um gesto simples de cuidado por dia.

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