Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

O que ficou dos 30 dias para me sentir melhor no meu corpo

Quando criei os 30 dias para me sentir melhor no meu corpo, imaginei um caminho com princípio, meio e fim.

Trinta dias.
Pequenos desafios.
Movimento.
Alimentação.
Reflexões.
Novas rotinas.

E, naturalmente, imaginei também os textos que iria escrever, as experiências que iria partilhar e tudo aquilo que gostaria de cumprir.

Não aconteceu assim.

Não fiz tudo.
Não publiquei tudo.
Não consegui acompanhar todos os dias como tinha pensado.

Durante algum tempo, poderia ter olhado para isso como mais uma coisa que deixei por terminar.

Mas seria injusto.

Porque, quando olho verdadeiramente para estas semanas, percebo que talvez tenha acontecido aquilo que mais importava:

voltei a cuidar de mim.

O calendário é um guia, não uma prisão

Há uma frase que tenho repetido muito no Calendário SoLu@:

O calendário é um guia, não uma prisão.

Talvez estivesse na altura de a aplicar também a mim.

É muito fácil transformar até aquilo que criamos para nos fazer bem numa nova obrigação.

Fazer exercício torna-se uma meta.

Comer melhor transforma-se numa lista de regras.

Descansar passa a ser mais uma tarefa para cumprir.

E até um desafio criado para nos aproximar de nós próprias pode acabar por nos fazer sentir que falhámos quando não conseguimos cumprir todos os dias.

Não quero isso.

Nem para mim, nem para quem acompanha a SoLu@.

Porque a vida não acontece organizada em quadradinhos perfeitos.

Há dias bons.

Há dias cansados.

Há férias, trabalho, filhos, preocupações, imprevistos, mudanças, emoções e momentos em que simplesmente não conseguimos fazer aquilo que tínhamos planeado.

E isso também é viver.

O meu corpo não precisa de ser perfeito

Comecei este caminho porque queria sentir-me melhor no meu corpo.

Não necessariamente ter um corpo diferente.

Sentir-me melhor nele.

Esta distinção tornou-se cada vez mais importante para mim.

O corpo muda.

Mudou com as gravidezes.

Mudou com os anos.

Mudou com as alterações hormonais.

Mudou com a cirurgia.

Mudou com momentos em que me mexi mais e outros em que me mexi menos.

E continua a mudar.

Durante demasiado tempo somos ensinadas a olhar para o corpo quase sempre através daquilo que falta corrigir.

O peso.

A barriga.

As pernas.

A roupa que já não serve.

O número que aparece numa balança.

Mas quero aprender a fazer uma pergunta diferente:

O que precisa o meu corpo de mim para me acompanhar bem nos próximos anos?

Talvez essa seja hoje uma das perguntas mais importantes.

Voltar ao movimento

Uma das mudanças concretas deste período foi o meu regresso ao ginásio.

Não foi um regresso perfeito.

Nem sequer começou da forma ideal.

Já contei a experiência que tive com as avaliações físicas e nutricionais e a sensação de que, muitas vezes, aquilo que deveria ajudar-nos a cuidar melhor de nós acaba envolvido em serviços adicionais, planos e mais pagamentos.

Mas essa experiência também me trouxe uma certeza:

não quero desistir de cuidar de mim só porque o contexto não é perfeito.

O ginásio é apenas um lugar.

O verdadeiro compromisso é comigo.

Quero mexer o corpo.

Quero ganhar força.

Quero preservar músculo.

Quero melhorar a mobilidade.

Quero conseguir subir escadas, caminhar, viajar, carregar sacos, brincar, dançar e viver com autonomia durante muitos anos.

Hoje vejo o exercício muito menos como uma forma de emagrecer e muito mais como uma forma de preparar o meu futuro.

E esta mudança de perspectiva talvez seja uma das maiores conquistas destes 30 dias.

Alimentação sem culpa

Também quis que este caminho tivesse espaço para falar de alimentação.

Mas não queria entrar novamente naquele ciclo que tantas pessoas conhecem:

restrição, culpa, compensação, desistência.

Comer é muito mais do que contar calorias.

É saúde, claro.

Mas também é família.

É memória.

É prazer.

É convívio.

É férias.

É um jantar especial.

É uma mesa cheia de pessoas de quem gostamos.

Quero continuar a aprender a fazer escolhas melhores sem transformar cada escolha menos perfeita numa acusação contra mim própria.

Há espaço para legumes e para sobremesas.

Para água e para um jantar especial.

Para dias muito equilibrados e outros menos.

O importante é aquilo que fazemos na maior parte do tempo.

Cuidar não é castigar.

E quero recordar-me disso.

Fazer o possível também conta

Talvez esta tenha sido a maior aprendizagem.

Durante anos, tive tendência para pensar que, quando começamos alguma coisa, devemos fazê-la bem.

Até ao fim.

Como planeámos.

Hoje começo a perceber que existe outra forma.

Podemos começar.

Interromper.

Adaptar.

Voltar.

Fazer menos.

Recomeçar.

E continuar.

Não publicar todos os artigos desta rubrica não apaga aquilo que vivi.

Não cumprir todos os desafios não transforma estes 30 dias num fracasso.

Porque houve movimento.

Houve consciência.

Houve perguntas.

Houve escolhas diferentes.

E houve sobretudo uma mudança que quero preservar:

comecei novamente a olhar para mim como alguém de quem também preciso de cuidar.

O que quero levar comigo daqui para a frente

Não quero terminar estes 30 dias com uma nova lista impossível.

Quero levar apenas algumas coisas simples comigo:

— mexer o corpo com regularidade;

— trabalhar a força, pensando também no futuro;

— caminhar sempre que puder;

— escolher melhor a alimentação sem transformar a comida em culpa;

— ouvir os sinais do meu corpo;

— respeitar o descanso;

— não esperar pelo corpo perfeito para começar a viver;

— e lembrar-me de que cuidar de mim também é uma forma de cuidar daqueles que amo.

Não sei se conseguirei fazer tudo sempre.

Provavelmente não.

E talvez esteja tudo bem assim.

Não fiz tudo. Mas alguma coisa mudou.

Se tivesse cumprido cada um dos 30 dias, escrito todos os artigos e seguido exactamente aquilo que tinha planeado, talvez este texto fosse outro.

Mas gosto mais desta verdade.

Não fiz tudo.

A vida atravessou o calendário.

Vieram outros acontecimentos, outras prioridades, outros dias.

Mas não voltei exactamente ao ponto de partida.

Alguma coisa ficou.

Estou mais consciente da importância de mexer o corpo.

Percebo melhor que preciso de força para envelhecer com qualidade.

Estou a reaprender a cuidar de mim sem fazer da balança o centro desse cuidado.

E estou a tentar trocar a exigência pela consistência possível.

Talvez seja isso que significa verdadeiramente sentirmo-nos melhor no nosso corpo.

Não gostar de tudo.

Não corrigir tudo.

Não atingir um número perfeito.

Mas conseguir olhar para ele e dizer:

este é o corpo que me trouxe até aqui.
E eu quero cuidar dele para que possa continuar comigo.


Uma pergunta para ti

E tu?

Quando pensas em cuidar melhor do teu corpo, o que seria mais importante neste momento?

Emagrecer?
Ter mais força?
Dormir melhor?
Mexer-te mais?
Comer com menos culpa?
Ou simplesmente voltar a dar atenção a ti própria?

Não precisas de começar com trinta mudanças.

Escolhe uma.

E começa por aí.

Porque talvez cuidar de nós seja exactamente isto:

não fazer tudo.

Mas não nos abandonarmos.

— SoLu@

Ligações SoLu@

→ 30 dias para me sentir melhor no meu corpo
→ Calendário SoLu@
→ Setembro — Autocuidado / Recomeço
→ Começa Aqui

Se também estás a tentar cuidar mais de ti, sem dietas impossíveis, metas perfeitas ou pressa, acompanha o Calendário SoLu@.

Todos os meses encontramos um novo tema, pequenas práticas e perguntas que nos ajudam a viver com mais consciência.

Porque aqui continuamos a acreditar numa coisa simples:

o calendário é um guia, não uma prisão.

O ginásio é fitness… mas a carteira é que fica mais magra?

Mulher a regressar ao ginásio para cuidar da saúde e ganhar força

Voltei ao ginásio porque quero cuidar do meu corpo, da minha saúde e da mulher que quero ser nos próximos anos. Mas descobri que, entre ter acesso às máquinas e saber verdadeiramente o que fazer com elas, pode existir uma mensalidade extra.

Como sabem, voltei ao ginásio.

Não foi propriamente um regresso simples.

Quando este ginásio apareceu, ainda estava em construção. Acreditei no projecto e tornei-me sócia fundadora. Durante mais de um ano paguei a mensalidade sem praticamente usufruir do espaço.

A vida aconteceu.

Fui operada e, durante algum tempo, por indicação médica, tive de evitar determinados exercícios. Os seis meses passaram, depois passaram outros meses e, quando dei por isso, tinham passado quase dois anos.

Entretanto, o meu corpo também mudou.

O peso aumentou. As alterações hormonais fizeram-se sentir. A idade foi trazendo outras necessidades e eu fui percebendo, cada vez mais, uma coisa que racionalmente já sabia:

preciso de cuidar do meu corpo não apenas para emagrecer, mas para envelhecer melhor.

Foi também por isso que decidi regressar.

E houve ainda uma motivação bonita: acompanhar o meu filho durante as férias e começarmos juntos esta rotina.

Não regressei à procura de um corpo perfeito.

Regressei à procura de saúde.

De força.

De mobilidade.

De resistência.

De qualidade de vida.

De um corpo que consiga continuar a acompanhar-me durante muitos anos.

Quando a avaliação incluída serve sobretudo para dizer aquilo que já sabemos

No meu contrato estavam incluídas duas avaliações: uma nutricional e outra física.

Achei importante.

Depois de tanto tempo parada, com alterações no meu corpo e depois de uma cirurgia, parecia-me até uma excelente forma de recomeçar com alguma orientação.

Fui.

E foi aqui que surgiu a minha desilusão.

Na avaliação nutricional fiquei, essencialmente, a saber aquilo que já sabia:

tenho excesso de peso.

Se quisesse verdadeiro acompanhamento nutricional, com orientação continuada, teria de pagar um valor adicional todos os meses.

Na avaliação física aconteceu algo semelhante.

Avaliaram.

Explicaram.

Mas, se quisesse acompanhamento personalizado e um plano adequado às minhas necessidades, teria igualmente de pagar mais.

Saí dali com números.

Mas sem um plano nutricional.

E sem um plano de treino verdadeiramente estruturado para mim.

E fiquei a pensar:

afinal, o que estava realmente incluído?

A avaliação?

Ou a oportunidade de me vender outro serviço?

Não tenho nada contra pagar por um serviço

Quero deixar isto claro.

Um nutricionista estudou e trabalha. Um personal trainer trabalha. Um profissional que acompanha individualmente uma pessoa deve ser remunerado pelo seu conhecimento, pelo seu tempo e pela sua responsabilidade.

Não espero acompanhamento personalizado ilimitado incluído numa mensalidade básica.

Isso também não seria justo.

Mas talvez exista um espaço entre estas duas realidades.

Entre:

“Tem direito a uma avaliação.”

e:

“Agora que já lhe dissemos o que está mal, se quiser saber o que fazer, terá de pagar mais.”

É essa diferença que me incomoda.

Porque uma pessoa entra num ginásio precisamente porque quer melhorar alguma coisa.

Muitas vezes chega sedentária.

Com excesso de peso.

Sem conhecer as máquinas.

Sem saber qual a carga adequada.

Sem saber quantas repetições deve fazer.

Sem perceber como organizar um treino equilibrado.

Algumas regressam depois de anos sem exercício.

Outras têm limitações que precisam de ser respeitadas.

E há quem simplesmente nunca tenha treinado.

Dizer a alguém que precisa de perder peso ou ganhar massa muscular não é propriamente dar-lhe um caminho.

É identificar o ponto de partida.

O que muitas de nós procuramos é saber:

e agora, como começo de forma segura e possível?

O ginásio é fitness, mas a carteira é que emagrece

Confesso que pensei, com alguma ironia:

o ginásio é fitness, mas a carteira é que fica mais magra.

Mensalidade.

Mais acompanhamento nutricional.

Mais acompanhamento físico.

Mais personal trainer.

Mais isto.

Mais aquilo.

E aquilo que começou como uma decisão para cuidar da saúde pode facilmente transformar-se num conjunto de extras que nem todas as famílias conseguem suportar.

Foi então que me surgiu uma pergunta desconfortável:

cuidar melhor da nossa saúde está a tornar-se um privilégio de quem pode pagar?

Não falo de ter acesso a luxo.

Falo de orientação básica.

De aprender a usar correctamente os equipamentos.

De ter um ponto de partida.

De compreender o que devemos fazer para ganhar força, melhorar a condição física e criar uma rotina que consigamos manter.

Porque aconselhar as pessoas a fazer exercício físico é fácil.

Dar-lhes condições para conseguirem fazê-lo com confiança é outra coisa.

Mexer o corpo é demasiado importante para depender de um pacote premium

A importância do exercício não é uma invenção dos ginásios.

A Direção-Geral da Saúde recomenda aos adultos entre 150 e 300 minutos semanais de actividade física aeróbia moderada, juntamente com exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.

E quanto mais envelhecemos, mais percebemos que força não é apenas uma questão estética.

É autonomia.

É conseguir levantar-nos.

Carregar compras.

Subir escadas.

Manter equilíbrio.

Brincar com os filhos e, um dia, talvez com os netos.

Continuar independentes.

Viver melhor.

Por isso voltei.

Não para lutar contra o espelho.

Mas para estar do lado do meu futuro.

E se eu não puder pagar acompanhamento?

Esta foi talvez a aprendizagem mais importante deste regresso:

não podemos deixar que a impossibilidade de pagar todos os extras nos convença de que já não vale a pena fazer nada.

A própria DGS lembra que não precisamos obrigatoriamente de frequentar um ginásio para termos uma vida activa.

Caminhar conta.

Subir escadas conta.

Dançar conta.

Andar de bicicleta conta.

Mexermo-nos mais durante o dia conta.

E isto é importante lembrar.

Porque a saúde não pode ficar presa à ideia de que só cuidamos de nós se tivermos a mensalidade certa, o relógio certo, a roupa certa, o personal trainer certo e o plano perfeito.

Podemos começar pelo que temos.

Pelo que conseguimos.

Pelo que cabe na nossa vida e também na nossa carteira.

Faz por ti

Foi esta a conclusão a que cheguei.

Vou continuar a ir ao ginásio.

Vou continuar a tentar aprender.

Vou procurar informação credível.

Vou respeitar as limitações do meu corpo.

Vou perguntar quando tiver dúvidas.

Vou observar aquilo que me faz bem.

E, sobretudo, vou tentar criar consistência.

Porque não quero desistir de cuidar de mim só porque fiquei desiludida com a forma como o acompanhamento funciona.

Talvez tenha de fazer parte do caminho com menos ajuda do que imaginava.

Mas continuo a acreditar que vale a pena.

E se estás desse lado e também sentes que não podes pagar todos os extras que aparecem pelo caminho, quero dizer-te isto:

faz exercício por ti.

Não pelo peso que apareceu na balança.

Não para caberes numa fotografia.

Não porque alguém te mostrou uma percentagem de gordura corporal.

Não para corresponderes ao corpo que te dizem que deverias ter.

Faz por ti.

Pela tua força.

Pelos teus ossos.

Pelos teus músculos.

Pela tua mobilidade.

Pela tua cabeça.

Pela tua autonomia.

Pela mulher ou pelo homem que queres continuar a ser daqui a dez, vinte ou trinta anos.

Começa com aquilo que consegues.

Uma caminhada.

Um treino simples.

Umas escadas.

Uma música na sala.

Um passeio de bicicleta.

Ou o ginásio, se fizer sentido para ti.

Mas não deixes que o marketing transforme o cuidado contigo numa sensação permanente de que ainda tens de comprar mais alguma coisa para poderes começar.

Saúde não devia ser um luxo

Não acredito que todos os ginásios funcionem da mesma forma.

Nem acredito que todos os serviços devam estar incluídos numa mensalidade.

Existem profissionais excelentes cujo acompanhamento personalizado vale, naturalmente, o preço que cobram.

A minha reflexão é outra.

Talvez os ginásios possam perguntar-se se uma pessoa que chega — especialmente depois de muito tempo parada — não deveria sair da avaliação inicial pelo menos com algumas orientações práticas para começar.

Um pequeno plano base.

Indicações sobre as máquinas.

Alguns exercícios adaptados ao seu nível.

Cuidados a ter.

Objectivos realistas.

Depois, quem quiser ou precisar de acompanhamento individual mais aprofundado poderá naturalmente contratar esse serviço.

Isso seria diferente.

Seria uma avaliação que acrescentava conhecimento e autonomia, e não apenas números.

Porque promover actividade física não deveria significar apenas abrir a porta de uma sala cheia de máquinas.

Deveria também ajudar as pessoas a perceber como podem começar.

Eu voltei. E desta vez quero ficar.

Talvez este regresso ao ginásio não esteja a acontecer exactamente como imaginei.

Mas há uma coisa que mudou.

Desta vez não quero pagar e não ir.

Não quero esperar pelo corpo certo.

Pelo peso certo.

Pelo momento perfeito.

Quero simplesmente aparecer.

Fazer o possível.

Aprender.

Ganhar força.

E cuidar de mim.

Agosto, no Calendário SoLu@, tem-me falado muito de simplicidade: retirar o excesso e regressar ao essencial.

Talvez isto também seja simplificar.

Retirar a pressão.

Retirar a ideia de perfeição.

Retirar a necessidade de ter tudo antes de começar.

E ficar com o essencial:

mexer o corpo porque quero continuar a viver dentro dele com qualidade durante muitos e muitos anos.

O resto vou aprendendo pelo caminho.

— SoLu@

E contigo?

Quando te inscreveste num ginásio, sentiste que tiveste orientação suficiente para começar?

As avaliações incluídas ajudaram-te verdadeiramente ou acabaram sobretudo numa proposta para contratar outros serviços?

Gostava muito de conhecer outras experiências, porque talvez esta conversa seja maior do que a minha.

Também podes ler:

10 minutos de movimento para recomeçar Abril

Mulher a fazer alongamento em casa com rotina simples de 10 minutos de movimento para recomeçar

Abril começou.
E às vezes recomeçar não pede uma grande mudança.
Pede só um pequeno gesto que devolva vida ao corpo e presença ao dia.

Nesta primeira semana de Abril Ativo, o convite é simples: voltar ao corpo com gentileza. Sem pressão. Sem exigência. Sem metas impossíveis.

Só 10 minutos por dia para mexer, respirar, acordar por dentro e lembrar-te de que estás viva, aqui, agora.

Há dias em que nos sentimos paradas. Cansadas. Desligadas de nós.
Com a mente pesada e o corpo esquecido.

E, muitas vezes, o que precisamos não é fazer tudo.
É apenas começar por alguma coisa pequena.

Abril Ativo — Semana 1

Voltar ao corpo (10 minutos por dia)

O exercício desta semana chama-se:

“10 minutos ATIVO”

Um reset simples para voltares a ti

Um exercício curto para os dias em que te sentes sem energia, sem vontade ou demasiado ocupada para cuidar de ti.

Não é um treino perfeito.
É um reencontro.

É uma forma simples de dizer ao teu corpo:
“Eu não me quero abandonar.”

Como fazer

1 minuto a respirar

Respira devagar.
Inspira pelo nariz. Expira lentamente.
Sem pressa.

Só este minuto já pode mudar o ritmo com que entras no dia.

2 minutos de mobilidade

Move suavemente:

  • pescoço
  • ombros
  • ancas

Sem forçar.
Só para libertar o que está preso e acordar o corpo com cuidado.

4 minutos de movimento

Escolhe o que te fizer mais sentido nesse dia:

  • caminhar em casa
  • agachamentos com apoio na cadeira
  • dançar ao som de uma música de que gostes

Não interessa fazer muito.
Interessa mexer.

2 minutos a alongar

Alongar costas, pernas, braços ou ombros.
Como quem faz espaço por dentro.

1 copo de água + uma intenção para o dia

No fim, bebe um copo de água.
E pergunta a ti mesma:

Como quero viver este dia?

Pode ser uma intenção simples:

  • hoje quero estar mais presente
  • hoje quero tratar-me com mais calma
  • hoje quero dar um passo de cada vez

Porque é que este exercício pode ajudar?

Porque, às vezes, quando a mente pesa, o corpo fica esquecido.
E quando voltamos ao corpo com pequenos gestos, alguma coisa em nós começa a reorganizar-se.

Não resolves tudo em 10 minutos.
Mas podes desbloquear o primeiro passo.

Podes sair da inércia.
Podes recuperar um pouco de energia.
Podes lembrar-te de ti.

E isso já é muito.

Não compliques o recomeço

Há recomeços que falham porque começam demasiado grandes.
Com exigências, listas, planos perfeitos e expectativas pesadas.

Este não.

Este recomeço cabe em casa.
Cabe num intervalo.
Cabe entre tarefas.
Cabe até nos dias menos bons.

10 minutos.
Só isso.

Mas com presença.
Com intenção.
Com verdade.

Sugestão para esta semana

Experimenta repetir este pequeno reset todos os dias da Semana 1 de Abril.
Sempre à mesma hora, se possível.
De manhã, antes de começares tudo.
Ou ao fim da tarde, para voltares a ti.

O importante não é fazer de forma perfeita.
É criar o hábito de te perguntares:

“O que posso fazer hoje, durante 10 minutos, para me sentir mais viva?”

Para guardar contigo

Voltar ao corpo não é um luxo.
É um cuidado essencial.

E, às vezes, o começo de uma vida mais ativa não nasce de um grande plano.
Nasce de um gesto pequeno, repetido com amor.

Hoje, talvez baste isso:
respirar, mexer, alongar, beber água e recomeçar.


E tu?
Consegues oferecer-te 10 minutos hoje?
Conta-me nos comentários ou guarda este exercício para os dias em que precisares de recomeçar devagar.

Para continuares este caminho