Há livros que esperam por nós

Livro O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, segurado junto à praia durante uma leitura de verão.

Cinco anos depois, consegui terminar uma leitura que, durante muito tempo, me falou demasiado de perto sobre aquilo que eu mais temia.

Há cinco anos, quando mudei de cidade e comecei uma nova etapa da minha vida profissional, alguém que marcou profundamente esse momento ofereceu-me este livro: “O Ano do Pensamento Mágico”, de Joan Didion.

Guardei não apenas o livro, mas também o gesto.

Guardei a pessoa, o tempo vivido, a mudança de cidade, o medo e a esperança que acompanham todos os recomeços.

Comecei a lê-lo nessa altura. Mas não consegui continuar.

Não porque o livro não me interessasse. Talvez precisamente porque me tocava demasiado.

Falava de temas que, para mim, eram difíceis de enfrentar: a morte, a perda inesperada, a doença do coração, a fragilidade da vida e aquele instante em que tudo o que parecia seguro pode mudar.

Fechei-o.

Durante cinco anos, ficou à espera.

Talvez alguns livros façam isso. Não chegam apenas às nossas mãos. Ficam silenciosamente ao nosso lado até termos espaço interior para os receber.

O mesmo livro, uma leitora diferente

Este ano, durante esta pausa, depois de acontecimentos que me voltaram a lembrar como a vida pode ser frágil e imprevisível, senti que tinha chegado o momento de regressar àquelas páginas.

O livro era o mesmo.

Mas eu já não era a mesma mulher.

Entre a primeira tentativa e esta leitura aconteceram mudanças, perdas, medos, recomeços e aprendizagens. A vida ensinou-me, muitas vezes sem pedir autorização, que não conseguimos controlar tudo.

Não controlamos o tempo.

Não controlamos as doenças.

Não controlamos as despedidas.

Não conseguimos proteger todas as pessoas que amamos de todas as dores.

E talvez uma das partes mais difíceis de crescer seja reconhecer essa impotência sem deixar que ela nos impeça de viver.

Aceitar não é deixar de sentir medo

Terminar este livro não significou vencer o meu medo da morte.

Também não me deu respostas simples para aquilo que não as tem.

Mas ajudou-me a permanecer junto das perguntas.

A aceitar que a vida contém beleza e perda, presença e ausência, esperança e incerteza. Que podemos fazer planos e, ainda assim, ser surpreendidos. Que podemos amar profundamente e continuar sem conseguir proteger tudo o que amamos.

Aceitar esta realidade não é desistir.

É aprender a adaptar-nos quando a vida muda.

É reconhecer que há acontecimentos que não conseguimos evitar, explicar ou reparar. E que, mesmo assim, precisamos de encontrar uma forma de continuar.

Talvez não voltemos a ser exactamente quem éramos.

Talvez passemos a ser alguém que conhece melhor a fragilidade da vida — e, por isso mesmo, começa a valorizar mais a sua presença.

Há leituras que precisam de tempo

Na praia, com o som do mar ao fundo, terminei finalmente o livro que comecei há cinco anos.

E percebi que algumas leituras não ficam inacabadas.

Ficam apenas à espera de que a vida nos prepare.

Talvez eu precisasse destes anos para compreender que não tenho de controlar tudo para continuar a viver. Que posso sentir medo e, ainda assim, amar. Que posso não ter respostas e continuar presente. Que posso adaptar-me às mudanças sem negar a dor que elas trazem.

Fechar este livro foi também fechar um pequeno ciclo.

Um ciclo que começou numa mudança de cidade, num novo momento profissional e no gesto de alguém que deixou uma marca bonita na minha história.

Hoje, guardo esse gesto com ainda mais gratidão.

Porque há pessoas que nos oferecem livros.

E há livros que, muito tempo depois, nos ajudam a ler a nossa própria vida.

Nem todos os livros são lidos quando chegam. Alguns esperam até estarmos preparadas para aquilo que têm para nos dizer.


Pergunta para terminar

Já tiveste um livro que precisou de esperar por ti?

Talvez não fosse ainda o momento de o compreender. Talvez tenhas precisado de viver um pouco mais antes de conseguires regressar às suas páginas.

Sugestão de leituras:

Os livros que contam quem somos

Livros escolhidos por três irmãos, mostrando diferentes caminhos de leitura, sonhos e formas de ver o mundo.

Há livros espalhados pela casa.

Alguns estão nas estantes dos meus filhos. Outros acumulam-se na minha mesa de cabeceira. Há os que já foram lidos, os que estão a meio e aqueles que esperam pacientemente pela sua vez.

À primeira vista, parecem apenas livros.

Mas, quando olho com atenção, vejo muito mais do que capas e páginas.

Vejo pessoas.

Vejo fases da vida.

Vejo sonhos e caminhos.

Parei, recentemente, para observar as bibliotecas dos meus filhos.

A estante da minha filha do meio está cheia de mistérios, enigmas e personagens que tentam compreender o mundo. Livros que fazem perguntas, histórias que desafiam, narrativas onde nada é o que parece.

Ao olhar para aqueles títulos, reconheci nela a jovem determinada que sempre procura respostas — a rapariga que gosta de perceber, de analisar, de encontrar sentido nas coisas.

A estante da minha filha mais nova conta uma história diferente.

Há magia, fantasia, princesas que escolhem o seu destino e mundos onde a amizade e a esperança continuam a valer a pena.

Entre esses livros estava também A Peste, de Albert Camus — o livro que apresentou na disciplina de português na escola e do qual guardou uma frase que me ficou no coração: a ideia de que vale a pena lutar pela humanidade e acreditar que existe algo de bom em cada pessoa.

Olhei para a sua estante e vi uma jovem que ainda sonha. E que, felizmente, continua a acreditar na bondade.

O meu filho segue outro caminho.

As suas prateleiras são habitadas por mundos imensos, batalhas épicas e heróis imperfeitos — histórias de coragem, responsabilidade e escolhas.

Quando o vejo mergulhado nessas páginas, percebo que também está a construir a sua própria visão do mundo. Está a descobrir quem quer ser.

E depois há os meus livros.

Os que falam de amor, de relações humanas, de crescimento e de recomeços.

Os que me acompanham há anos e os que chegaram recentemente para me ensinar algo novo.

Talvez seja isso que mais gosto na leitura: não lemos todos os mesmos livros, nem procuramos todos as mesmas histórias.

Mas, de alguma forma, os livros ajudam-nos a crescer, a fazer perguntas, a sonhar, a encontrar palavras para sentimentos que ainda não sabemos explicar.

Como mãe, existe uma alegria muito especial em ver os meus filhos construir as suas próprias bibliotecas — não porque tenham muitos livros, mas porque cada livro escolhido diz alguma coisa sobre quem são e sobre quem estão a tornar-se.

Um dia, estas estantes vão mudar.

Chegarão novos livros, outros ficarão esquecidos, alguns acompanharão os meus filhos para outras casas e outras vidas.

Mas acredito que as histórias que hoje guardam nas suas prateleiras ficarão para sempre dentro deles.

Tal como ficaram dentro de mim as histórias que li quando tinha a idade deles.

Porque os livros são mais do que páginas.

São memórias, são companhia, são pontes.

E, muitas vezes, contam a história de quem somos mesmo antes de sabermos contá-la nós próprios.

E por aí? Se olhares para a tua estante ou para os livros de quem amas, que história contam eles sobre a pessoa que os escolheu? 📚✨

Leitura relacionada do Arquivo SoLu@
Há vários anos escrevi sobre a importância das atividades e da comunicação entre pais e filhos adolescentes. Hoje continuo a acreditar nisso. Talvez os livros sejam também uma forma silenciosa de comunicação — uma maneira de descobrirmos quem os nossos filhos são, mesmo quando já não nos contam tudo.

Sugestões de leitura:

Quando uma leitura dos filhos nos ensina a escutar melhor

Livro aberto e folha manuscrita, simbolizando a leitura dos filhos e a comunicação em família.

Uma reflexão sobre leitura, maternidade, espera e a forma como comunicamos com os nossos filhos à medida que eles crescem.

Há momentos simples que nos mostram, sem grande ruído, que os nossos filhos estão a crescer.

Esta semana, a minha filha mais nova está a preparar um trabalho para a aula de Português sobre um livro que leu. Pedi-lhe que escrevesse também um pequeno texto sobre essa leitura, para eu poder partilhar aqui no SoLu@.

Ainda não chegou.

E, curiosamente, essa espera também me fez pensar.

Porque, como mães, tantas vezes queremos acompanhar, ajudar, organizar, orientar, incentivar… e, sem darmos por isso, podemos transformar um convite bonito em mais uma pressão.

Eu pedi-lhe um texto.
Ela ainda não mo enviou.
E eu estou a aprender a esperar.

Não como quem desiste.
Mas como quem respeita o tempo dela.

Quando os filhos começam a ter palavras próprias

Há uma fase da maternidade em que falamos muito por eles.

Explicamos o que sentem.
Traduzimos birras.
Adivinhamos medos.
Interpretamos silêncios.
Tentamos encontrar as palavras certas para aquilo que eles ainda não sabem dizer.

Mas depois eles crescem.

E começam a ter as suas próprias leituras, opiniões, gostos, perguntas, interpretações do mundo.

Um livro lido para a escola pode parecer apenas mais um trabalho.
Mas também pode ser uma janela.

Uma janela para percebermos o que os tocou.
O que os fez pensar.
O que rejeitaram.
O que compreenderam.
O que talvez ainda não saibam explicar, mas já começaram a sentir.

Às vezes, quando um filho fala de um livro, não está apenas a falar de uma história.
Está a revelar-nos um pouco da forma como olha para a vida.

Comunicar também é dar espaço

Ao pensar neste tema, lembrei-me de um texto antigo do Arquivo SoLu@, publicado em 2019: “Como comunicar com os meus filhos?”

Nesse texto, eu escrevia sobre o amor incondicional que temos pelos nossos filhos e sobre essa pergunta tão grande que acompanha a maternidade: como guiá-los, ouvi-los e ajudá-los a crescer?

Na altura, escrevi:

“Damos o nosso Amor incondicional aos nossos filhos e queremos que sejam Felizes!”

E essa frase continua a fazer sentido.

Queremos que sejam felizes.
Queremos que sejam autónomos.
Queremos que façam boas escolhas.
Queremos que saibam pensar, sentir, decidir, levantar-se, proteger-se e amar.

Mas comunicar com os filhos não é apenas falar.

É também escutar.
É saber calar.
É não preencher todos os espaços.
É deixar que encontrem as suas próprias palavras.

E isto nem sempre é fácil.

Vivemos numa era de respostas rápidas, mensagens instantâneas e urgências constantes. Mas os filhos, sobretudo quando crescem, nem sempre se abrem à velocidade a que nós gostaríamos.

Às vezes precisam de tempo.
Às vezes precisam de confiança.
Às vezes precisam apenas de sentir que podem chegar quando estiverem prontos.

A leitura como ponto de encontro

Gosto da ideia de um livro se tornar conversa.

Nem sempre precisamos de grandes discursos para nos aproximarmos dos filhos. Às vezes, basta uma pergunta simples:

“O que achaste dessa personagem?”
“Gostaste do final?”
“Houve alguma parte que te marcou?”
“Esse livro fez-te pensar em alguma coisa da tua vida?”

As leituras podem abrir portas que as perguntas directas não abrem.

Porque falar de uma personagem é, muitas vezes, uma forma mais segura de falar de emoções.
Falar de uma história pode ser uma forma delicada de falar de escolhas, injustiças, sonhos, medos, coragem ou amor.

E talvez seja por isso que este momento me tocou.

Não é apenas o trabalho de Português da minha filha.
É a possibilidade de a ouvir através daquilo que ela leu.

A frase que ficou nela

Entretanto, a minha filha já me falou de uma ideia que a marcou nesta leitura.

Falou-me da importância de lutar pela humanidade.
E disse-me também que, apesar de tudo, todas as pessoas têm uma parte boa.

Fiquei a pensar nisto.

Porque, vindo de uma leitura como A Peste, de Albert Camus, esta ideia ganha ainda mais força. O livro fala de medo, doença, isolamento, sofrimento e morte. Mas também fala daquilo que continua a salvar-nos quando tudo parece difícil: a solidariedade, o cuidado, a coragem silenciosa e a capacidade de não desistirmos uns dos outros.

Talvez seja isso que os livros fazem quando chegam ao coração dos nossos filhos.

Não ficam apenas como trabalho escolar.
Ficam como pensamento.
Como pergunta.
Como forma de olhar para o mundo.

E, como mãe, ouvir esta frase tocou-me profundamente. Porque comunicar com os filhos também passa por isto: escutar aquilo que os marcou, perceber que ideias ficaram dentro deles e acolher a forma como começam a construir a sua própria visão da vida.

Vale a pena lutar pela humanidade, porque em cada pessoa continua a existir uma parte boa.

Ser mãe também é aprender a não apressar

Ainda não tenho o texto completo dela.
Mas já tenho uma frase.
E, às vezes, uma frase já nos mostra que a leitura fez o seu caminho.

E decidi escrever mesmo assim.

Porque esta Sexta-Feira Nostálgica não é apenas sobre o livro que ela leu.
É sobre a forma como eu, enquanto mãe, continuo a aprender a comunicar.

Aprendo que nem tudo tem de estar pronto quando eu quero.
Aprendo que os filhos também têm o seu ritmo.
Aprendo que incentivar não é empurrar.
Aprendo que acompanhar não é controlar.
Aprendo que o amor também sabe esperar.

Talvez, quando ela me entregar o texto, eu volte aqui para o partilhar.

Hoje fica esta reflexão: comunicar com os filhos é uma construção diária. Começa quando são pequenos, mas não termina quando crescem. Apenas muda de forma.

Antes havia colo, perguntas simples e respostas imediatas.

Agora há conversas mais espaçadas, silêncios mais longos, opiniões próprias, trabalhos da escola, livros, escolhas, sonhos e caminhos que começam a ser deles.

E nós, mães, vamos aprendendo uma nova presença.

Menos urgente.
Mais disponível.
Menos controladora.
Mais confiante.

Do Arquivo SoLu@

Nesta Sexta-Feira Nostálgica, recupero o texto antigo:

Como comunicar com os meus filhos?
Publicado no Arquivo SoLu@, em 12 de novembro de 2019.

Na altura, escrevia sobre a importância de guiar os filhos, ouvi-los e ajudá-los a crescer com amor, autonomia e presença.

Hoje, tantos anos depois, continuo a sentir o mesmo — talvez com mais calma, mais consciência e mais verdade.

Porque comunicar com os filhos é isso mesmo:
continuar a aprender a amá-los em cada fase.

E tu?
Costumas conversar com os teus filhos sobre os livros, filmes ou histórias que os tocam?

Leituras sugeridas:

O que aprendi com o livro Domina o Teu Mindset, de Michael Pilarczyk

Caderno com notas, chá e o livro Domina o Teu Mindset de Michael Pilarczyk sobre propósito e crescimento pessoal.

Há livros que nos leem.

E há livros que nos mostram os nossos sonhos, os nossos pensamentos e a forma como escolhemos viver.

Domina o Teu Mindset foi, para mim, um desses livros.

Porquê?

Porque, ao lê-lo, senti que estava a encontrar em palavras aquilo em que sempre acreditei: a forma como pensamos influencia profundamente a vida que construímos.

A vida que vivemos é, em grande parte, o reflexo daquilo que pensamos, acreditamos e escolhemos todos os dias.


A ideia central do livro

Michael Pilarczyk defende que os nossos pensamentos moldam a nossa realidade.

Aquilo em que acreditamos influencia:

  • as decisões que tomamos;
  • os hábitos que criamos;
  • as pessoas com quem nos rodeamos;
  • e, em última análise, a vida que construímos.

Se continuarmos a pensar da mesma forma, tenderemos a obter os mesmos resultados.

Se mudarmos a forma como pensamos, abrimos espaço para uma vida diferente.


“Tu és aquilo que pensas”

Esta ideia não é nova.

O livro faz referência a várias obras clássicas de desenvolvimento pessoal, muitas das quais já li:

  • Think and Grow Rich;
  • The Science of Getting Rich;
  • As a Man Thinketh;
  • The Master Key System;
  • The Secret;
  • O Alquimista;
  • O Profeta;
  • Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Apesar de abordagens diferentes, todas apontam para a mesma direção:

O mundo exterior começa dentro de nós.

Ou, por outras palavras, atraímos aquilo em que acreditamos e alimentamos com a nossa atenção.


O que mais me marcou

1. Clareza é uma forma de felicidade

Muitas vezes sentimo-nos insatisfeitos porque não sabemos verdadeiramente o que queremos.

Quando definimos com honestidade:

  • quem queremos ser;
  • o que é importante para nós;
  • e a vida que desejamos construir,

tudo começa a fazer mais sentido.


2. O teu foco determina a tua realidade

Aquilo a que damos atenção cresce.

Se focarmos no medo, veremos obstáculos.

Se focarmos nas possibilidades, começamos a ver caminhos.

Onde colocas a tua atenção, colocas a tua energia.


3. Os teus valores devem orientar as tuas decisões

Nem tudo o que ocupa espaço na nossa vida tem significado.

Quando conhecemos os nossos valores, torna-se mais fácil decidir:

  • o que aceitar;
  • o que recusar;
  • e o que merece verdadeiramente o nosso tempo.

4. O medo é um estado mental

O medo é real, mas muitas vezes nasce de pensamentos repetidos.

Quando questionamos essas crenças, percebemos que muitos limites estavam apenas na nossa mente.


5. Tu colhes o que semeias

Não basta desejar.

É preciso perguntar:

  • O que quero realmente?
  • O que estou disposta a fazer?
  • Que preço estou disposta a pagar?
  • Que hábitos preciso de criar?

6. O ambiente influencia-nos profundamente

A frase atribuída a Jim Rohn continua atual:

“Tu és a média das cinco pessoas com quem passas mais tempo.”

As pessoas, as conversas e os conteúdos que consumimos moldam a nossa forma de pensar.


7. A mudança acontece pela repetição

Um pensamento isolado não muda uma vida.

Mas pensamentos consistentes, acompanhados de ações diárias, transformam-se em hábitos.

E os hábitos constroem o destino.


Uma pergunta essencial

O livro convida-nos a refletir:

O que achas que te vai fazer verdadeiramente feliz?

Nem sempre a resposta está no dinheiro, no estatuto ou no reconhecimento.

Muitas vezes, está em viver de forma mais alinhada com aquilo que somos.


A minha reflexão pessoal

Ao ler este livro, lembrei-me de algo importante:

A felicidade não surge quando tudo está perfeito.

Ela nasce quando existe coerência entre o que sentimos, o que acreditamos e a forma como vivemos.

Quando deixamos de viver em piloto automático.

Quando escolhemos conscientemente.

Quando confiamos mais em nós.


Uma frase que levo comigo

“Primeiro acredita. Depois vê.”


O que este livro me ensinou

  • A vida é feita pelas escolhas diárias.
  • Os pensamentos influenciam os resultados.
  • O foco determina aquilo que cresce.
  • Os valores ajudam-nos a decidir melhor.
  • O medo pode ser enfrentado.
  • A mudança exige repetição e persistência.
  • A felicidade nasce da coerência.

Vale a pena ler?

Sim, especialmente se sentes que:

  • estás numa fase de mudança;
  • procuras mais clareza;
  • queres definir objetivos com sentido;
  • desejas viver de forma mais consciente.

Não é um livro para ler à pressa.

É um livro para sublinhar, refletir e aplicar.


No fundo, a grande mensagem é esta

A tua vida não muda apenas porque desejas.

Muda quando assumes responsabilidade por aquilo que pensas, sentes e fazes.

E quando, todos os dias, escolhes aproximar-te da pessoa que queres ser.

Eu desejo continuar a tornar-me, todos os dias, a minha melhor versão.

E espero que tu também escolhas viver a tua vida com mais intenção, mais coragem e mais verdade.

“Vive a tua melhor vida.”

Com carinho,
SoLu@ ✨

Leituras sugeridas:

Este texto faz parte da Semana 2 do Calendário SoLu@ — Maio com Propósito.

Se este tema te chamou, lê também:

Descobrir o teu propósito não é o que pensas

e guarda a pergunta da semana:

O que realmente importa na tua vida agora?

Ativar a mente com intenção

Frase inspiradora sobre viver no presente e acreditar, “A vida muda quando deixas de viver no e se e começas a viver já é, dentro de ti”, com assinatura SoLu@

Ser Melhor — Leitura

Ativar a mente com intenção

(inspirado em A Arte de Acreditar, de Neville Goddard)

🌸 Introdução

Há momentos em que não precisamos de fazer mais.
Precisamos de pensar diferente.

Depois de voltares ao corpo na primeira semana do mês Abril Ativo, chega agora um passo mais subtil — mas profundamente transformador:

👉 ativar a mente com intenção

Não é sobre controlar tudo.
É sobre escolher, com consciência, aquilo que deixas crescer dentro de ti.

E, curiosamente, foi um livro que me trouxe aqui. Com sabem a leitura é um hábito da rubrica Ser Melhor, onde partilho pequenas mudanças que nos ajudam a crescer com mais consciência.


📖 Quando um livro nos escolhe

Fui comprar livros para a minha filha.
Entrei sem pressa, com um objetivo simples.

Mas, como tantas vezes acontece…
não foi só isso que trouxe comigo.

No meio de tantos títulos, A Arte de Acreditar chamou por mim.

Este não foi o meu primeiro encontro com Neville Goddard.
Já tinha lido O Poder do Consciência, um livro que me abriu a porta para esta forma diferente de olhar para os pensamentos e para a vida.
(podes ler essa reflexão aqui no Arquivo SoLu@)

E talvez por isso, A Arte de Acreditar não chegou por acaso.
Chegou como continuidade.

Sem explicação.
Sem planeamento.

E eu acredito nisto:
há livros que não escolhemos —
reconhecem-nos.


🧠 O que significa ativar a mente?

A mente ativa não é a que pensa mais.
É a que escolhe melhor.

No meio do ruído diário, ativar a mente é:

  • parar
  • observar
  • decidir no que vais acreditar

Porque a verdade é esta:

👉 aquilo que repetes dentro de ti… começa a tornar-se real na tua vida

E foi exatamente isso que este livro me veio lembrar.


✨ 3 práticas simples para ativar a mente

1. Escolhe uma intenção por dia

De manhã, antes de começares:

  • “Hoje escolho calma”
  • “Hoje escolho foco”
  • “Hoje escolho confiar”

Não compliques.
Uma palavra pode mudar um dia inteiro.


2. Imagina antes de viver

Durante 1 minuto, fecha os olhos e visualiza:

  • uma conversa que queres ter
  • um momento que queres viver
  • uma sensação que queres sentir

👉 Não imagines como “um desejo”
👉 imagina como se já estivesse a acontecer

Este é o princípio de Neville:
sentir antes de acontecer


3. Interrompe pensamentos automáticos

Quando surgir um pensamento como:

  • “não sou capaz”
  • “não vai correr bem”

faz uma pausa e troca por:

  • “vou tentar com calma”
  • “posso aprender com isto”

Não precisas de acreditar logo.
Só precisas de começar.


🌿 Um lembrete importante

A mente não muda de um dia para o outro.
Mas muda… com repetição e gentileza.

Não é sobre perfeição.
É sobre prática.

E talvez seja isso que os livros certos nos trazem:
não respostas prontas…
mas pequenos desvios internos.


✨ Frase-chave (destaque)

“A vida começa a mudar quando deixas de reagir ao que pensas… e começas a escolher o que alimentas.”


🌸 Nota final

Este livro chegou no momento certo.

Não porque mudou tudo de repente.
Mas porque me fez parar… e olhar para dentro com mais intenção.

E às vezes, é só isso que precisamos para começar.


💌

Se este texto fez sentido para ti, guarda-o.
Volta a ele durante a semana.

E diz-me nos comentários:
👉 qual é a tua intenção para hoje?

E já agora…
👉 já sentiste que um livro te escolheu?

Se estás a chegar agora, podes começar por aqui.

E na próxima semana, vamos ativar as relações com presença.

Ser Melhor -🔹Mente (Aprender) – Leitura 📖 – O Hospital de Alfaces

📚 Terminei “O Hospital de Alfaces” — Pedro Chagas Freitas

Há livros que não nascem de “uma ideia”.
Nascem de um susto.
De um quarto branco.
De um silêncio que pesa.

“O Hospital de Alfaces” nasceu depois de o autor ter tornado pública, em 2024, a luta do filho, Benjamim — uma doença rara, um transplante de fígado e um longo internamento no Hospital Pediátrico de Coimbra. (Câmara Municipal de Oliveira do Hospital)
E nasce também num tempo de luto, com a dor recente da morte do pai a atravessar tudo — como uma ausência que muda a casa por dentro. (Facebook)

— — —

O que se sente neste livro não é “drama”.
É vida a sério.

É aquela sensação de um pai que tenta ser forte, mas por dentro está a tremer.
É a impotência de não poder trocar de lugar com o filho.
É o cansaço das esperas.
E, ao mesmo tempo, a descoberta brutal de que o amor não vem salvar-nos como um herói — vem acompanhar-nos, quando não há mais nada para segurar.

— — —

A história é apresentada como um encontro de três gerações — avô, pai e filho — e, por isso, há ali qualquer coisa de herança emocional: o que recebemos, o que calamos, o que repetimos sem querer… e aquilo que finalmente aprendemos a dizer. (almedina.net)

É um livro com hospitais, sim.
Mas o “hospital” aqui também é outro:
o lugar onde tratamos as partes de nós que ficaram em choque, as que ficaram por curar, as que só precisam de ser vistas com verdade e ternura. (almedina.net)

— — —

No fim, fiquei quieta.
Como quem fecha uma porta devagar para não acordar a dor.
E pensei: às vezes, a vida não melhora por fora…
mas nós melhoramos por dentro — porque amámos, porque resistimos, porque ficámos.

Recomendo a quem já teve medo, a quem já esperou notícias, a quem já perdeu, a quem ama “demais” — e a quem precisa de lembrar que o amor também é isto: presença, mesmo quando tudo dói.

🤍 E deixo-te a pergunta:

Se existisse um “hospital” para as emoções… o que é que tu querias tratar primeiro?

✨ SoLu@
#OHospitalDeAlfaces #PedroChagasFreitas #Leituras #LivrosQueTocam #Amor #Luto #Família #Resiliência #Autoconhecimento #SoLu@

Nota: Mais tarde tive a oportunidade bonita de conhecer o autor no Almeirim Talks. Partilhei essa experiência neste texto.