Ativar a mente com intenção

Frase inspiradora sobre viver no presente e acreditar, “A vida muda quando deixas de viver no e se e começas a viver já é, dentro de ti”, com assinatura SoLu@

Ser Melhor — Leitura

Ativar a mente com intenção

(inspirado em A Arte de Acreditar, de Neville Goddard)

🌸 Introdução

Há momentos em que não precisamos de fazer mais.
Precisamos de pensar diferente.

Depois de voltares ao corpo na primeira semana do mês Abril Ativo, chega agora um passo mais subtil — mas profundamente transformador:

👉 ativar a mente com intenção

Não é sobre controlar tudo.
É sobre escolher, com consciência, aquilo que deixas crescer dentro de ti.

E, curiosamente, foi um livro que me trouxe aqui. Com sabem a leitura é um hábito da rubrica Ser Melhor, onde partilho pequenas mudanças que nos ajudam a crescer com mais consciência.


📖 Quando um livro nos escolhe

Fui comprar livros para a minha filha.
Entrei sem pressa, com um objetivo simples.

Mas, como tantas vezes acontece…
não foi só isso que trouxe comigo.

No meio de tantos títulos, A Arte de Acreditar chamou por mim.

Este não foi o meu primeiro encontro com Neville Goddard.
Já tinha lido O Poder do Consciência, um livro que me abriu a porta para esta forma diferente de olhar para os pensamentos e para a vida.
(podes ler essa reflexão aqui no Arquivo SoLu@)

E talvez por isso, A Arte de Acreditar não chegou por acaso.
Chegou como continuidade.

Sem explicação.
Sem planeamento.

E eu acredito nisto:
há livros que não escolhemos —
reconhecem-nos.


🧠 O que significa ativar a mente?

A mente ativa não é a que pensa mais.
É a que escolhe melhor.

No meio do ruído diário, ativar a mente é:

  • parar
  • observar
  • decidir no que vais acreditar

Porque a verdade é esta:

👉 aquilo que repetes dentro de ti… começa a tornar-se real na tua vida

E foi exatamente isso que este livro me veio lembrar.


✨ 3 práticas simples para ativar a mente

1. Escolhe uma intenção por dia

De manhã, antes de começares:

  • “Hoje escolho calma”
  • “Hoje escolho foco”
  • “Hoje escolho confiar”

Não compliques.
Uma palavra pode mudar um dia inteiro.


2. Imagina antes de viver

Durante 1 minuto, fecha os olhos e visualiza:

  • uma conversa que queres ter
  • um momento que queres viver
  • uma sensação que queres sentir

👉 Não imagines como “um desejo”
👉 imagina como se já estivesse a acontecer

Este é o princípio de Neville:
sentir antes de acontecer


3. Interrompe pensamentos automáticos

Quando surgir um pensamento como:

  • “não sou capaz”
  • “não vai correr bem”

faz uma pausa e troca por:

  • “vou tentar com calma”
  • “posso aprender com isto”

Não precisas de acreditar logo.
Só precisas de começar.


🌿 Um lembrete importante

A mente não muda de um dia para o outro.
Mas muda… com repetição e gentileza.

Não é sobre perfeição.
É sobre prática.

E talvez seja isso que os livros certos nos trazem:
não respostas prontas…
mas pequenos desvios internos.


✨ Frase-chave (destaque)

“A vida começa a mudar quando deixas de reagir ao que pensas… e começas a escolher o que alimentas.”


🌸 Nota final

Este livro chegou no momento certo.

Não porque mudou tudo de repente.
Mas porque me fez parar… e olhar para dentro com mais intenção.

E às vezes, é só isso que precisamos para começar.


💌

Se este texto fez sentido para ti, guarda-o.
Volta a ele durante a semana.

E diz-me nos comentários:
👉 qual é a tua intenção para hoje?

E já agora…
👉 já sentiste que um livro te escolheu?

Se estás a chegar agora, podes começar por aqui.

E na próxima semana, vamos ativar as relações com presença.

Calendário SoLu@ — Abril (Ativo) | Semana 2 — Ativar a mente (com foco)

Imagem de destaque do Calendário SoLu@ com o título Semana 2 de Abril — Ativar a mente com foco

Esta semana faz parte do Calendário SoLu@ — Abril Ativo.

Depois de voltar ao corpo, chega o momento de cuidar da mente.
Não da mente em excesso.
Não da mente pressionada, cansada ou sempre a correr atrás de tudo.

Mas da mente como espaço interior.
Como lugar de direção, de clareza e de presença.

Há dias em que o que mais pesa não é o corpo.
É o ruído.
É a quantidade de coisas por decidir.
É a sensação de estar em todo o lado ao mesmo tempo e, ainda assim, não conseguir avançar.

Às vezes, o cansaço vem da confusão.
Do excesso.
Da pressão de querer dar resposta a tudo.
E de nos esquecermos de que foco não é fazer mais.
É escolher melhor.

Esta segunda semana de Abril não pede controlo absoluto.
Pede simplificação.
Pede uma prioridade.
Pede menos dispersão e mais direção.

Porque ativo também é isso:
organizar por dentro o que anda demasiado espalhado.

Começar por uma coisa de cada vez também é cuidar.
E cuidar da mente com gentileza também é uma forma de amor.

Intenção da semana

✨ Intenção desta semana: dar direção à mente sem entrar em guerra com ela.
🌿 Lembrete: uma prioridade por dia já é suficiente.

✨ SoLu@
nem tudo o que grita é urgente

Prática da semana: método 1–1–1 (5 minutos)

Escolhe este pequeno ritual sempre que sentires confusão, excesso ou dispersão.

1. Descarregar

Escreve tudo o que está a fazer barulho dentro de ti.
Sem organizar. Sem filtrar. Sem tentar resolver.

2. Escolher

Olha para o que escreveste e pergunta:
“O que, se eu fizer hoje, pode realmente melhorar o meu dia?”

Escolhe apenas uma coisa.

3. Começar

Define o primeiro passo.
Pequeno. Realista. Concreto.

Depois disso, dá mais 2 minutos a essa prioridade.
Só para entrar.
Só para começar.

Quando a mente não pára

Se hoje te sentes confusa, cansada ou sem foco, não tentes organizar tudo.
Escolhe só uma coisa.

Se não conseguires fazer muito, faz pouco.
Se não conseguires acabar, começa.

Sem culpa. Sem pressão. Sem listas infinitas.

Porque, muitas vezes, acontece uma coisa simples e bonita:
quando a mente encontra um fio, o corpo acalma.
E por dentro alguma coisa assenta.

E talvez oiças baixinho:
“era só disto que eu precisava agora.”

Mini-desafio da semana

Durante 5 dias, escolhe 1 prioridade por dia e protege 30 minutos para ela.

Se houver dias confusos, recomeça no seguinte.
Se não correr como querias, simplifica.

O objetivo não é controlar tudo.
É reduzir ruído.
É criar clareza.
É manter viva a ligação ao essencial.

12 Abril — Parar o ruído (Paz)

Há dias em que a paz começa quando eu deixo de tentar segurar tudo ao mesmo tempo.

Mensagem do livro:
Quando abrando o ruído dentro de mim, começo a ver com mais clareza o que realmente importa.

Prática: faz o exercício de descarregar tudo o que tens na cabeça.
Pergunta: o que está a fazer demasiado barulho dentro de mim?
Gesto: escreve durante 3 minutos sem parar.

13 Abril — Simplificar por dentro (Felicidade/Gratidão)

A felicidade também mora numa mente menos cheia.

Mensagem do livro:
A gratidão começa quando reconheço que não preciso de carregar tudo de uma vez.

Prática: antes de ires ao telemóvel, escreve 3 coisas boas que já existem na tua vida.
Pergunta: o que já está bem e eu nem sempre vejo?
Gesto: faz uma pausa curta e respira fundo 3 vezes.

14 Abril — Uma coisa de cada vez (Vida)

Viver melhor também é estar inteira onde estou.

Mensagem do livro:
Há mais vida em mim quando troco a pressa pela presença.

Prática: durante 20 minutos, faz apenas uma tarefa.
Pergunta: onde é que me perco quando tento fazer tudo ao mesmo tempo?
Gesto: fecha uma distração e escolhe presença.

15 Abril — Escolher o essencial (Atitude)

Nem tudo merece a minha energia no mesmo dia.

Mensagem do livro:
O foco nasce quando eu aceito que não posso dar a tudo o mesmo peso.

Prática: escolhe uma prioridade para hoje e protege-a.
Pergunta: o que é realmente essencial hoje?
Gesto: risca, adia ou larga uma tarefa que não é prioridade.

16 Abril — Direção sem pressão (Pensamentos positivos)

A mente não precisa de dureza.
Precisa de direção.

Mensagem do livro:
Pensar com mais clareza também é uma forma de cuidar de mim.

Prática: troca o “tenho de” por “vou escolher”.
Pergunta: como posso falar comigo de forma mais leve e mais verdadeira?
Gesto: escreve uma frase nova para substituir uma exigência antiga.

17 Abril — Começar também é avançar (Fé/Esperança)

Mesmo devagar, continuo a caminhar.

Mensagem do livro:
A esperança também vive no pequeno passo que decido dar hoje.

Prática: começa durante 2 minutos a tarefa que tens adiado.
Pergunta: qual é o menor passo possível neste momento?
Gesto: põe um temporizador de 2 minutos e começa.

18 Abril — Cuidar do silêncio (Amor)

Amar-me também é proteger a minha mente do excesso.

Mensagem do livro:
O amor também se revela na forma como eu guardo espaço para me ouvir.

Prática: reserva 20 minutos sem ecrã e sem ruído desnecessário.
Pergunta: do que preciso de me afastar para me sentir mais presente?
Gesto: pousa o telemóvel e fica contigo em silêncio por alguns minutos.

Pergunta da semana

O que precisa de foco na tua vida… e não de pressão?

Continuar Abril Ativo

Esta segunda semana é um convite a cuidar da mente com mais direção.
A simplificar o que está a mais.
A escolher o essencial.
A lembrar que foco não é rigidez — é presença com intenção.

Não precisas de organizar tudo de uma vez.
Precisas apenas de encontrar o próximo passo possível.

E, às vezes, isso já devolve chão.


Downloads do mês (para acompanhar)

📥 PDF do mês
📅 ICS para calendário


Para continuares este caminho:


Perguntas frequentes

Como escolho a prioridade sem ansiedade?

Escolhe o passo mínimo que pode melhorar o teu dia. O essencial costuma ser mais simples do que parece.

E se eu tiver muitas urgências?

Define uma prioridade principal e, se precisares, uma pequena tarefa de alívio. Não tentes resolver tudo num só dia.

E se eu estiver muito cansada mentalmente?

Começa por descarregar o que tens na cabeça e escolhe apenas uma coisa. O objetivo não é render mais. É reduzir o ruído.

Esta semana é só para quem quer ser mais produtiva?

Não. Esta semana é para quem quer viver com mais clareza, menos pressão e mais presença mental — mesmo em gestos muito simples.

Covilhã em 3 dias: um roteiro para jovens, sem carro, entre origens, cidade e serra

Covilhã em 3 dias, roteiro para jovens sem carro entre cidade, jardins e Serra da Estrela

Quando um filho quer mostrar as suas origens

Quando a minha filha me disse que queria dar a conhecer a nossa cidade, senti uma alegria bonita e difícil de explicar.

Porque a Covilhã, para mim, não é apenas uma cidade no mapa.
É um lugar de raízes.
É a cidade onde eu nasci e cresci.
E é também a cidade onde os meus filhos viveram até há cerca de cinco anos.

Por isso, quando um filho quer mostrar aos outros o lugar de onde vem, há qualquer coisa de muito bonito nisso. É como dizer, sem o dizer: “esta também é uma parte de mim.”

A Covilhã tem isso.
Não precisa de ser uma cidade perfeita para ser especial.

É uma cidade do interior com tudo um pouco: espaços verdes, vida universitária, história, comércio, cultura e a presença tão forte da Serra da Estrela mesmo ali ao lado.

É também uma cidade de subidas e descidas, é verdade. Mas talvez seja precisamente isso que a torna tão memorável. A Covilhã não se atravessa apenas: sente-se nas pernas, no olhar e no ritmo.

E, para quem a vai conhecer sem carro, isso não tem de ser um problema. Com alguma organização, é possível descobrir muito bem a cidade a pé, usar transportes quando for preciso e aproveitar melhor o caminho.

Há cidades que visitamos. E há cidades que apresentamos com orgulho.

Hoje deixo aqui um roteiro simples de 3 dias na Covilhã para jovens, sem carro, pensado para conhecer a cidade com calma, tirar fotografias bonitas, caminhar, conversar e sentir um pouco da alma deste lugar.

Antes de começar: o que é importante saber

Este roteiro funciona melhor para quem gosta de andar a pé, descobrir cidades sem pressa e misturar natureza, miradouros, zona histórica e ambiente jovem.

A Covilhã tem muitos desníveis, por isso vale a pena levar calçado confortável, água e alguma flexibilidade no plano. O ideal é não tentar ver tudo de uma vez. Esta é uma cidade para ser vivida devagar.

Dia 1 — Conhecer o coração da cidade

Manhã: centro histórico e primeira impressão da Covilhã

O primeiro dia deve ser para olhar a cidade de frente.
Sem pressa.
Sem querer ver tudo.

Começava pelo centro, pelas ruas que mostram melhor a identidade da Covilhã: a mistura entre cidade antiga, vida quotidiana e uma certa energia de quem vive entre a montanha e o estudo.

Aqui, o melhor é simplesmente caminhar, observar as ruas inclinadas, as escadas, as fachadas, as pessoas e as vistas inesperadas. A Praça do Município e a zona mais central ajudam a perceber logo o ritmo da cidade e a sua relação com o relevo.

Se quiserem, podem também aproveitar para descobrir alguns murais do Wool e deixar que a arte urbana vá aparecendo pelo caminho, misturada com a história e com o quotidiano.

Tarde: Museu de Lanifícios e memória da cidade-fábrica

Se há um lugar que ajuda verdadeiramente a entender a Covilhã, é o Museu de Lanifícios.

A história desta cidade está profundamente ligada à lã, às fábricas, ao trabalho e à transformação industrial. Visitar este espaço é perceber porque é que a Covilhã não é só uma cidade serrana: é também uma cidade de conhecimento, trabalho e reinvenção.

Além disso, para jovens, é uma visita que pode surpreender mais do que parece à partida. Não é apenas “um museu”: é uma forma de perceber a origem da cidade e a ponte entre passado industrial e presente universitário.

Fim de tarde: ambiente universitário

Depois, vale muito a pena passar pela zona da Universidade da Beira Interior.

A UBI está muito ligada à identidade da cidade. Há algo de especial nesta convivência entre os antigos edifícios industriais e a vida universitária. Isso faz com que a experiência seja diferente de muitas outras cidades: há história nas paredes, há cidade misturada com campus, há juventude espalhada por vários pontos da Covilhã.

Para quem vem jovem e quer sentir o ambiente local, esta zona ajuda muito a perceber a Covilhã de hoje.

Noite: jantar descontraído e passeio curto

Ao fim do dia, o ideal é jantar numa zona central e depois fazer um passeio leve. Na Covilhã, à noite, há sempre qualquer coisa de sereno: as luzes da cidade, o desenho das encostas, o ar mais fresco, a sensação de interior que não é vazio, mas presença.

Dia 2 — Espaços verdes, vistas e lugares bonitos para viver a cidade

O segundo dia pode ser mais leve e mais verde, pensado para desfrutar da cidade sem pressa.

Manhã: Jardim das Artes

Começaria pelo Jardim das Artes.

É um espaço agradável para passear, conversar, descansar e tirar fotografias. Tem uma energia tranquila e contemporânea, e mostra um lado mais aberto e leve da Covilhã.

É um daqueles lugares bons para jovens porque permite várias coisas ao mesmo tempo: caminhar, parar, conviver e simplesmente estar.

Meio do dia: jardins e pausas com tempo

Depois, podem continuar o passeio por outros espaços verdes da cidade, como o Jardim do Lago ou o Jardim Público da Covilhã, conforme o ritmo e a vontade do grupo.

A ideia não é correr de sítio em sítio, mas viver a cidade com calma. Sentar num banco, conversar, comer qualquer coisa simples, tirar fotografias e deixar o tempo abrandar também faz parte de um bom roteiro.

Tarde: Ponte Pedonal da Carpinteira

Depois, seguiria para a Ponte Pedonal da Carpinteira, um dos pontos mais marcantes da Covilhã.

Atravessar esta ponte é sentir a cidade de outra forma. Lá de cima, percebe-se melhor a sua geografia, os vales, as encostas e a forma como a Covilhã vive entre o construído e a montanha.

Para um grupo de jovens, este é daqueles sítios que vale mesmo a pena incluir: pela vista, pela experiência da travessia e pelas fotografias.

Final do dia: miradouro e pôr do sol

Se o dia permitir, terminava com um miradouro e um pôr do sol.

Às vezes, os lugares ficam-nos não apenas pelo que vimos, mas pela forma como nos sentimos quando parámos a olhar.

Dia 3 — Um encontro com a serra

Não se pode falar da Covilhã sem falar da Serra da Estrela.

A cidade vive com a serra muito perto. E, para quem vem de fora, faz todo o sentido dedicar um terceiro dia a esse encontro. Para quem não tem carro, convém confirmar antes as ligações disponíveis e planear esse dia com alguma antecedência.

O que fazer nesse dia

Depende muito da estação do ano.

Se estiver frio, a experiência pode ser mais de paisagem, nevoeiro, ar puro e sensação de altitude.
Se estiver bom tempo, pode ser um dia para caminhar mais, estar ao ar livre, tirar fotografias e sentir o silêncio diferente da serra.

Não é preciso fazer um grande plano. Às vezes, basta subir, olhar e respirar.

E talvez isso seja uma das coisas mais bonitas da Covilhã: esta possibilidade de, em pouco tempo, estarmos entre cidade, memória, juventude e montanha.

Um roteiro simples, mas com verdade

Se eu tivesse de resumir a Covilhã para alguém jovem, diria isto:

É uma cidade que não impressiona por excesso.
Impressiona por verdade.

Tem ruas inclinadas, sim.
Tem inverno, tem altitude, tem interior.
Mas tem também identidade, história, vida estudantil, espaços verdes, património e uma proximidade rara com a serra.

E talvez seja isso que me tocou tanto quando a minha filha quis mostrá-la aos outros.

Porque há cidades que visitamos.
E há cidades que apresentamos com orgulho.

A Covilhã, para mim, é isso:
uma cidade de origem, de memória e de pertença.

E quando os filhos querem mostrar as suas origens, percebemos que, afinal, um lugar continua vivo dentro deles.

Roteiro resumido

Dia 1

Centro histórico + murais do Wool + Museu de Lanifícios + zona universitária

Dia 2

Jardim das Artes + jardins da cidade + Ponte Pedonal da Carpinteira + miradouro ao fim do dia

Dia 3

Serra da Estrela / Penhas da Saúde, com planeamento prévio dos transportes, e tempo para apreciar a paisagem

Dicas finais para fazer este roteiro com mais leveza

  • Confirmar horários de transportes antes de sair
  • Levar calçado confortável
  • Ter água e snacks na mochila
  • Levar casaco, mesmo em dias mais amenos
  • Usar mapas e aplicações de apoio para facilitar deslocações
  • Se forem em grupo, dividir um transporte ocasional pode compensar em alguns percursos

Covilhã cidade

Talvez cada pessoa veja uma cidade de maneira diferente.
Mas há lugares que nos pertencem de uma forma mais funda.

Para mim, a Covilhã será sempre uma cidade de origem.
E ver a minha filha querer mostrá-la aos outros fez-me sentir isso ainda mais.

Porque às vezes também somos feitas dos lugares que amamos.

Se conheces a Covilhã, ou se há uma cidade que guardas assim dentro de ti, conta-me nos comentários. E se gostas de textos que juntam memória, maternidade e sentido, podes explorar também a página Ser Mãe e a página Ser Melhor.

Ser Melhor -🔹Mente (Aprender) – Leitura 📖 – O Hospital de Alfaces

📚 Terminei “O Hospital de Alfaces” — Pedro Chagas Freitas

Há livros que não nascem de “uma ideia”.
Nascem de um susto.
De um quarto branco.
De um silêncio que pesa.

“O Hospital de Alfaces” nasceu depois de o autor ter tornado pública, em 2024, a luta do filho, Benjamim — uma doença rara, um transplante de fígado e um longo internamento no Hospital Pediátrico de Coimbra. (Câmara Municipal de Oliveira do Hospital)
E nasce também num tempo de luto, com a dor recente da morte do pai a atravessar tudo — como uma ausência que muda a casa por dentro. (Facebook)

— — —

O que se sente neste livro não é “drama”.
É vida a sério.

É aquela sensação de um pai que tenta ser forte, mas por dentro está a tremer.
É a impotência de não poder trocar de lugar com o filho.
É o cansaço das esperas.
E, ao mesmo tempo, a descoberta brutal de que o amor não vem salvar-nos como um herói — vem acompanhar-nos, quando não há mais nada para segurar.

— — —

A história é apresentada como um encontro de três gerações — avô, pai e filho — e, por isso, há ali qualquer coisa de herança emocional: o que recebemos, o que calamos, o que repetimos sem querer… e aquilo que finalmente aprendemos a dizer. (almedina.net)

É um livro com hospitais, sim.
Mas o “hospital” aqui também é outro:
o lugar onde tratamos as partes de nós que ficaram em choque, as que ficaram por curar, as que só precisam de ser vistas com verdade e ternura. (almedina.net)

— — —

No fim, fiquei quieta.
Como quem fecha uma porta devagar para não acordar a dor.
E pensei: às vezes, a vida não melhora por fora…
mas nós melhoramos por dentro — porque amámos, porque resistimos, porque ficámos.

Recomendo a quem já teve medo, a quem já esperou notícias, a quem já perdeu, a quem ama “demais” — e a quem precisa de lembrar que o amor também é isto: presença, mesmo quando tudo dói.

🤍 E deixo-te a pergunta:

Se existisse um “hospital” para as emoções… o que é que tu querias tratar primeiro?

✨ SoLu@
#OHospitalDeAlfaces #PedroChagasFreitas #Leituras #LivrosQueTocam #Amor #Luto #Família #Resiliência #Autoconhecimento #SoLu@

Nota: Mais tarde tive a oportunidade bonita de conhecer o autor no Almeirim Talks. Partilhei essa experiência neste texto.