16 Anos de Amor Incondicional — Filha mais nova

Meu Amor, Minha Princesa! 👑

Hoje é o teu dia. Hoje celebramos 16 anos de ti.

Dezasseis anos em que me tens ensinado — com a tua intensidade, com a tua teimosia, com a tua ternura — o que é amar sem reservas. Também me tens ensinado que o amor incondicional não é amar apenas quando é fácil.

Só para memória tenho te escrito neste dia aos doze, aos treze, aos catorze, aos quinze.

Hoje eu estou aqui outra vez, a olhar para ti — já não princesa pequena, mas uma jovem que ocupa o espaço com uma presença que não passa despercebida. Com essa vontade muito tua de chegares antes do tempo, de viveres antes da hora, de fazeres tudo à tua maneira.

Continuas a ser a rebelde de coração grande. A que fala, questiona, discorda — e eu já sei que os cabelos brancos que tenho são, em parte, obra tua. 😄 Com muito amor, claro.

A adolescência tem sido uma terra nova para nós as duas, e há dias em que comunicar contigo é uma arte que ainda estou a aprender. Quando estás com sono, cansada, com fome, ou quando o período está para vir, o melhor que posso fazer é respirar fundo e esperar que a tempestade passe. Não te culpo. O corpo fala mais alto do que qualquer palavra.

Há dias em que ainda vejo em ti a menina pequena, sensível, curiosa, cheia de energia, que falava sem parar e queria ajudar todos os animais indefesos.
Noutros dias, vejo a jovem que estás a tornar-te: mais reservada, mais dona de si, mais exigente com o mundo, mais consciente das suas escolhas, mais difícil de alcançar.

E eu, que sou tua mãe, fico muitas vezes no meio desse caminho:
entre a vontade de te proteger e a necessidade de te deixar crescer;
entre o desejo de te compreender e o medo de não conseguir chegar a ti;
entre a saudade da menina que foste e o orgulho pela rapariga que estás a ser.

A alimentação continua a ser uma batalha silenciosa que já aqui trouxe. Não desisto, não desistirei. Porque tu também não desistes — mesmo quando é difícil, mesmo quando o teu corpo parece ir contra ti.

Mas há uma coisa que me encanta neste teu Ser crescido: a forma como olhas para os outros. Preocupas-te. Com os animais, com os amigos, com o mundo — às vezes mais do que com tu mesma. Tens essa capacidade rara de sentir o que está à tua volta, de te indignar com a injustiça, de querer fazer algo. Não percas isso, por favor.

E continuas a fazer-me pensar. Lembras-te quando me perguntaste se o mundo onde vivemos é apenas uma simulação com falhas? Fiquei sem resposta nessa altura. Hoje respondo-te assim: seja este mundo real ou simulado, o que sinto por ti é completamente real. O teu riso, a tua raiva, as tuas perguntas impossíveis — são a coisa mais concreta que existe na minha vida.

Vejo a vida a passar depressa demais.

Dezasseis anos. Já não és criança. Ainda não és adulta. Estás naquele lugar estranho e bonito onde tudo parece urgente e tudo parece possível ao mesmo tempo. Aproveita isso — mesmo que doa, mesmo que seja confuso.

Hoje não te peço que sejas perfeita.
Nunca quis isso para ti.

Peço-te apenas que continues a descobrir quem és.
Que aprendas a cuidar de ti.
Que respeites o teu corpo, o teu ritmo, as tuas emoções e a tua verdade.
Que saibas pedir ajuda quando precisares.
Que não confundas força com ter de aguentar tudo sozinha.
Que nunca percas essa capacidade tão tua de te preocupares com os outros, mas que também aprendas a olhar por ti com a mesma ternura.

A vida vai pedir-te escolhas.
Vai trazer-te dúvidas.
Vai desafiar-te.
Vai mostrar-te que crescer nem sempre é simples.

Mas eu desejo que saibas sempre isto:

não precisas de conquistar o meu amor.
Ele já é teu.

Mesmo nos dias difíceis.
Mesmo quando discutimos.
Mesmo quando não nos entendemos.
Mesmo quando a adolescência fala mais alto do que o coração.
Mesmo quando eu própria me sinto cansada e sem a paciência que gostava de ter.

O meu amor por ti não depende do teu humor, das tuas notas, das tuas escolhas, da tua forma de comer, da tua forma de comunicar ou da fase em que estás.

És minha filha.
E isso basta.

Obrigada por estes 16 anos de amor, de aprendizagem, de sustos, de gargalhadas, de desafios, de ternura escondida e de vida verdadeira.

Obrigada por me ensinares que ser mãe é também crescer.
É também mudar.
É também pedir desculpa.
É também tentar de novo.

Que os teus 16 anos sejam vividos com alegria, saúde, amor e verdade.
Que continues a ser tu — com menos peso nos ombros, mais confiança no coração e mais calma dentro de ti.

Obrigada por me escolheres como mãe. Uma vez mais, e sempre.

Amo-te incondicionalmente. 💖

Mãe

Artigo integrado na rubrica Ser Mãe

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *