Calendário SoLu@ — Setembro – Semana 2 — Cuidar de mim no meio das rotinas

Cuidar de mim no meio das rotinas — Semana 2 do Calendário SoLu@ de Setembro

Cuidar de mim no meio das rotinas

Autocuidado que cabe na vida real.

Há semanas em que a vida parece voltar toda ao mesmo tempo.

Os horários.
As responsabilidades.
As refeições.
As tarefas.
As mensagens por responder.
As coisas que ficaram adiadas.
As necessidades de quem amamos.

E, quase sem percebermos, voltamos também a fazer aquilo que tantas vezes fazemos: colocamo-nos no fim da lista.

Não porque não saibamos que precisamos de cuidar de nós.

Mas porque há dias em que parece simplesmente não haver espaço.

Esta semana quero lembrar-me de uma coisa muito simples:

o autocuidado não precisa de acontecer fora da minha vida. Tem de aprender a caber dentro dela.

Não precisa de ser perfeito.

Não precisa de durar uma hora.

Não precisa de uma rotina bonita, silenciosa e cuidadosamente organizada.

Às vezes, cuidar de mim é beber água antes de perceber que passei horas sem o fazer.

É sentar-me cinco minutos.

É sair para andar.

É dizer que não.

É deitar-me um pouco mais cedo.

É respirar antes de responder.

É comer com mais atenção.

É reconhecer que também estou cansada.

É fazer alguma coisa simplesmente porque me faz bem.

Talvez o verdadeiro desafio não seja encontrar mais tempo.

Talvez seja voltar a incluir-me no tempo que já tenho.


Tema da semana

Cuidar de mim no meio das rotinas

O regresso às rotinas pode dar-nos uma sensação de organização e de recomeço.

Mas também pode trazer novamente aquela tendência de vivermos em modo automático.

Acordamos.

Fazemos.

Resolvemos.

Cuidamos.

Respondemos.

Organizamos.

E, no meio de tudo isto, podemos passar dias inteiros sem perguntar:

Como estou eu?

Esta semana não quero criar uma nova lista de coisas que tenho de fazer para cuidar de mim.

Quero apenas começar a reparar nos lugares onde desapareço da minha própria vida.

E procurar pequenas formas de voltar.


Intenção da semana

Incluir-me na minha própria rotina.

Não quando tudo estiver feito.

Não quando houver tempo.

Não quando a vida estiver finalmente organizada.

Agora.

Mesmo que seja através de pequenos gestos.

Porque cuidar de mim não é retirar tempo às pessoas que amo.

É reconhecer que eu também faço parte das pessoas de quem preciso de cuidar.


Frase destaque SoLu@

“Não preciso de fugir da minha vida para cuidar de mim. Preciso de aprender a não desaparecer dentro dela.” — SoLu@


Prática da semana

Criar um pequeno espaço só meu

Escolhe um momento do teu dia que possa tornar-se um pequeno ponto de encontro contigo.

Pode durar apenas cinco ou dez minutos.

Pode ser:

  • beber o café sem telemóvel;
  • caminhar um pouco;
  • ouvir uma música;
  • escrever algumas linhas;
  • respirar junto a uma janela;
  • cuidar da pele;
  • alongar o corpo;
  • beber um chá em silêncio;
  • ler duas páginas de um livro;
  • simplesmente não fazer nada durante alguns minutos.

Não transformes este momento noutra obrigação.

Não precisas de cumprir todos os dias.

A intenção é apenas começares a criar espaço para uma pergunta:

“O que preciso neste momento?”

E aprenderes a escutar a resposta.


Mini desafio da semana

Durante estes sete dias, experimenta fazer um pequeno gesto por ti todos os dias.

Nada extraordinário.

Nada que precise de ser fotografado.

Nada que tenhas de mostrar a ninguém.

Apenas alguma coisa que te faça sentir:

“Hoje também me incluí.”

No final da semana, olha para esses sete pequenos gestos.

Talvez descubras que o autocuidado começa muito antes de uma grande mudança.

Começa quando deixamos de nos abandonar nos dias comuns.


Domingo, 6 de Setembro

Paz — Começar a semana sem me esquecer de mim

Frase do dia

“Antes de organizar a semana, quero perceber como chego até ela.”

Os domingos podem facilmente transformar-se num dia de preparação para tudo o que vem a seguir.

Compras.

Refeições.

Roupa.

Horários.

Agenda.

Família.

Mas antes de preparares a semana, experimenta fazer uma pequena pausa.

Pergunta-te:

Como estou eu a chegar a esta nova semana?

Cansada?

Esperançosa?

Ansiosa?

Com vontade de começar?

A precisar de descanso?

Nem sempre precisamos de corrigir aquilo que sentimos.

Às vezes precisamos apenas de reconhecer.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Amar a vida também é aprender a escutar aquilo que ela nos pede antes de continuarmos a correr.

Prática

Reserva dez minutos para estar contigo antes de começares a organizar a semana.

Pergunta

O que preciso de preservar esta semana para continuar em paz comigo?

Gesto

Escolhe uma coisa que não vais exigir de ti nesta semana.


Segunda-feira, 7 de Setembro

Felicidade / Gratidão — Reconhecer aquilo que já faço por mim

Frase do dia

“Nem todo o cuidado precisa de ser novo. Há coisas que já faço e que merecem ser reconhecidas.”

Quando pensamos em autocuidado, é fácil concentrarmo-nos apenas no que ainda não conseguimos fazer.

Devia fazer mais exercício.

Devia dormir melhor.

Devia comer melhor.

Devia ter mais tempo.

Devia organizar-me.

Mas talvez hoje possamos começar noutro lugar:

reconhecendo aquilo que já fazemos.

Pequenos gestos também contam.

As escolhas que fizeste.

Os limites que começaste a colocar.

As vezes em que descansaste.

As vezes em que tentaste novamente.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Crescer também é aprender a reconhecer o caminho já percorrido, em vez de viver permanentemente concentrada naquilo que ainda falta.

Prática

Escreve três coisas que tens feito por ti, mesmo que te pareçam pequenas.

Pergunta

Que cuidado comigo própria tenho desvalorizado?

Gesto

Agradece ao teu corpo alguma coisa que ele te permitiu viver hoje.


Terça-feira, 8 de Setembro

Vida — Perceber onde desapareço

Frase do dia

“Há rotinas que organizam a vida. E há rotinas onde, sem perceber, deixamos de caber.”

Hoje não precisamos de mudar nada.

Precisamos apenas de observar.

Em que momento do dia deixas de te ouvir?

Quando acordas?

Durante o trabalho?

Quando todos chegam a casa?

Ao jantar?

À noite?

Há alturas em que nos habituamos tanto a responder às necessidades dos outros que já nem percebemos quando começámos a ignorar as nossas.

Observar não é culpar-nos.

É apenas tornar visível aquilo que estava a acontecer em silêncio.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Não conseguimos escolher diferente enquanto não conseguimos reconhecer aquilo que repetimos.

Prática

Escolhe um momento habitual do teu dia e pergunta:

“Onde estou eu aqui?”

Pergunta

Em que parte da minha rotina tenho tendência a esquecer-me de mim?

Gesto

Muda uma pequena coisa nesse momento para te incluir também.


Quarta-feira, 9 de Setembro

Atitude — Fazer espaço em vez de esperar por ele

Frase do dia

“Talvez o tempo para mim nunca apareça sozinho. Talvez eu tenha de começar a protegê-lo.”

Esperamos muitas vezes pelo momento certo.

Quando houver menos trabalho.

Quando os filhos precisarem menos.

Quando a casa estiver organizada.

Quando tivermos mais energia.

Quando a vida acalmar.

Mas a vida raramente fica completamente vazia à nossa espera.

Por isso, talvez cuidar de nós exija também uma atitude:

proteger pequenos espaços antes que tudo os ocupe.

Não precisa de ser muito.

Cinco minutos podem ser um começo.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Há mudanças que não começam quando a vida muda. Começam quando decidimos ocupar um lugar diferente dentro da mesma vida.

Prática

Marca hoje dez minutos na tua agenda como marcarias qualquer outro compromisso.

São teus.

Pergunta

O que aconteceria se começasse a tratar o meu bem-estar como algo que também merece espaço?

Gesto

Cumpre hoje um pequeno compromisso que assumiste contigo.


Quinta-feira, 10 de Setembro

Pensamentos positivos — Trocar exigência por possibilidade

Frase do dia

“Não preciso de fazer tudo para estar a fazer alguma coisa boa por mim.”

Há pensamentos que nos cansam ainda antes de começarmos.

“Não tenho tempo.”

“Já devia ter começado.”

“Não consigo manter nada.”

“Faço sempre tudo mal.”

“Agora já não vale a pena.”

Hoje experimenta trocar a exigência por uma pergunta mais gentil:

O que é possível fazer hoje?

Talvez não sejam trinta minutos de exercício.

Mas podem ser dez.

Talvez não seja uma refeição perfeita.

Mas pode ser uma escolha mais consciente.

Talvez não consigas organizar tudo.

Mas podes resolver uma coisa.

O possível também conta.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Recomeçar não exige perfeição. Exige apenas disponibilidade para voltar.

Prática

Sempre que surgir um pensamento de “tudo ou nada”, acrescenta:

“Qual é a versão possível disto hoje?”

Pergunta

Que expectativa demasiado alta está a impedir-me de reconhecer o que consigo fazer?

Gesto

Escolhe fazer uma coisa pequena em vez de desistir porque não consegues fazer tudo.


Sexta-feira, 11 de Setembro

Fé / Esperança — Confiar nos pequenos passos

Frase do dia

“Nem sempre consigo ver a mudança enquanto ela está a acontecer.”

Algumas mudanças são silenciosas.

Não chegam acompanhadas de grandes decisões.

Não têm uma data exacta.

Não parecem extraordinárias.

Acontecem quando começamos a beber mais água.

Quando voltamos a andar.

Quando descansamos sem tanta culpa.

Quando aprendemos a dizer não.

Quando deixamos de falar connosco de forma tão dura.

Quando, depois de um dia difícil, voltamos a tentar.

Talvez não sintas ainda que mudaste muito.

Mas isso não significa que nada esteja a mudar.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Há caminhos que só conseguimos reconhecer quando olhamos para trás e percebemos quantas pequenas escolhas nos trouxeram até aqui.

Prática

Recorda uma mudança positiva que começou através de um gesto pequeno.

Pergunta

Em que processo preciso de confiar um pouco mais?

Gesto

Faz hoje alguma coisa que a tua versão futura poderá agradecer.


Sábado, 12 de Setembro

Amor — Cuidar de mim também é uma forma de amar

Frase do dia

“O amor que ofereço aos outros não precisa de existir à custa do amor que também devo a mim.”

Para muitas de nós, cuidar dos outros surge naturalmente.

Perguntamos se comeram.

Se chegaram bem.

Se precisam de alguma coisa.

Se estão tristes.

Se descansaram.

Mas quantas vezes fazemos essas mesmas perguntas a nós próprias?

O autocuidado não nos afasta do amor.

Pode tornar a nossa forma de amar mais inteira.

Porque quando deixamos de viver permanentemente esgotadas, também conseguimos estar mais presentes.

Mensagem ligada a Aprender a amar e a viver…

Amar verdadeiramente não deveria significar desaparecer para que os outros tenham espaço.

Também precisamos de aprender a permanecer.

Prática

Pergunta-te hoje aquilo que perguntarias a alguém que amas:

“O que precisas?”

E tenta responder com verdade.

Pergunta

Consigo oferecer a mim própria um pouco do cuidado que ofereço tão facilmente aos outros?

Gesto

Faz alguma coisa por ti sem teres de justificar a ninguém porque precisavas dela.


Pergunta da semana

Onde posso voltar a incluir-me?

Talvez não precises de mudar toda a tua rotina.

Talvez exista apenas um pequeno lugar onde possas voltar a entrar.

Na primeira meia hora da manhã.

Na forma como almoças.

Nos teus limites.

Nos teus pensamentos.

No modo como descansas.

Naquilo que aceitas.

Naquilo que deixas de aceitar.

Na hora de dormir.

Nos dez minutos que continuas a achar que não contam.

Conta.

Porque às vezes não precisamos de uma vida nova.

Precisamos de voltar a encontrar-nos dentro da vida que já temos.


Reflexão final

Esta semana não foi sobre fazer mais.

Foi sobre desaparecer menos.

E talvez esta seja uma das partes mais importantes do autocuidado.

Perceber que não precisamos de transformar cada gesto numa meta.

Não precisamos de cumprir sete dias perfeitos.

Não precisamos de chegar ao sábado com todas as caixas assinaladas.

O Calendário SoLu@ continua a ser aquilo que sempre quis que fosse:

um guia, não uma prisão.

Se fizeste apenas um dos exercícios, está bem.

Se houve um dia em que te lembraste de respirar antes de responder, conta.

Se escolheste descansar.

Conta.

Se disseste não.

Conta.

Se voltaste a caminhar.

Conta.

Se percebeste que estavas cansada.

Também conta.

Porque o recomeço de Setembro não precisa de ser espectacular.

Pode simplesmente começar assim:

quando, no meio de tudo aquilo que tens para cuidar, decides não voltar a esquecer-te de ti.


Ligações do mês

Se estás a acompanhar Setembro comigo, continua também por aqui:


Queres viver este mês comigo?

Não precisas de fazer tudo.

Nem de começar tudo agora.

Podes simplesmente escolher uma frase, uma pergunta ou uma prática e levá-la contigo durante o dia.

Se alguma destas palavras te encontrou numa altura em que também estás a tentar voltar a cuidar de ti, conta-me:

Onde sentes que precisas de voltar a incluir-te?

Talvez a tua resposta ajude também alguém que esteja a passar pelo mesmo.


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Guarda apenas aquilo que te fizer sentido.

Volta quando precisares.

Porque:

o calendário é um guia, não uma prisão.


Perguntas frequentes

Tenho de cumprir todas as práticas do Calendário SoLu@?

Não. O Calendário SoLu@ não é um desafio de produtividade. É um convite à reflexão. Podes escolher apenas as práticas, frases ou perguntas que façam sentido na tua vida.

O que significa autocuidado na vida real?

Significa cuidar de ti dentro das circunstâncias que tens. Pode ser descansar, movimentar o corpo, alimentar-te melhor, pedir ajuda, proteger um limite, parar alguns minutos ou simplesmente reconhecer aquilo de que precisas.

E se eu voltar a esquecer-me de mim?

Volta novamente.

Não transformes isso numa culpa.

O autocuidado também pode ser aprender a recomeçar sem nos castigarmos por termos parado.

Preciso de mudar toda a minha rotina?

Não. Muitas vezes, uma mudança pequena e possível é mais sustentável do que uma transformação radical que não conseguimos manter.

Esta semana, começa apenas por uma pergunta:

Onde posso voltar a incluir-me?

Sexta-feira Nostálgica — Como fazer um recomeço na tua vida?

recomeçar não é apagar o caminho anterior — é continuar de outra maneira

Um texto do passado. Um olhar de hoje.

Há textos antigos que reencontramos e parecem pertencer a outra pessoa.

E há outros que, apesar dos anos, continuam a fazer-nos perguntas.

“Como fazer um recomeço na tua vida?” é um desses textos.

Quando o escrevi, acreditava — como continuo a acreditar — que há momentos em que precisamos de parar, olhar para a nossa vida e perceber que alguma coisa tem de mudar.

Mas hoje há uma palavra nesse título que leio de maneira diferente:

recomeço.

Porque talvez recomeçar não seja apagar tudo o que ficou para trás.

Talvez não seja começar do zero.

E certamente não significa termos finalmente descoberto a fórmula para fazer tudo bem.

Hoje, em Setembro de 2026, depois de escrever “Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.”, percebo o recomeço de outra forma.

Mais pequena.

Mais possível.

Mais verdadeira.

Recomeçar, para mim, é voltar a escolher o caminho, mesmo levando comigo tudo aquilo que ainda não está resolvido.


1. O texto que reencontrei

“Como fazer um recomeço na tua vida?”

Só o título parece conter uma promessa.

A possibilidade de mudar.

De virar uma página.

De deixar alguma coisa para trás e começar novamente.

Talvez seja por isso que a ideia de recomeço nos atrai tanto.

Gostamos da ideia de uma página em branco.

De uma segunda-feira.

De Setembro.

De Janeiro.

De um aniversário.

De uma data que nos permita dizer:

“Agora vai ser diferente.”

Também eu já fiz isso muitas vezes.

Criei planos.

Defini objectivos.

Prometi a mim própria que iria mudar hábitos, organizar melhor os dias, cuidar mais de mim, fazer exercício, alimentar-me melhor, escrever mais, parar mais, preocupar-me menos.

Algumas coisas consegui.

Outras não.

Algumas comecei e abandonei.

Outras ficaram pelo caminho.

E houve ainda aquelas que só consegui muito mais tarde do que tinha imaginado.

Talvez seja exactamente por isso que hoje consigo regressar a este texto sem sentir que tenho de provar que aprendi finalmente “como se faz um recomeço”.

Não sei se existe uma fórmula.

Sei apenas que já recomecei muitas vezes.

E que cada recomeço me ensinou alguma coisa.


2. Quem eu era quando o escrevi

Quando escrevi este texto, olhava para o recomeço sobretudo como uma oportunidade de mudança.

Havia qualquer coisa bonita nisso.

A esperança de podermos escolher outro caminho.

A convicção de que o passado não tinha de determinar tudo aquilo que ainda viria.

Continuo a acreditar profundamente nisso.

Mas penso que, nessa altura, ainda havia em mim uma certa ideia de que recomeçar significava fazer diferente — e fazer melhor.

Como se fosse possível estabelecer uma fronteira:

antes e depois.

Antes, aquilo que não resultou.

Depois, a nova vida.

Antes, os erros.

Depois, as decisões certas.

Antes, a mulher que não conseguiu.

Depois, a mulher que finalmente conseguiria.

Hoje sorrio um pouco perante essa ideia.

Não porque estivesse errada.

Mas porque a vida me ensinou que não existem fronteiras assim tão perfeitas.

Nós não acordamos numa manhã completamente diferentes.

Não deixamos as inseguranças todas para trás.

Não abandonamos de uma só vez os hábitos que nos fazem mal.

Não passamos a cuidar de nós todos os dias só porque decidimos que chegou o momento.

Levamos connosco muitas coisas.

As boas e as difíceis.

As aprendizagens e os medos.

As conquistas e as fragilidades.

Recomeçamos com a pessoa que já somos.

E talvez seja precisamente isso que torna um recomeço verdadeiro.


3. O que ainda reconheço neste texto

Apesar de tudo o que mudou, há uma coisa que continuo a reconhecer profundamente:

a esperança.

Acredito em recomeços.

Talvez até mais hoje do que acreditava quando escrevi aquelas palavras.

Acredito que podemos mudar de opinião.

Mudar de hábitos.

Mudar prioridades.

Voltar a estudar.

Voltar a amar.

Voltar a escrever.

Voltar a mexer o corpo.

Voltar a cuidar da saúde.

Voltar a sonhar.

Voltar a tentar uma coisa que não conseguimos da primeira vez.

E acredito, sobretudo, que nunca precisamos de esperar por uma data especial para o fazer.

Às vezes o recomeço acontece numa segunda-feira.

Outras vezes acontece numa quinta-feira qualquer, depois do jantar, quando percebemos simplesmente:

“Eu não quero continuar assim.”

Há recomeços que toda a gente vê.

Uma mudança de casa.

Um novo trabalho.

Uma separação.

Um casamento.

Um nascimento.

Uma viagem.

Um projecto.

E há outros que ninguém vê.

Decidir voltar a cuidar de nós.

Parar de falar connosco com tanta dureza.

Aprender a dizer não.

Perdoar alguma coisa.

Aceitar outra.

Voltar a caminhar.

Dormir melhor.

Pedir ajuda.

Escolher paz onde antes escolhíamos conflito.

Esses recomeços quase não fazem barulho.

Mas podem mudar uma vida inteira.


4. O que hoje vejo de maneira diferente

Há poucos dias escrevi no SoLu@:

“Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.”

Esse texto nasceu do balanço dos 30 dias para me sentir melhor no meu corpo.

Eu tinha feito um plano.

Tinha ideias.

Tinha artigos pensados.

Tinha intenções.

E a vida não aconteceu exactamente como estava no calendário.

Não fiz tudo.

Durante muito tempo, talvez tivesse olhado para isso começando pela parte que ficou por fazer.

Hoje tentei olhar primeiro para aquilo que aconteceu.

Voltei ao movimento.

Voltei ao ginásio.

Voltei a prestar atenção ao meu corpo.

Comecei novamente a pensar na importância de ganhar força, de cuidar da alimentação sem viver em culpa e de fazer escolhas que possam contribuir para a qualidade da minha vida no futuro.

Não cumpri o plano todo.

Mas alguma coisa mudou.

E foi aí que percebi uma coisa que se liga profundamente a este texto antigo:

um recomeço não precisa de ser perfeito para ser um recomeço.

Talvez seja esta uma das maiores diferenças entre a mulher que escreveu “Como fazer um recomeço na tua vida?” e a mulher que o relê em 2026.

Antes, eu procurava talvez uma maneira de começar outra vez.

Hoje sei que, muitas vezes, não precisamos de começar outra vez.

Precisamos de continuar.

Continuar de maneira diferente.

Ajustar.

Parar durante algum tempo.

Voltar.

Fazer menos.

Escolher melhor.

Perdoarmo-nos pelo caminho que não cumprimos exactamente como imaginávamos.

Porque começar do zero é uma ilusão.

Nunca começamos do zero.

Começamos com tudo aquilo que vivemos.

Com as quedas.

Com as escolhas erradas.

Com aquilo que funcionou.

Com aquilo que descobrimos sobre nós.

Com as pessoas que amámos.

Com as perdas.

Com as cicatrizes.

Com a experiência.

Começamos exactamente onde estamos.


5. O que esta memória me ensina agora

Setembro chegou ao Calendário SoLu@ com duas palavras:

Autocuidado / Recomeço.

E não poderia haver melhor momento para reencontrar este texto.

Porque Setembro tem essa sensação de início.

As férias terminam.

As escolas recomeçam.

As rotinas reorganizam-se.

Os dias começam lentamente a mudar.

E parece existir no ar aquele convite para voltar a pôr a vida no lugar.

Mas este ano não quero entrar em Setembro com uma lista interminável daquilo que preciso de melhorar.

Quero entrar com outra intenção:

perceber o que vale a pena continuar.

Porque recomeçar também pode ser isto.

Não lançar fora Agosto.

Não considerar os planos incompletos um fracasso.

Não olhar para tudo o que ficou por fazer.

Mas perguntar:

O que aprendi que quero levar comigo?

Quero continuar a mexer o meu corpo.

Quero continuar a cuidar de mim sem transformar esse cuidado numa obrigação pesada.

Quero continuar a aprender que descanso não é preguiça.

Quero continuar a aceitar que há semanas melhores do que outras.

Quero continuar a fazer planos — porque gosto deles e ajudam-me — sem esquecer aquilo que escrevo tantas vezes:

o calendário é um guia, não uma prisão.

E quero continuar a compreender que uma vida com sentido não se constrói apenas nas grandes decisões.

Constrói-se naquilo que repetimos.

No pequeno gesto.

Na escolha de hoje.

No “vou tentar outra vez”.

Talvez um recomeço verdadeiro comece exactamente aí.


6. E tu, o que precisas de recomeçar?

Não vou perguntar:

“Se pudesses mudar a tua vida, o que mudarias?”

É uma pergunta demasiado grande.

Pode até assustar.

Quero perguntar-te outra coisa:

Se pudesses recomeçar apenas uma coisa neste Setembro, qual seria?

Talvez cuidar mais de ti.

Talvez dormir.

Talvez mexer o corpo.

Talvez voltar a ler.

Talvez terminar alguma coisa.

Talvez começar aquilo que tens adiado.

Talvez recuperar uma amizade.

Talvez pôr um limite.

Talvez organizar as tuas finanças.

Talvez procurar ajuda.

Talvez voltar a escrever.

Talvez simplesmente criar dez minutos por dia em que não tens de cuidar de ninguém além de ti.

Escolhe uma coisa.

Não tentes reconstruir a vida inteira numa segunda-feira.

Escolhe um pequeno começo.

E depois pergunta:

Qual é o gesto mais pequeno que posso fazer hoje nessa direcção?

Pode parecer pouco.

Mas a vida também se transforma através das coisas pequenas que decidimos repetir.


7. Da memória para o presente

É talvez esta a parte de que mais gosto nesta Sexta-feira Nostálgica.

Poder olhar para uma pergunta antiga sem sentir que preciso de lhe dar exactamente a mesma resposta.

O texto fica.

A memória fica.

A mulher que o escreveu também fica.

Mas eu continuei a viver.

E viver mudou algumas das minhas respostas.

O Arquivo SoLu@ guarda aquilo que escrevi e aquilo que fui pensando ao longo dos anos.

O SoLu@ de hoje permite-me regressar a essas palavras e perguntar:

Ainda acredito nisto?

Às vezes acredito exactamente da mesma maneira.

Outras vezes acrescentaria alguma coisa.

E, de vez em quando, diria à mulher que escreveu aquelas palavras:

“Espera. A vida ainda te vai ensinar outra forma de olhar para isto.”

Hoje, se tivesse de responder novamente à pergunta:

Como fazer um recomeço na tua vida?

talvez já não escrevesse uma lista muito longa.

Diria apenas:

Começa onde estás.

Não onde gostarias de estar.

Não onde achas que já devias ter chegado.

Não na versão perfeita de ti que imaginaste.

Aqui.

Com aquilo que conseguiste.

Com aquilo que não conseguiste.

Com o que aprendeste.

Com o que ainda dói.

Com o que ainda queres mudar.

E dá um passo.

Só um.

Porque, como escrevi há poucos dias:

Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

Talvez seja esta a resposta que o meu texto antigo ainda não conhecia.

Não temos de fazer tudo para recomeçar.

Não temos sequer de ter tudo resolvido.

Às vezes basta voltarmos a escolher-nos.

E amanhã escolhermos outra vez.


🌿 Da memória para o presente

📖 No Arquivo SoLu@:
Como fazer um recomeço na tua vida?

🌿 No SoLu@:
Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

🗓️ Calendário SoLu@ — Setembro – Autocuidado / Recomeço

Este mês não te convida a mudares tudo.

Convida-te a escolher uma coisa que merece ser cuidada — e a começar por aí.

Porque o calendário é um guia, não uma prisão.

E porque talvez recomeçar não seja mudar a vida toda.

Talvez seja apenas voltar a escolher-nos, um pouco de cada vez.

Sexta-feira Nostálgica — Um texto do passado. Um olhar de hoje.

Com carinho,
SoLu@

Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

Não fiz tudo. Mas voltei a cuidar de mim.

O que ficou dos 30 dias para me sentir melhor no meu corpo

Quando criei os 30 dias para me sentir melhor no meu corpo, imaginei um caminho com princípio, meio e fim.

Trinta dias.
Pequenos desafios.
Movimento.
Alimentação.
Reflexões.
Novas rotinas.

E, naturalmente, imaginei também os textos que iria escrever, as experiências que iria partilhar e tudo aquilo que gostaria de cumprir.

Não aconteceu assim.

Não fiz tudo.
Não publiquei tudo.
Não consegui acompanhar todos os dias como tinha pensado.

Durante algum tempo, poderia ter olhado para isso como mais uma coisa que deixei por terminar.

Mas seria injusto.

Porque, quando olho verdadeiramente para estas semanas, percebo que talvez tenha acontecido aquilo que mais importava:

voltei a cuidar de mim.

O calendário é um guia, não uma prisão

Há uma frase que tenho repetido muito no Calendário SoLu@:

O calendário é um guia, não uma prisão.

Talvez estivesse na altura de a aplicar também a mim.

É muito fácil transformar até aquilo que criamos para nos fazer bem numa nova obrigação.

Fazer exercício torna-se uma meta.

Comer melhor transforma-se numa lista de regras.

Descansar passa a ser mais uma tarefa para cumprir.

E até um desafio criado para nos aproximar de nós próprias pode acabar por nos fazer sentir que falhámos quando não conseguimos cumprir todos os dias.

Não quero isso.

Nem para mim, nem para quem acompanha a SoLu@.

Porque a vida não acontece organizada em quadradinhos perfeitos.

Há dias bons.

Há dias cansados.

Há férias, trabalho, filhos, preocupações, imprevistos, mudanças, emoções e momentos em que simplesmente não conseguimos fazer aquilo que tínhamos planeado.

E isso também é viver.

O meu corpo não precisa de ser perfeito

Comecei este caminho porque queria sentir-me melhor no meu corpo.

Não necessariamente ter um corpo diferente.

Sentir-me melhor nele.

Esta distinção tornou-se cada vez mais importante para mim.

O corpo muda.

Mudou com as gravidezes.

Mudou com os anos.

Mudou com as alterações hormonais.

Mudou com a cirurgia.

Mudou com momentos em que me mexi mais e outros em que me mexi menos.

E continua a mudar.

Durante demasiado tempo somos ensinadas a olhar para o corpo quase sempre através daquilo que falta corrigir.

O peso.

A barriga.

As pernas.

A roupa que já não serve.

O número que aparece numa balança.

Mas quero aprender a fazer uma pergunta diferente:

O que precisa o meu corpo de mim para me acompanhar bem nos próximos anos?

Talvez essa seja hoje uma das perguntas mais importantes.

Voltar ao movimento

Uma das mudanças concretas deste período foi o meu regresso ao ginásio.

Não foi um regresso perfeito.

Nem sequer começou da forma ideal.

Já contei a experiência que tive com as avaliações físicas e nutricionais e a sensação de que, muitas vezes, aquilo que deveria ajudar-nos a cuidar melhor de nós acaba envolvido em serviços adicionais, planos e mais pagamentos.

Mas essa experiência também me trouxe uma certeza:

não quero desistir de cuidar de mim só porque o contexto não é perfeito.

O ginásio é apenas um lugar.

O verdadeiro compromisso é comigo.

Quero mexer o corpo.

Quero ganhar força.

Quero preservar músculo.

Quero melhorar a mobilidade.

Quero conseguir subir escadas, caminhar, viajar, carregar sacos, brincar, dançar e viver com autonomia durante muitos anos.

Hoje vejo o exercício muito menos como uma forma de emagrecer e muito mais como uma forma de preparar o meu futuro.

E esta mudança de perspectiva talvez seja uma das maiores conquistas destes 30 dias.

Alimentação sem culpa

Também quis que este caminho tivesse espaço para falar de alimentação.

Mas não queria entrar novamente naquele ciclo que tantas pessoas conhecem:

restrição, culpa, compensação, desistência.

Comer é muito mais do que contar calorias.

É saúde, claro.

Mas também é família.

É memória.

É prazer.

É convívio.

É férias.

É um jantar especial.

É uma mesa cheia de pessoas de quem gostamos.

Quero continuar a aprender a fazer escolhas melhores sem transformar cada escolha menos perfeita numa acusação contra mim própria.

Há espaço para legumes e para sobremesas.

Para água e para um jantar especial.

Para dias muito equilibrados e outros menos.

O importante é aquilo que fazemos na maior parte do tempo.

Cuidar não é castigar.

E quero recordar-me disso.

Fazer o possível também conta

Talvez esta tenha sido a maior aprendizagem.

Durante anos, tive tendência para pensar que, quando começamos alguma coisa, devemos fazê-la bem.

Até ao fim.

Como planeámos.

Hoje começo a perceber que existe outra forma.

Podemos começar.

Interromper.

Adaptar.

Voltar.

Fazer menos.

Recomeçar.

E continuar.

Não publicar todos os artigos desta rubrica não apaga aquilo que vivi.

Não cumprir todos os desafios não transforma estes 30 dias num fracasso.

Porque houve movimento.

Houve consciência.

Houve perguntas.

Houve escolhas diferentes.

E houve sobretudo uma mudança que quero preservar:

comecei novamente a olhar para mim como alguém de quem também preciso de cuidar.

O que quero levar comigo daqui para a frente

Não quero terminar estes 30 dias com uma nova lista impossível.

Quero levar apenas algumas coisas simples comigo:

— mexer o corpo com regularidade;

— trabalhar a força, pensando também no futuro;

— caminhar sempre que puder;

— escolher melhor a alimentação sem transformar a comida em culpa;

— ouvir os sinais do meu corpo;

— respeitar o descanso;

— não esperar pelo corpo perfeito para começar a viver;

— e lembrar-me de que cuidar de mim também é uma forma de cuidar daqueles que amo.

Não sei se conseguirei fazer tudo sempre.

Provavelmente não.

E talvez esteja tudo bem assim.

Não fiz tudo. Mas alguma coisa mudou.

Se tivesse cumprido cada um dos 30 dias, escrito todos os artigos e seguido exactamente aquilo que tinha planeado, talvez este texto fosse outro.

Mas gosto mais desta verdade.

Não fiz tudo.

A vida atravessou o calendário.

Vieram outros acontecimentos, outras prioridades, outros dias.

Mas não voltei exactamente ao ponto de partida.

Alguma coisa ficou.

Estou mais consciente da importância de mexer o corpo.

Percebo melhor que preciso de força para envelhecer com qualidade.

Estou a reaprender a cuidar de mim sem fazer da balança o centro desse cuidado.

E estou a tentar trocar a exigência pela consistência possível.

Talvez seja isso que significa verdadeiramente sentirmo-nos melhor no nosso corpo.

Não gostar de tudo.

Não corrigir tudo.

Não atingir um número perfeito.

Mas conseguir olhar para ele e dizer:

este é o corpo que me trouxe até aqui.
E eu quero cuidar dele para que possa continuar comigo.


Uma pergunta para ti

E tu?

Quando pensas em cuidar melhor do teu corpo, o que seria mais importante neste momento?

Emagrecer?
Ter mais força?
Dormir melhor?
Mexer-te mais?
Comer com menos culpa?
Ou simplesmente voltar a dar atenção a ti própria?

Não precisas de começar com trinta mudanças.

Escolhe uma.

E começa por aí.

Porque talvez cuidar de nós seja exactamente isto:

não fazer tudo.

Mas não nos abandonarmos.

— SoLu@

Ligações SoLu@

→ 30 dias para me sentir melhor no meu corpo
→ Calendário SoLu@
→ Setembro — Autocuidado / Recomeço
→ Começa Aqui

Se também estás a tentar cuidar mais de ti, sem dietas impossíveis, metas perfeitas ou pressa, acompanha o Calendário SoLu@.

Todos os meses encontramos um novo tema, pequenas práticas e perguntas que nos ajudam a viver com mais consciência.

Porque aqui continuamos a acreditar numa coisa simples:

o calendário é um guia, não uma prisão.

Calendário SoLu@ — Setembro: Semana 1 — Voltar Devagar

Calendário SoLu@ Setembro - Semana 1 Voltar devagar

Não preciso de começar tudo de novo. Posso simplesmente começar por aquilo que hoje consigo.

Setembro chega quase sempre com uma estranha sensação de início.

As férias terminam. Os horários reaparecem. Há escolas, Universidades, trabalhos, compromissos, listas, mochilas, deslocações e rotinas para reorganizar.

E parece que, de repente, temos de voltar a saber fazer tudo.

Talvez não.

Talvez o primeiro gesto de autocuidado deste Setembro seja precisamente não tentar resolver Setembro inteiro nos primeiros dias.

Esta primeira semana é curta. Começa a 1 de Setembro, uma terça-feira, e termina no sábado, dia 5.

E talvez isso seja exactamente aquilo de que precisamos.

Cinco dias para não correr.

Cinco dias para observar.

Cinco dias para perceber o que realmente precisa de regressar à nossa vida — e aquilo que já não precisa de regressar connosco.

O tema da semana: Voltar devagar

Recomeçar não significa necessariamente começar outra vez do princípio.

Também não significa regressar exactamente ao lugar onde estávamos antes das férias.

Porque nós também mudámos.

A família mudou.

Os filhos cresceram.

Existem novas etapas, novos horários, novas necessidades e, às vezes, uma nova forma de estar dentro da própria casa.

Por isso, antes de reconstruirmos todas as rotinas antigas, talvez valha a pena perguntar:

Ainda fazem sentido para a vida que tenho hoje?

Setembro pode ser uma oportunidade para fazer diferente.

Não mais.

Melhor para nós.

Intenção da semana

Regressar sem me atropelar.

Quero permitir-me alguns dias de adaptação.

Nem tudo precisa de estar organizado no primeiro dia.

Nem todas as decisões precisam de ser tomadas imediatamente.

Nem todas as rotinas precisam de começar ao mesmo tempo.

Esta semana quero escolher aquilo que é realmente importante e deixar espaço para o resto se ir encontrando.

Frase SoLu@ da semana

“Não preciso de começar tudo de novo. Posso simplesmente começar por aquilo que hoje consigo.”

Há muita serenidade quando deixamos de medir um recomeço pelo número de coisas que conseguimos fazer.

Às vezes, um pequeno passo é suficiente para mudar a direcção.

Prática da semana: escolher três prioridades reais

Pega numa folha, numa agenda ou simplesmente nas notas do telemóvel.

Escreve tudo aquilo que sentes que tens de fazer neste regresso.

Depois olha para a lista e escolhe apenas:

1. Uma prioridade para a família

Pode ser organizar os novos horários, tratar de uma questão escolar ou simplesmente conseguirem voltar a jantar juntos com alguma tranquilidade.

2. Uma prioridade para ti

Pode ser regressar ao exercício, dormir melhor, caminhar, marcar uma consulta, ler, ter alguns minutos de silêncio ou recuperar uma rotina que te fazia bem.

3. Uma prioridade prática

Uma tarefa que, resolvida, simplifica os dias seguintes.

Só três.

O resto continua lá.

Mas não precisa de ser resolvido hoje.

Mini-desafio da semana

Deixar deliberadamente uma coisa para depois.

Não porque te esqueceste.

Não porque falhaste.

Mas porque decidiste conscientemente que não era prioridade.

Há uma diferença enorme entre adiar por desorganização e escolher não fazer ainda porque estamos a proteger o nosso tempo e a nossa energia.

Experimenta.

E observa como te sentes.

Terça-feira, 1 de Setembro — Vida

Frase do dia

“Um novo mês não exige uma nova versão de mim. Apenas presença para continuar.”

Do livro para este dia

Há momentos em que queremos mudar tudo porque sentimos que a mudança nos dará segurança.

Mas a vida raramente se reorganiza de uma só vez.

Vamos aprendendo a viver enquanto vivemos.

E talvez seja precisamente isso que significa crescer: não ter todas as respostas e, ainda assim, continuar.

Prática

Antes de começares a organizar Setembro, escreve:

O que é realmente importante neste momento da minha vida?

Escolhe apenas três coisas.

Pergunta

Estou a organizar a minha vida ou apenas a tentar controlar tudo aquilo que está a mudar?

Pequeno gesto

Faz hoje uma coisa devagar.

Tomar café. Caminhar. Arrumar uma gaveta. Preparar o jantar.

Sem fazer outra coisa ao mesmo tempo.

Quarta-feira, 2 de Setembro — Atitude

Frase do dia

“Não preciso de ter tudo resolvido para estar no caminho certo.”

Do livro para este dia

Nem sempre conseguimos escolher aquilo que acontece.

Mas podemos aprender a escolher a forma como atravessamos aquilo que acontece.

Há uma liberdade discreta nesta escolha.

Não resolve tudo.

Mas muda a maneira como carregamos o dia.

Prática

Quando surgir alguma coisa inesperada hoje, experimenta substituir:

“Isto não devia estar a acontecer.”

por:

“Como posso lidar com isto da melhor forma possível?”

Pergunta

Onde estou a gastar energia a resistir ao que já é realidade?

Pequeno gesto

Resolve apenas uma pequena coisa que tens vindo a adiar.

Uma.

E celebra o espaço que ficou.

Quinta-feira, 3 de Setembro — Pensamentos positivos

Frase do dia

“Nem tudo aquilo que falta é sinal de que estou atrasada.”

Do livro para este dia

Temos tendência para olhar para aquilo que ainda não fizemos.

A tarefa em falta.

O objectivo que ainda não atingimos.

A vida que ainda não conseguimos organizar.

Mas há também tudo aquilo que já fizemos.

Tudo aquilo que aprendemos.

Tudo aquilo que conseguimos atravessar.

Talvez hoje possamos olhar também para aí.

Prática

Antes de te deitares, escreve três frases:

Hoje consegui…

Hoje cuidei de…

Hoje agradeço…

Pergunta

Tenho reconhecido aquilo que faço ou apenas reparado no que ficou por fazer?

Pequeno gesto

Diz a alguém — ou a ti própria —:

“Fizeste o que podias hoje.”

Sexta-feira, 4 de Setembro — Fé e Esperança

Frase do dia

“Nem tudo precisa de estar claro para eu continuar a acreditar.”

Do livro para este dia

Existem fases em que gostaríamos de saber antecipadamente como tudo vai correr.

Os estudos.

Os filhos.

O trabalho.

As decisões.

Os caminhos que começam.

Mas grande parte da vida acontece precisamente nessa zona onde ainda não sabemos.

Esperança talvez seja isso:

continuar a caminhar mesmo quando ainda não conseguimos ver o caminho inteiro.

Prática

Pensa numa preocupação que tens neste momento.

Escreve duas colunas:

Aquilo que depende de mim.
Aquilo que não depende de mim.

Hoje ocupa-te apenas da primeira.

Pergunta

O que preciso de aprender a confiar em vez de tentar controlar?

Pequeno gesto

Antes de dormir, fica alguns minutos em silêncio.

Sem procurar respostas.

Apenas respirando.

Sábado, 5 de Setembro — Amor

Frase do dia

“Amar também é dar espaço para que cada um encontre o seu próprio caminho.”

Do livro para este dia

Durante muitos anos, amar os nossos filhos significa fazer muito por eles.

Preparar.

Ensinar.

Proteger.

Acompanhar.

Depois chega outra fase.

Continuamos a amar exactamente com a mesma intensidade, mas precisamos de aprender uma linguagem diferente.

Confiar.

Esperar.

Estar disponível.

E permitir que façam algumas escolhas sozinhos.

Também isso é amor.

Prática

Escolhe hoje alguém de quem gostas e pergunta apenas:

“Como estás?”

Depois escuta verdadeiramente a resposta, sem tentar imediatamente resolver.

Pergunta

Consigo amar sem sentir que tenho de resolver tudo por quem amo?

Pequeno gesto

Um abraço demorado.

Uma mensagem.

Um café partilhado.

Uma presença sem telemóvel.

Nada extraordinário.

Apenas amor na vida real.

Pergunta da semana

O que preciso realmente de retomar?

Não aquilo que fazia antes.

Não aquilo que os outros esperam.

Não aquilo que parece obrigatório porque Setembro chegou.

Aquilo que realmente faz falta à vida que estou a viver agora.

Talvez seja uma rotina.

Talvez seja cuidar melhor de ti.

Talvez seja voltar a mexer o corpo.

Talvez seja dormir.

Talvez seja escrever.

Talvez seja conversar mais.

Talvez seja simplesmente criar algum espaço.

Reflexão final

Setembro ainda agora começou.

Não precisamos de saber como será o mês inteiro.

Muito menos como serão os próximos meses.

Há novos caminhos a começar dentro das nossas famílias. Os filhos crescem, entram em novas etapas, ganham autonomia e obrigam-nos também a descobrir uma nova forma de sermos mães.

E, enquanto tudo se reorganiza à nossa volta, precisamos de recordar uma coisa:

nós também fazemos parte desta vida.

Não precisamos de chegar ao fim do dia depois de todos.

Não precisamos de voltar às rotinas abandonando-nos pelo caminho.

Podemos começar devagar.

Escolher.

Adaptar.

Experimentar.

Mudar de ideias.

E amanhã continuar.

Um dia de cada vez.

Ligações de Setembro

→ Calendário SoLu@ — Setembro: Autocuidado e Recomeço

→ Calendário SoLu@

→ Começa Aqui. – Para quem chegou agora à SoLu@.

→ Ser Melhor – Autocuidado, crescimento pessoal, hábitos e uma vida com mais sentido.

E durante Setembro iremos continuar a caminhar por:

Semana 2 — Cuidar de mim no meio das rotinas
Semana 3 — Deixar crescer
Semana 4 — Encontrar um novo equilíbrio

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Mas lembra-te sempre:

O calendário é um guia, não uma prisão.

Queres viver este mês comigo?

Se Setembro também chegou à tua vida com mudanças, regressos, filhos a crescer, novas rotinas ou simplesmente vontade de recomeçar de outra maneira, fica por aqui.

Na Newsletter SoLu@ partilho estas reflexões de uma forma mais próxima, juntamente com aquilo que cada mês me vai ensinando.

Subscreve a Newsletter SoLu@ e vamos vivendo Setembro juntas — devagar, com verdade e um dia de cada vez.

Perguntas frequentes

O que é o Calendário SoLu@?

É um calendário mensal de reflexão e desenvolvimento pessoal, com temas, frases, perguntas e práticas simples para trazer mais consciência à vida quotidiana.

Tenho de cumprir todas as práticas?

Não.

Nunca.

Escolhe aquilo que fizer sentido para ti e para o momento que estás a viver.

Posso começar o calendário depois do início do mês?

Claro.

Não existe atraso num calendário que pretende ajudar-nos a viver com mais presença.

Começa no dia em que chegares.

Como posso acompanhar Setembro?

Podes acompanhar os posts semanais no solua.pt, seguir as publicações e stories nas redes sociais e subscrever a Newsletter SoLu@.

Calendário SoLu@ — Agosto Simples: Semana 4 — Voltar ao essencial

Voltar ao essencial — Calendário SoLu@ Agosto

Menos ruído. Mais verdade. Mais espaço para aquilo que realmente importa.

Voltar ao essencial é recordar quem somos quando deixamos de tentar corresponder a tudo.

Agosto aproxima-se do fim.

Talvez ainda existam dias de férias, tardes demoradas, refeições partilhadas e uma vontade de prolongar um pouco mais a lentidão do Verão. Mas também começamos a sentir Setembro a aproximar-se: os horários, os recomeços, as responsabilidades e tudo aquilo que ficou à espera.

É neste momento de transição que o Calendário SoLu@ nos convida a voltar ao essencial.

Não para abandonarmos tudo o que construímos, nem para simplificarmos a vida de forma irrealista. Mas para percebermos o que queremos levar connosco quando os dias voltarem a ficar mais preenchidos.

Voltar ao essencial pode ser cuidar do corpo antes de chegar ao limite.

Pode ser escutar verdadeiramente quem está ao nosso lado.

Pode ser proteger algum tempo para aquilo que nos faz bem.

Pode ser reconhecer que nem todas as urgências são nossas e que nem tudo merece o mesmo espaço dentro de nós.

O essencial nem sempre é grandioso.

Muitas vezes, é apenas aquilo que nos devolve a casa interior.


O tema da semana: voltar ao que sustenta

Ao longo de Agosto, fomos convidadas a descomplicar, a viver com menos e a abrandar para estar verdadeiramente presentes.

Agora chega o momento de reunir essas aprendizagens e perguntar:

O que é realmente importante para mim?

A resposta não estará numa lista perfeita de prioridades. Estará na forma como vivemos os dias.

Naquilo a que dizemos sim.

Naquilo que escolhemos deixar.

Nas pessoas a quem oferecemos presença.

Na maneira como tratamos o nosso corpo, o nosso tempo e a nossa paz.

Voltar ao essencial é aprender a distinguir o que ocupa espaço daquilo que dá sentido.


Intenção da semana

Escolher conscientemente o que quero levar comigo para a próxima fase da minha vida.

Nesta semana, não precisamos de mudar tudo.

Precisamos apenas de reparar no que nos faz bem, no que nos aproxima de quem somos e no que queremos proteger quando o ritmo voltar a acelerar.


Frase destaque SoLu@

O essencial não exige uma vida perfeita. Pede apenas que eu não me abandone no meio de tudo o resto.


Prática da semana: o meu mapa do essencial

Reserva alguns minutos e divide uma folha em quatro partes:

Pessoas

Quem são as pessoas a quem quero oferecer mais presença?

Cuidado

De que precisa o meu corpo e a minha saúde emocional?

Tempo

O que merece um lugar verdadeiro nos meus dias?

Sentido

O que me faz sentir que a minha vida está alinhada comigo?

Não transformes este exercício numa nova lista de obrigações.

Escolhe apenas uma coisa essencial em cada área.

O objectivo não é fazer mais. É reconhecer melhor.


Mini desafio da semana

Durante esta semana, escolhe uma coisa que possas:

  • deixar de fazer por obrigação;
  • fazer com mais presença;
  • simplificar;
  • agradecer;
  • proteger quando Setembro chegar.

No final de cada dia, pergunta:

Hoje vivi de acordo com aquilo que considero importante?

Não procures uma resposta perfeita. Procura uma resposta honesta.


Calendário diário

Domingo, 23 de Agosto — Escutar o que ficou em silêncio

Frase do dia

Quando o ruído diminui, começo a ouvir aquilo de que realmente preciso.

Mensagem inspirada no livro

Durante muito tempo podemos viver a responder ao que os outros esperam, ao que a vida exige e ao que julgamos ter de ser. Regressar a nós começa quando deixamos de fugir das perguntas que permanecem em silêncio.

Prática

Fica cinco minutos sem música, televisão ou telemóvel.

Respira e pergunta:

Como estou verdadeiramente?

Não tentes corrigir a resposta.

Pergunta

O que tenho evitado escutar dentro de mim?

Gesto

Oferece a ti própria alguns minutos sem interrupções.


Segunda-feira, 24 de Agosto — Agradecer o que sustenta

Frase do dia

Nem tudo o que sustenta a minha vida chama a atenção.

Mensagem inspirada no livro

Há amores, gestos e rotinas que se tornam tão presentes que quase deixamos de os ver. Mas é muitas vezes nessas pequenas permanências que encontramos segurança, cuidado e casa.

Prática

Escreve três coisas simples que sustentam os teus dias.

Pode ser uma pessoa, um hábito, uma conversa, uma refeição ou um lugar.

Pergunta

O que existe na minha vida que merece ser novamente valorizado?

Gesto

Agradece directamente a alguém por algo que essa pessoa faz e que nem sempre reconheces.


Terça-feira, 25 de Agosto — Escolher o que merece continuar

Frase do dia

Nem tudo o que começou comigo precisa de seguir comigo.

Mensagem inspirada no livro

Crescer também é perceber que algumas escolhas fizeram sentido num determinado momento, mas já não correspondem à pessoa que somos hoje. Deixar não apaga o caminho. Apenas abre espaço para continuarmos.

Prática

Escolhe uma tarefa, compromisso ou hábito que já não faça sentido manter da mesma forma.

Pergunta se pode ser eliminado, reduzido ou transformado.

Pergunta

O que continuo a fazer apenas porque sempre fiz assim?

Gesto

Retira uma obrigação desnecessária da tua semana.


Quarta-feira, 26 de Agosto — Cuidar do corpo que me acompanha

Frase do dia

O meu corpo não é um obstáculo à vida. É a casa onde a vida acontece.

Mensagem inspirada no livro

O corpo guarda cansaços, mudanças, alegrias, perdas e recomeços. Nem sempre precisamos de gostar de tudo o que vemos. Mas podemos aprender a tratar-nos com respeito em todas as fases.

Prática

Faz algo simples que ajude o teu corpo a sentir-se cuidado: caminhar, alongar, beber água, descansar ou preparar uma refeição nutritiva.

Pergunta

Tenho escutado o meu corpo ou apenas exigido que continue?

Gesto

Escolhe cuidar do corpo sem castigo, comparação ou culpa.


Quinta-feira, 27 de Agosto — Guardar espaço para o que me faz bem

Frase do dia

Aquilo que é importante também precisa de um lugar no calendário.

Mensagem inspirada no livro

Esperar que sobre tempo para nós quase sempre significa ficar para depois. O cuidado não precisa de ocupar horas, mas precisa de deixar de depender apenas do que sobra.

Prática

Reserva na agenda um pequeno momento para algo que te devolva bem-estar.

Pode ser ler, escrever, caminhar, estar em silêncio ou conversar com alguém.

Pergunta

Que parte importante de mim tem vivido apenas com o tempo que sobra?

Gesto

Protege vinte minutos do teu dia sem os preencher com tarefas.


Sexta-feira, 28 de Agosto — Confiar no próximo passo

Frase do dia

Não preciso de conhecer todo o caminho para dar um passo verdadeiro.

Mensagem inspirada no livro

Há fases em que gostaríamos de ter garantias, respostas e certezas. Mas viver também é avançar com aquilo que sabemos agora, confiando que o caminho se revela enquanto o percorremos.

Prática

Identifica uma preocupação relacionada com Setembro ou com uma mudança próxima.

Escreve apenas o próximo passo possível.

Pergunta

Qual é a pequena acção que está ao meu alcance neste momento?

Gesto

Faz uma coisa concreta em vez de tentares resolver mentalmente tudo de uma vez.


Sábado, 29 de Agosto — Amar com presença

Frase do dia

O amor torna-se visível na forma como estamos.

Mensagem inspirada no livro

Nem sempre conseguimos resolver os problemas de quem amamos. Mas podemos ouvir, acompanhar, respeitar e permanecer. Muitas vezes, é essa presença sem pressa que cria segurança.

Prática

Partilha um momento com alguém sem telemóvel, televisão ou outras distracções.

Escuta sem preparar imediatamente uma resposta.

Pergunta

Quando estou com quem amo, estou verdadeiramente presente?

Gesto

Oferece atenção inteira a uma pessoa importante para ti.


Dias de fecho do mês

Domingo, 30 de Agosto — Reconhecer o caminho feito

Frase do dia

Também cresci nas mudanças que quase ninguém viu.

Mensagem inspirada no livro

Nem todas as conquistas podem ser fotografadas ou mostradas. Algumas acontecem quando aprendemos a colocar um limite, a pedir ajuda, a descansar ou a não regressar ao lugar onde nos perdíamos.

Prática

Completa estas frases:

  • Em Agosto, consegui…
  • Em Agosto, compreendi…
  • Em Agosto, deixei…
  • Em Agosto, quero guardar…

Pergunta

Que mudança interior merece ser reconhecida?

Gesto

Celebra uma pequena conquista do mês.


Segunda-feira, 31 de Agosto — Levar apenas o essencial

Frase do dia

Não quero entrar num novo mês carregada de tudo. Quero entrar acompanhada do que me faz bem.

Mensagem inspirada no livro

Recomeçar não é apagar o que passou. É olhar para o caminho com ternura, recolher as aprendizagens e escolher conscientemente aquilo que queremos continuar a alimentar.

Prática

Escolhe três palavras para levares contigo para Setembro.

Por exemplo:

calma, coragem e cuidado.

Escreve-as num lugar visível.

Pergunta

Como quero sentir-me durante o próximo mês?

Gesto

Fecha Agosto com um agradecimento e uma intenção.


Pergunta da semana

Quando retiro as expectativas, o excesso e o ruído, o que permanece verdadeiramente importante para mim?


Reflexão final

Agosto não nos pediu que tivéssemos menos sonhos, menos amor ou menos vontade de viver.

Pediu-nos que retirássemos aquilo que nos impedia de reconhecer o que já existia.

Descomplicar não foi desistir.

Viver com menos não foi diminuir a vida.

Abrandar não foi parar de crescer.

Voltar ao essencial também não significa abandonar responsabilidades ou fugir da realidade.

Significa regressar a uma vida em que continuamos presentes dentro das nossas próprias escolhas.

Às vezes, o essencial será a família.

Noutras vezes, será a saúde, a paz, o descanso ou a coragem de começar de novo.

Haverá dias em que o essencial será fazer.

E outros em que será simplesmente respirar e confiar.

Que, ao entrarmos em Setembro, não levemos apenas agendas cheias, planos e novas exigências.

Que levemos também a simplicidade aprendida em Agosto.

A capacidade de dizer não ao que nos esvazia.

A gratidão por aquilo que nos sustenta.

E a decisão de não nos abandonarmos quando a vida voltar a acelerar.

Que eu saiba regressar ao essencial sempre que o mundo me fizer esquecer de mim.


Ligações de Agosto


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O Calendário SoLu@ não é uma lista de tarefas para cumprir.

É um guia para regressarmos a nós, um dia de cada vez.

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Perguntas frequentes

O que significa voltar ao essencial?

Significa reconhecer aquilo que verdadeiramente sustenta a nossa vida e escolher dar-lhe mais atenção. Pode ser a saúde, a família, o descanso, a espiritualidade, os vínculos, o tempo ou uma forma mais consciente de viver.

Preciso de mudar toda a minha rotina?

Não. Pequenas escolhas podem aproximar-nos do essencial: desligar o telemóvel durante uma conversa, proteger algum tempo de descanso ou deixar uma obrigação que já não faz sentido.

Como posso simplificar a entrada em Setembro?

Escolhe poucas prioridades, prepara apenas o que é necessário e evita transformar o recomeço numa corrida. Deixa espaço para ajustares o caminho à medida que os dias forem acontecendo.

E quando tudo parece igualmente importante?

Pergunta o que terá verdadeiro impacto na tua saúde, na tua família e no teu bem-estar. Nem tudo precisa de ser resolvido ao mesmo tempo.

Tenho de cumprir todas as propostas do calendário?

Não. O Calendário SoLu@ é um convite, não uma obrigação. Escolhe as frases e práticas que te ajudarem nesta fase da tua vida.

O ginásio é fitness… mas a carteira é que fica mais magra?

Mulher a regressar ao ginásio para cuidar da saúde e ganhar força

Voltei ao ginásio porque quero cuidar do meu corpo, da minha saúde e da mulher que quero ser nos próximos anos. Mas descobri que, entre ter acesso às máquinas e saber verdadeiramente o que fazer com elas, pode existir uma mensalidade extra.

Como sabem, voltei ao ginásio.

Não foi propriamente um regresso simples.

Quando este ginásio apareceu, ainda estava em construção. Acreditei no projecto e tornei-me sócia fundadora. Durante mais de um ano paguei a mensalidade sem praticamente usufruir do espaço.

A vida aconteceu.

Fui operada e, durante algum tempo, por indicação médica, tive de evitar determinados exercícios. Os seis meses passaram, depois passaram outros meses e, quando dei por isso, tinham passado quase dois anos.

Entretanto, o meu corpo também mudou.

O peso aumentou. As alterações hormonais fizeram-se sentir. A idade foi trazendo outras necessidades e eu fui percebendo, cada vez mais, uma coisa que racionalmente já sabia:

preciso de cuidar do meu corpo não apenas para emagrecer, mas para envelhecer melhor.

Foi também por isso que decidi regressar.

E houve ainda uma motivação bonita: acompanhar o meu filho durante as férias e começarmos juntos esta rotina.

Não regressei à procura de um corpo perfeito.

Regressei à procura de saúde.

De força.

De mobilidade.

De resistência.

De qualidade de vida.

De um corpo que consiga continuar a acompanhar-me durante muitos anos.

Quando a avaliação incluída serve sobretudo para dizer aquilo que já sabemos

No meu contrato estavam incluídas duas avaliações: uma nutricional e outra física.

Achei importante.

Depois de tanto tempo parada, com alterações no meu corpo e depois de uma cirurgia, parecia-me até uma excelente forma de recomeçar com alguma orientação.

Fui.

E foi aqui que surgiu a minha desilusão.

Na avaliação nutricional fiquei, essencialmente, a saber aquilo que já sabia:

tenho excesso de peso.

Se quisesse verdadeiro acompanhamento nutricional, com orientação continuada, teria de pagar um valor adicional todos os meses.

Na avaliação física aconteceu algo semelhante.

Avaliaram.

Explicaram.

Mas, se quisesse acompanhamento personalizado e um plano adequado às minhas necessidades, teria igualmente de pagar mais.

Saí dali com números.

Mas sem um plano nutricional.

E sem um plano de treino verdadeiramente estruturado para mim.

E fiquei a pensar:

afinal, o que estava realmente incluído?

A avaliação?

Ou a oportunidade de me vender outro serviço?

Não tenho nada contra pagar por um serviço

Quero deixar isto claro.

Um nutricionista estudou e trabalha. Um personal trainer trabalha. Um profissional que acompanha individualmente uma pessoa deve ser remunerado pelo seu conhecimento, pelo seu tempo e pela sua responsabilidade.

Não espero acompanhamento personalizado ilimitado incluído numa mensalidade básica.

Isso também não seria justo.

Mas talvez exista um espaço entre estas duas realidades.

Entre:

“Tem direito a uma avaliação.”

e:

“Agora que já lhe dissemos o que está mal, se quiser saber o que fazer, terá de pagar mais.”

É essa diferença que me incomoda.

Porque uma pessoa entra num ginásio precisamente porque quer melhorar alguma coisa.

Muitas vezes chega sedentária.

Com excesso de peso.

Sem conhecer as máquinas.

Sem saber qual a carga adequada.

Sem saber quantas repetições deve fazer.

Sem perceber como organizar um treino equilibrado.

Algumas regressam depois de anos sem exercício.

Outras têm limitações que precisam de ser respeitadas.

E há quem simplesmente nunca tenha treinado.

Dizer a alguém que precisa de perder peso ou ganhar massa muscular não é propriamente dar-lhe um caminho.

É identificar o ponto de partida.

O que muitas de nós procuramos é saber:

e agora, como começo de forma segura e possível?

O ginásio é fitness, mas a carteira é que emagrece

Confesso que pensei, com alguma ironia:

o ginásio é fitness, mas a carteira é que fica mais magra.

Mensalidade.

Mais acompanhamento nutricional.

Mais acompanhamento físico.

Mais personal trainer.

Mais isto.

Mais aquilo.

E aquilo que começou como uma decisão para cuidar da saúde pode facilmente transformar-se num conjunto de extras que nem todas as famílias conseguem suportar.

Foi então que me surgiu uma pergunta desconfortável:

cuidar melhor da nossa saúde está a tornar-se um privilégio de quem pode pagar?

Não falo de ter acesso a luxo.

Falo de orientação básica.

De aprender a usar correctamente os equipamentos.

De ter um ponto de partida.

De compreender o que devemos fazer para ganhar força, melhorar a condição física e criar uma rotina que consigamos manter.

Porque aconselhar as pessoas a fazer exercício físico é fácil.

Dar-lhes condições para conseguirem fazê-lo com confiança é outra coisa.

Mexer o corpo é demasiado importante para depender de um pacote premium

A importância do exercício não é uma invenção dos ginásios.

A Direção-Geral da Saúde recomenda aos adultos entre 150 e 300 minutos semanais de actividade física aeróbia moderada, juntamente com exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.

E quanto mais envelhecemos, mais percebemos que força não é apenas uma questão estética.

É autonomia.

É conseguir levantar-nos.

Carregar compras.

Subir escadas.

Manter equilíbrio.

Brincar com os filhos e, um dia, talvez com os netos.

Continuar independentes.

Viver melhor.

Por isso voltei.

Não para lutar contra o espelho.

Mas para estar do lado do meu futuro.

E se eu não puder pagar acompanhamento?

Esta foi talvez a aprendizagem mais importante deste regresso:

não podemos deixar que a impossibilidade de pagar todos os extras nos convença de que já não vale a pena fazer nada.

A própria DGS lembra que não precisamos obrigatoriamente de frequentar um ginásio para termos uma vida activa.

Caminhar conta.

Subir escadas conta.

Dançar conta.

Andar de bicicleta conta.

Mexermo-nos mais durante o dia conta.

E isto é importante lembrar.

Porque a saúde não pode ficar presa à ideia de que só cuidamos de nós se tivermos a mensalidade certa, o relógio certo, a roupa certa, o personal trainer certo e o plano perfeito.

Podemos começar pelo que temos.

Pelo que conseguimos.

Pelo que cabe na nossa vida e também na nossa carteira.

Faz por ti

Foi esta a conclusão a que cheguei.

Vou continuar a ir ao ginásio.

Vou continuar a tentar aprender.

Vou procurar informação credível.

Vou respeitar as limitações do meu corpo.

Vou perguntar quando tiver dúvidas.

Vou observar aquilo que me faz bem.

E, sobretudo, vou tentar criar consistência.

Porque não quero desistir de cuidar de mim só porque fiquei desiludida com a forma como o acompanhamento funciona.

Talvez tenha de fazer parte do caminho com menos ajuda do que imaginava.

Mas continuo a acreditar que vale a pena.

E se estás desse lado e também sentes que não podes pagar todos os extras que aparecem pelo caminho, quero dizer-te isto:

faz exercício por ti.

Não pelo peso que apareceu na balança.

Não para caberes numa fotografia.

Não porque alguém te mostrou uma percentagem de gordura corporal.

Não para corresponderes ao corpo que te dizem que deverias ter.

Faz por ti.

Pela tua força.

Pelos teus ossos.

Pelos teus músculos.

Pela tua mobilidade.

Pela tua cabeça.

Pela tua autonomia.

Pela mulher ou pelo homem que queres continuar a ser daqui a dez, vinte ou trinta anos.

Começa com aquilo que consegues.

Uma caminhada.

Um treino simples.

Umas escadas.

Uma música na sala.

Um passeio de bicicleta.

Ou o ginásio, se fizer sentido para ti.

Mas não deixes que o marketing transforme o cuidado contigo numa sensação permanente de que ainda tens de comprar mais alguma coisa para poderes começar.

Saúde não devia ser um luxo

Não acredito que todos os ginásios funcionem da mesma forma.

Nem acredito que todos os serviços devam estar incluídos numa mensalidade.

Existem profissionais excelentes cujo acompanhamento personalizado vale, naturalmente, o preço que cobram.

A minha reflexão é outra.

Talvez os ginásios possam perguntar-se se uma pessoa que chega — especialmente depois de muito tempo parada — não deveria sair da avaliação inicial pelo menos com algumas orientações práticas para começar.

Um pequeno plano base.

Indicações sobre as máquinas.

Alguns exercícios adaptados ao seu nível.

Cuidados a ter.

Objectivos realistas.

Depois, quem quiser ou precisar de acompanhamento individual mais aprofundado poderá naturalmente contratar esse serviço.

Isso seria diferente.

Seria uma avaliação que acrescentava conhecimento e autonomia, e não apenas números.

Porque promover actividade física não deveria significar apenas abrir a porta de uma sala cheia de máquinas.

Deveria também ajudar as pessoas a perceber como podem começar.

Eu voltei. E desta vez quero ficar.

Talvez este regresso ao ginásio não esteja a acontecer exactamente como imaginei.

Mas há uma coisa que mudou.

Desta vez não quero pagar e não ir.

Não quero esperar pelo corpo certo.

Pelo peso certo.

Pelo momento perfeito.

Quero simplesmente aparecer.

Fazer o possível.

Aprender.

Ganhar força.

E cuidar de mim.

Agosto, no Calendário SoLu@, tem-me falado muito de simplicidade: retirar o excesso e regressar ao essencial.

Talvez isto também seja simplificar.

Retirar a pressão.

Retirar a ideia de perfeição.

Retirar a necessidade de ter tudo antes de começar.

E ficar com o essencial:

mexer o corpo porque quero continuar a viver dentro dele com qualidade durante muitos e muitos anos.

O resto vou aprendendo pelo caminho.

— SoLu@

E contigo?

Quando te inscreveste num ginásio, sentiste que tiveste orientação suficiente para começar?

As avaliações incluídas ajudaram-te verdadeiramente ou acabaram sobretudo numa proposta para contratar outros serviços?

Gostava muito de conhecer outras experiências, porque talvez esta conversa seja maior do que a minha.

Também podes ler:

Calendário SoLu@ — Agosto Simples: Semana 2 — Viver com menos

Agosto Simples — Viver com menos

Quando deixamos de tentar guardar tudo, começamos a descobrir aquilo que verdadeiramente queremos levar connosco.

Há alturas em que a vida parece demasiado cheia.

Cheia de coisas, de compromissos, de pensamentos, de expectativas, de mensagens por responder, de tarefas que adiamos e de responsabilidades que vamos acumulando sem perceber.

Mesmo quando estamos de férias ou tentamos abrandar, a nossa cabeça continua ocupada. Levamos connosco listas, preocupações, comparações e aquela sensação persistente de que ainda falta fazer alguma coisa.

Mas talvez Agosto não nos esteja a pedir mais.

Talvez nos esteja a convidar a retirar.

A libertar uma gaveta.
A deixar uma tarefa para outro dia.
A dizer não a um convite que nos cansa.
A passar menos tempo no telemóvel.
A comprar apenas aquilo de que precisamos.
A escolher uma coisa de cada vez.

Viver com menos não significa desistir dos sonhos, deixar de desejar ou aceitar uma vida pequena.

Significa escolher melhor.

Significa deixar de preencher todos os espaços, para podermos voltar a sentir aquilo que já existe dentro de nós.

Nesta segunda semana de Agosto Simples, o convite é este: perceber o que está a ocupar demasiado espaço e começar, com calma, a libertar o que já não precisamos de carregar.


O tema da semana: viver com menos

Vivemos rodeadas de mensagens que nos dizem que precisamos de mais.

Mais coisas.
Mais produtividade.
Mais experiências.
Mais reconhecimento.
Mais respostas.
Mais certezas.
Mais pressa.

E, sem percebermos, podemos começar a acreditar que a nossa vida só será suficiente quando conseguirmos alcançar tudo aquilo que ainda nos falta.

Mas uma vida com sentido nem sempre é construída pelo que acrescentamos.

Muitas vezes, começa no que escolhemos retirar.

Menos ruído para escutarmos o que sentimos.
Menos comparação para reconhecermos o nosso próprio caminho.
Menos exigência para podermos respirar.
Menos consumo para valorizarmos o que já temos.
Menos culpa para vivermos com maior verdade.

Viver com menos é uma decisão interior antes de ser uma mudança exterior.

Podemos ter uma casa organizada e continuar com a alma cheia de preocupações. Podemos doar roupas e continuar agarradas a ressentimentos antigos. Podemos desligar o telemóvel e permanecer presas ao medo de não estarmos a fazer o suficiente.

Por isso, nesta semana, não vamos apenas arrumar coisas.

Vamos observar tudo aquilo que ocupa espaço na nossa vida sem nos fazer verdadeiramente bem.


Intenção da semana

Escolher o essencial e libertar, sem culpa, aquilo que me pesa.

Não é necessário mudar tudo de uma vez.

Podemos começar por uma gaveta, uma obrigação, um pensamento ou uma pequena escolha diária.

O importante não é a quantidade do que retiramos.

É a consciência com que escolhemos aquilo que queremos manter.


Frase destaque SoLu@

Não preciso de ter tudo. Preciso de reconhecer aquilo que, para mim, é essencial.


Prática da semana: criar espaço

Durante esta semana, escolhe uma pequena área da tua vida para simplificar.

Pode ser:

  • uma gaveta ou armário;
  • a carteira ou mala que usas diariamente;
  • as fotografias e aplicações do telemóvel;
  • a lista de tarefas;
  • os compromissos da semana;
  • os gastos por impulso;
  • o tempo passado nas redes sociais;
  • um pensamento que repetes e que te desgasta;
  • uma responsabilidade que pode ser partilhada;
  • uma expectativa que já não corresponde à tua vida.

Antes de decidires o que fazer, pergunta:

Isto ajuda-me, serve-me ou faz sentido na vida que estou a viver agora?

Nem tudo o que um dia foi importante precisa de continuar connosco para sempre.


Mini desafio da semana

Todos os dias, liberta uma coisa.

Não precisa de ser um objecto.

Podes libertar:

  • uma peça de roupa que já não usas;
  • um compromisso assumido apenas por obrigação;
  • uma compra desnecessária;
  • dez minutos de utilização do telemóvel;
  • uma tarefa que pode esperar;
  • uma comparação;
  • uma culpa antiga;
  • a necessidade de explicar todas as tuas decisões.

No final da semana, observa como te sentes.

Talvez tenhas retirado muito pouco da tua casa, mas criado um espaço importante dentro de ti.


Calendário diário

Domingo, 9 de Agosto — Paz: deixar o dia respirar

Frase do dia

Nem todos os espaços precisam de ser preenchidos.

Mensagem SoLu@

O silêncio não é ausência de vida.

Às vezes, é o lugar onde conseguimos finalmente escutar-nos.

Não precisas de preencher o domingo com planos, conversas ou tarefas. Um dia mais vazio também pode ser um dia inteiro de presença.

Prática

Reserva quinze minutos sem televisão, música, telemóvel ou qualquer outra distração.

Senta-te, respira e observa o que está à tua volta.

Pergunta

O que costumo fazer apenas para não ficar em silêncio comigo?

Gesto do dia

Deixa um pequeno espaço da tua agenda livre e não o transformes numa nova obrigação.


Segunda-feira, 10 de Agosto — Felicidade e gratidão: reconhecer o que já existe

Frase do dia

Quando agradeço o que tenho, a falta deixa de comandar o meu olhar.

Mensagem SoLu@

A felicidade não vive apenas naquilo que ainda esperamos alcançar.

Também está na chávena que usamos todos os dias, na casa que nos acolhe, na mensagem inesperada, na presença de quem permanece e nos pequenos gestos que quase deixámos de ver.

Prática

Escreve cinco coisas simples que já tens e que tornam a tua vida melhor.

Não procures acontecimentos extraordinários. Repara no que se tornou habitual, mas continua a ser valioso.

Pergunta

O que existe hoje na minha vida que um dia desejei muito ter?

Gesto do dia

Agradece directamente a alguém por uma presença ou gesto que, por vezes, tomas como garantido.


Terça-feira, 11 de Agosto — Vida: consumir com mais consciência

Frase do dia

Nem tudo o que posso comprar precisa de entrar na minha vida.

Mensagem SoLu@

Compramos, por vezes, para compensar o cansaço, preencher um vazio ou sentir que estamos a cuidar de nós.

Mas cuidar também pode ser não acumular.

Pode ser usar o que já temos, reparar, reutilizar, partilhar ou esperar antes de decidir.

Prática

Antes de fazeres uma compra não essencial, espera vinte e quatro horas.

Pergunta se precisas verdadeiramente daquilo ou se estás apenas a responder a uma emoção passageira.

Pergunta

O que procuro sentir quando compro algo de que não preciso?

Gesto do dia

Escolhe usar, aproveitar ou reinventar algo que já tens em casa.


Quarta-feira, 12 de Agosto — Atitude: fazer uma coisa de cada vez

Frase do dia

A pressa multiplica tarefas; a presença devolve-nos ao momento.

Mensagem SoLu@

Fazer várias coisas ao mesmo tempo pode dar-nos a sensação de que estamos a avançar, mas também nos deixa cansadas e ausentes.

A vida não precisa de ser vivida em várias janelas abertas.

Há serenidade em terminar uma coisa antes de começar outra.

Prática

Escolhe uma tarefa e realiza-a sem alternar entre o telemóvel, o correio electrónico ou outras actividades.

Quando terminares, faz uma pausa antes de começares a seguinte.

Pergunta

O que mudaria no meu dia se eu deixasse de tentar fazer tudo ao mesmo tempo?

Gesto do dia

Fecha os separadores, guarda o telemóvel e oferece atenção inteira a uma tarefa ou pessoa.


Quinta-feira, 13 de Agosto — Pensamentos positivos: reduzir o ruído interior

Frase do dia

Nem todos os pensamentos merecem uma resposta.

Mensagem SoLu@

Há pensamentos que chegam apenas porque estamos cansadas, inseguras ou com medo.

Não precisamos de acreditar em tudo o que pensamos.

Podemos observar uma preocupação sem a transformar numa certeza. Podemos reconhecer um medo sem lhe entregar a direcção da nossa vida.

Prática

Quando surgir um pensamento negativo repetitivo, escreve-o.

Depois acrescenta:

“Este é um pensamento, não é necessariamente a verdade.”

Reformula-o de uma forma mais justa e realista.

Pergunta

Que pensamento tenho repetido e que já ocupa demasiado espaço dentro de mim?

Gesto do dia

Troca uma crítica dirigida a ti própria por uma frase mais cuidadosa e verdadeira.


Sexta-feira, 14 de Agosto — Fé e esperança: confiar sem controlar tudo

Frase do dia

Há caminhos que só se revelam depois de darmos o passo possível.

Mensagem SoLu@

Queremos respostas antes de avançar.

Queremos garantias antes de confiar.

Mas nem sempre a vida nos permite ver o caminho inteiro. Às vezes, mostra-nos apenas o próximo passo.

A esperança não elimina a incerteza. Ajuda-nos a continuar mesmo quando ainda não sabemos tudo.

Prática

Escolhe uma preocupação que tens tentado controlar constantemente.

Escreve:

  • o que depende de ti;
  • o que não depende de ti;
  • qual é o próximo passo possível.

Depois, permite-te descansar do resto.

Pergunta

O que posso entregar à vida, a Deus ou ao tempo, em vez de continuar a tentar controlar?

Gesto do dia

Faz o que está ao teu alcance e permite que o restante não seja resolvido hoje.


Sábado, 15 de Agosto — Amor: estar sem precisar de oferecer coisas

Frase do dia

O amor mais importante nem sempre se compra; oferece-se em tempo, escuta e presença.

Mensagem SoLu@

Podemos demonstrar amor através de presentes, mas também através de um passeio, de uma conversa demorada, de um abraço ou de uma refeição partilhada.

Quem nos ama nem sempre precisa que façamos mais.

Muitas vezes, precisa apenas que estejamos verdadeiramente presentes.

Prática

Escolhe uma pessoa importante e passa algum tempo com ela sem transformar o encontro numa actividade dispendiosa ou complicada.

Pode ser uma caminhada, um café em casa, uma conversa ou um fim de tarde partilhado.

Pergunta

Como posso demonstrar amor de uma forma mais simples e presente?

Gesto do dia

Oferece tempo sem pressa a alguém de quem gostas.


Pergunta da semana

O que poderia retirar da minha vida para conseguir estar mais presente naquilo que verdadeiramente importa?

Escreve a resposta sem pensares apenas em coisas materiais.

Talvez precises de menos compromissos.
Menos explicações.
Menos comparação.
Menos perfeccionismo.
Menos notícias.
Menos culpa.
Menos pressa.

E talvez, ao retirares um pouco, descubras que já existia muito amor, beleza e vida à tua espera.


Reflexão final

Viver com menos não significa viver sem sonhos, conforto ou alegria.

Significa não deixar que o excesso nos impeça de reconhecer o suficiente.

Ao longo desta semana, talvez não tenhas conseguido libertar tudo o que desejavas. Talvez a casa continue desarrumada, a agenda cheia e a cabeça ocupada.

Não faz mal.

Simplificar também é abandonar a ideia de que precisamos de fazer tudo perfeitamente.

Cada pequena escolha conta.

Uma compra evitada.
Uma tarefa adiada sem culpa.
Uma hora longe do telemóvel.
Um objecto oferecido.
Uma conversa mais presente.
Um pensamento que decidimos não alimentar.

Pouco a pouco, deixamos de carregar o que já não nos pertence.

E, quando criamos espaço, não ficamos necessariamente com menos.

Ficamos com mais tempo.
Mais clareza.
Mais presença.
Mais liberdade.
Mais capacidade de reconhecer o amor que já existe.

Uma vida simples não é uma vida vazia. É uma vida onde o essencial consegue respirar.


Ligações do mês

  • [Agosto Simples — Página principal do Calendário SoLu@]
  • [Semana 1 — Descomplicar]
  • [Começa Aqui — Um caminho para viver com mais consciência]
  • [Ser Melhor — Crescimento pessoal e vida com sentido]
  • [Amor Consciente — Cuidar sem nos abandonarmos]
  • [Arquivo SoLu@ — Memórias sobre simplicidade, escolhas e recomeços]

Queres viver este mês comigo?

Agosto não precisa de ser perfeito para ser simples.

Podes acompanhar cada semana, escolher apenas as práticas que fizerem sentido e adaptar este calendário à tua vida.

A regra SoLu@ continua a ser a mesma:

O calendário é um guia, não uma prisão.

Não precisas de cumprir tudo. Precisas apenas de encontrar uma pequena ideia que te ajude a viver com mais verdade.


Newsletter SoLu@

Na newsletter SoLu@ partilho reflexões mais próximas, histórias pessoais, novidades do projecto e pequenos convites para viver cada mês com mais intenção.

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Perguntas frequentes

Preciso de seguir todas as práticas da semana?

Não. Escolhe uma prática, uma pergunta ou um gesto que faça sentido para ti. O calendário deve acompanhar-te, não criar mais pressão.

Viver com menos significa deixar de comprar ou de desejar coisas?

Não. Significa consumir e escolher com maior consciência, reconhecendo a diferença entre aquilo que acrescenta valor à tua vida e aquilo que apenas ocupa espaço.

Como posso simplificar a vida quando tenho muitas responsabilidades?

Começa por uma pequena área que esteja ao teu alcance. Podes reduzir notificações, partilhar uma tarefa, recusar um compromisso ou deixar de exigir perfeição em tudo o que fazes.

Tenho dificuldade em desfazer-me de objectos. Por onde começo?

Começa por coisas sem grande valor emocional: embalagens, papéis, produtos fora de prazo ou objectos repetidos. Não precisas de começar pelas memórias mais importantes.

A simplicidade também pode ser emocional?

Sim. Podemos simplificar relações, expectativas, pensamentos e obrigações. Viver com menos também é deixar de carregar culpas, comparações e responsabilidades que não nos pertencem.

Quando eu complicava o que o coração já sabia

Quando eu complicava
o que o coração já sabia

Há seis anos, o meu corpo já me pedia aquilo que hoje procuro escolher conscientemente: menos peso, menos exigência, mais espaço para viver.

Há textos antigos que, quando os volto a ler, não me parecem antigos.

Mudaram os anos.
Mudaram algumas circunstâncias.
Mudei eu.

Mas há palavras que continuam a reconhecer-me.

Nesta Sexta-feira Nostálgica, voltei a um texto que escrevi a 13 de Março de 2020: “Help/Ajuda — Quando o seu corpo lhe diz: Estou a chegar ao limite?”

Começava assim:

“Já há algum tempo que tenho sinais de que estou a chegar ao limite das minhas forças.”

E talvez esta seja uma daquelas frases que só compreendemos verdadeiramente quando passam alguns anos.

A mulher que estava cansada de aguentar

Quando releio aquele texto, encontro uma mulher consciente de que estava cansada.

Falava de sobrecarga, de exigências, de dar demasiado, de não conseguir descansar verdadeiramente. Falava também de perfeccionismo, da dificuldade em delegar e daquela sensação de ter a cabeça sempre a funcionar depressa demais.

Hoje consigo ver algo que talvez, naquela altura, ainda não soubesse nomear tão claramente:

eu estava a tentar sustentar demasiadas coisas ao mesmo tempo.

E quando fazemos isso durante muito tempo, acabamos por acreditar que o problema está em não conseguirmos fazer mais.

Talvez precisemos de organizar melhor.

Ser mais eficientes.

Ter mais disciplina.

Encontrar outra solução.

Pensar mais um bocadinho.

Fazer mais um esforço.

Só mais este dia.

Só mais esta tarefa.

Só mais esta responsabilidade.

E vamos complicando.

Até que o corpo, o coração ou a própria vida nos obrigam a fazer a pergunta que evitámos durante demasiado tempo:

E se eu não precisar de fazer mais?
E se precisar simplesmente de carregar menos?

O coração talvez já soubesse

Há uma coisa que hoje reconheço naquela mulher de 2020:

ela já sabia.

Talvez ainda não soubesse como mudar.

Talvez ainda procurasse respostas demasiado complicadas.

Mas sabia que não podia continuar da mesma maneira.

O coração costuma perceber algumas coisas antes de conseguirmos transformá-las em decisões.

Sabe quando estamos cansadas.

Sabe quando uma relação, uma rotina ou uma responsabilidade deixou de nos fazer bem.

Sabe quando estamos a dizer demasiados “sim” enquanto alguma coisa dentro de nós pede um “não”.

Sabe quando precisamos de descansar.

Sabe quando é tempo de pedir ajuda.

Sabe quando aquilo que estamos a tentar controlar já não está nas nossas mãos.

O difícil nem sempre é saber.

Às vezes, o difícil é confiar no que já sabemos.

Durante muito tempo, simplificar pareceu-me fazer menos

Hoje penso de outra forma.

Simplificar não é desistir.

Não é abandonar responsabilidades.

Não é deixar de cuidar.

Não é tornar a vida vazia ou indiferente.

Simplificar é retirar o ruído para conseguir perceber aquilo que verdadeiramente importa.

É escolher melhor onde coloco o meu tempo.

É perceber que nem tudo precisa de uma resposta imediata.

É deixar algumas coisas por fazer.

É delegar.

É dizer “não consigo agora”.

É aceitar que outra pessoa pode fazer de maneira diferente da minha.

É parar antes de chegar ao limite.

É não transformar cada problema numa missão pessoal para resolver.

É perceber que descansar não precisa de ser merecido.

E, sobretudo, é deixar de confundir amor, responsabilidade e dedicação com a obrigação de carregar tudo.

Hoje já não quero chegar ao limite para me escutar

Talvez esta seja uma das maiores diferenças entre a mulher que escreveu aquele texto e a mulher que o lê hoje.

Não quero precisar de chegar ao limite para perceber que estou cansada.

Não quero esperar que o corpo grite aquilo que eu poderia ter escutado enquanto ainda era apenas um murmúrio.

Quero reparar antes.

Perguntar-me:

O que está a pesar demasiado?

O que estou a fazer apenas porque acho que tenho de fazer?

O que posso simplificar?

O que posso deixar de controlar?

Onde preciso de pedir ajuda?

O que é realmente essencial neste momento da minha vida?

Nem sempre conseguirei fazê-lo.

Continuarei a ter dias demasiado cheios.

Continuarei a preocupar-me.

Continuarei a querer resolver coisas para aqueles que amo.

Continuarei, provavelmente, a complicar algumas situações que poderiam ser mais simples.

Faz parte de mim.

Mas agora reconheço mais depressa o caminho de regresso.

Uma aprendizagem que os anos me deram

Ao reler o texto de 2020 há também algo que quero deixar registado.

Hoje não escreveria algumas das recomendações práticas sobre saúde exactamente da mesma forma.

Também isso é crescer.

O Arquivo SoLu@ não existe para fingir que eu sempre soube aquilo que sei hoje.

Existe precisamente para guardar o caminho.

As palavras certas.

As dúvidas.

Os erros.

As tentativas.

Aquilo em que acreditava.

Aquilo que fui aprendendo.

E aquilo que entretanto escolheria explicar de outra maneira.

Porque crescer não é apagar versões antigas de nós.

É conseguir olhá-las com ternura e dizer:

“Naquele momento, fizeste o melhor que sabias.”

Talvez simplificar comece aqui

Agosto tem-me feito pensar muito sobre simplicidade.

Não naquela simplicidade bonita das fotografias perfeitas, das casas impecáveis ou das vidas sem problemas.

Falo de outra.

Da simplicidade possível.

Aquela que começa dentro de nós.

Escolher uma coisa de cada vez.

Não resolver hoje aquilo que só poderá ser resolvido amanhã.

Deixar de antecipar todos os cenários.

Pedir ajuda.

Descansar.

Estar verdadeiramente com alguém sem pensar na tarefa seguinte.

Fazer espaço.

Dizer não.

Dizer sim apenas ao que merece verdadeiramente esse sim.

E talvez perceber que uma vida mais simples não é necessariamente uma vida com menos responsabilidades.

É uma vida onde aprendemos a distinguir melhor aquilo que merece o nosso peso daquilo que podemos finalmente pousar.

Para esta Sexta-feira Nostálgica

Hoje não quero olhar para aquela mulher de 2020 e dizer-lhe:

“Devias ter feito diferente.”

Quero dizer-lhe:

“Tu já estavas a perceber.”

Estavas cansada porque tinhas carregado demasiado.

Estavas a procurar respostas porque querias continuar.

E talvez ainda não soubesses que uma das respostas seria aprender, devagar, a não te abandonares enquanto cuidavas de tudo e de todos.

Se pudesse sentar-me hoje ao lado dela, talvez não lhe desse uma lista de coisas para fazer.

Talvez lhe dissesse apenas:

Não tens de resolver tudo.

Não tens de carregar tudo.

Nem tudo depende de ti.

Descansa antes de chegares ao limite.

E escuta-te.

Porque, muitas vezes,

aquilo que passamos anos a tentar compreender, o coração já sabia.


Pequena reflexão para levares contigo

Há alguma coisa na tua vida que estás a tornar mais complicada do que precisava de ser?

Uma decisão?

Uma obrigação?

Uma expectativa?

Uma preocupação?

Uma tentativa de controlar aquilo que não depende de ti?

Não precisas de mudar tudo hoje.

Escolhe apenas uma coisa.

E pergunta:

Como poderia tornar isto um pouco mais simples?

Às vezes, a mudança começa aí.

Não numa grande decisão.

Mas num peso que finalmente decidimos pousar.


Do Arquivo para o presente

Este texto nasceu da releitura de “Help/Ajuda — Quando o seu corpo lhe diz: Estou a chegar ao limite?”, publicado originalmente em Março de 2020 no antigo universo dos Blogs SAPO e hoje preservado no Arquivo SoLu@.

O Arquivo guarda quem fui.

O SoLu@ acompanha quem estou a tornar-me.

E entre uma mulher e a outra há anos de vida, amor, maternidade, erros, aprendizagens, perdas, recomeços e uma vontade que permanece:

aprender a amar e a viver com mais consciência — e, talvez, com um pouco menos de peso.

Com carinho,
SoLu@

Sugestão de Leitura:

  • Ler o texto original no Arquivo SoLu@
  • Calendário SoLu@ — Agosto: Altruísmo / Simplicidade
  • Agosto Simples — Semana 1: Descomplicar
  • Como descomplicar a vida sem transformar a simplicidade em mais uma obrigação
  • Começa Aqui

Calendário SoLu@ — Agosto: Semana 1

Agosto — Semana 1
Descomplicar para respirar melhor

Descomplicar para respirar melhor

Há momentos em que não precisamos de fazer mais. Precisamos apenas de perceber o que já não precisamos de continuar a carregar.

Agosto chega com um convite simples: abrandar, retirar excessos e regressar ao essencial.

Nem sempre é possível mudar tudo o que nos rodeia. Há responsabilidades que permanecem, problemas que precisam de ser resolvidos e pessoas que continuam a precisar de nós.

Mas talvez possamos tornar os dias um pouco mais leves.

Podemos simplificar uma rotina.
Adiar o que não é urgente.
Dizer não a uma obrigação desnecessária.
Arrumar um pequeno espaço.
Desligar o ruído.
Escolher apenas uma prioridade.

Descomplicar não significa abandonar responsabilidades ou deixar de cuidar.

Significa deixar de acrescentar peso ao que já é difícil.

O tema da semana: Descomplicar

Vivemos rodeadas de listas, decisões, notificações, expectativas e tarefas que parecem nunca terminar.

Por vezes, habituamo-nos tanto a viver em esforço que deixamos de questionar se tudo o que fazemos continua realmente a fazer sentido.

Descomplicar começa quando paramos e perguntamos:

— Isto é necessário?
— Precisa mesmo de ser feito agora?
— Tem de ser feito por mim?
— Estou a fazer isto por escolha ou por culpa?
— O que aconteceria se eu fizesse menos?

Nem tudo pode ser eliminado. Mas muito pode ser reorganizado, partilhado, adiado ou simplesmente deixado para trás.

A simplicidade não é uma vida vazia.

É uma vida com espaço para aquilo que verdadeiramente importa.

Intenção da semana

Retirar um pouco de peso aos meus dias, escolhendo com mais consciência aquilo a que dou tempo, energia e atenção.

Não tenho de resolver a vida inteira esta semana.

Posso apenas escolher uma coisa para simplificar.

Frase da semana SoLu@

“Descomplicar é deixar de carregar tudo aquilo que já não ajuda a viver.”

— SoLu@

Prática da semana: uma coisa de cada vez

Durante esta semana, escolhe uma área da tua vida que esteja a criar cansaço ou confusão.

Pode ser:

  • uma divisão da casa;
  • a agenda;
  • as refeições;
  • as notificações do telemóvel;
  • uma tarefa constantemente adiada;
  • uma responsabilidade que pode ser partilhada;
  • uma relação que precisa de limites;
  • uma expectativa demasiado pesada.

Depois, pergunta:

Qual é a forma mais simples de lidar com isto?

Não procures a solução perfeita.

Procura uma solução possível, suficientemente boa e mais leve.

Mini desafio da semana

Todos os dias, elimina, reduz ou simplifica uma pequena coisa.

Pode ser um objecto, uma obrigação, uma decisão, um pensamento repetitivo ou uma exigência que colocaste sobre ti.

No final da semana, observa:

O que mudou dentro de mim quando retirei algum excesso à minha vida?

Calendário diário

Domingo, 2 de Agosto — Paz

Criar espaço antes de começar

Frase do dia

Hoje não preciso de preencher todos os espaços.

Mensagem do livro

A vida nem sempre precisa de uma resposta imediata. Há decisões que se tornam mais claras quando lhes damos silêncio, tempo e espaço.

Prática

Reserva dez minutos sem telemóvel, televisão ou tarefas. Senta-te, respira e permite-te não fazer nada.

Pergunta

Que espaço da minha vida está demasiado cheio?

Gesto simples

Deixa um pequeno período do dia sem planos.

Segunda-feira, 3 de Agosto — Felicidade e Gratidão

Reconhecer o que já é suficiente

Frase do dia

Talvez já exista muito de bom naquilo que tenho.

Mensagem do livro

Quando estamos constantemente à procura do que falta, podemos deixar de ver o que já nos sustenta, acompanha e faz bem.

Prática

Escreve três coisas simples que já tornam a tua vida mais confortável, segura ou bonita.

Pergunta

O que já tenho que merece ser mais valorizado?

Gesto simples

Agradece a alguém por uma coisa aparentemente pequena.

Terça-feira, 4 de Agosto — Vida

Escolher uma prioridade

Frase do dia

Nem tudo é urgente. Nem tudo precisa de acontecer hoje.

Mensagem do livro

A vida torna-se mais pesada quando tratamos todas as tarefas como se tivessem a mesma importância.

Prática

Olha para a tua lista de tarefas e escolhe apenas uma prioridade principal para hoje.

Pergunta

O que é verdadeiramente importante neste dia?

Gesto simples

Adia, delega ou elimina uma tarefa que não seja necessária.

Quarta-feira, 5 de Agosto — Atitude

Fazer de forma mais simples

Frase do dia

Não preciso de complicar para provar que me esforço.

Mensagem do livro

Por vezes, confundimos dedicação com exaustão. Mas fazer bem não significa fazer tudo, nem fazer sempre da forma mais difícil.

Prática

Escolhe uma tarefa habitual e encontra uma forma mais simples de a realizar.

Pode ser preparar uma refeição fácil, repetir uma roupa, pedir ajuda ou aceitar uma solução suficientemente boa.

Pergunta

Onde estou a exigir de mim mais do que é necessário?

Gesto simples

Escolhe a facilidade sem te sentires culpada.

Quinta-feira, 6 de Agosto — Pensamentos positivos

Libertar um pensamento repetitivo

Frase do dia

Nem todos os pensamentos merecem ocupar espaço dentro de mim.

Mensagem do livro

Há pensamentos que parecem proteger-nos, mas apenas nos mantêm presas ao medo, à culpa e à necessidade de controlar tudo.

Prática

Identifica um pensamento que se tem repetido e escreve uma resposta mais realista e cuidadora.

Exemplo:

“Tenho de conseguir fazer tudo.”

Pode transformar-se em:

“Hoje vou fazer aquilo que consigo, com os recursos que tenho.”

Pergunta

Que pensamento está a tornar este momento mais difícil?

Gesto simples

Troca uma crítica interior por uma frase de compreensão.

Sexta-feira, 7 de Agosto — Fé e Esperança

Confiar sem controlar tudo

Frase do dia

Posso fazer a minha parte sem tentar controlar todos os resultados.

Mensagem do livro

A esperança não nasce da certeza de que tudo correrá como desejamos. Nasce da confiança de que seremos capazes de encontrar um caminho, mesmo quando a vida mudar os planos.

Prática

Escreve uma preocupação que não consegues controlar. Ao lado, escreve apenas aquilo que está verdadeiramente ao teu alcance.

Pergunta

O que posso entregar ao tempo, à vida ou à minha fé?

Gesto simples

Respira fundo e repete: “Hoje, faço a minha parte. O resto não depende apenas de mim.”

Sábado, 8 de Agosto — Amor

Cuidar sem me esquecer de mim

Frase do dia

O amor não precisa de me deixar sempre cansada.

Mensagem do livro

Cuidar dos outros é bonito. Mas o cuidado deixa de ser saudável quando exige que nos abandonemos continuamente.

Prática

Antes de dizer sim a um pedido, pergunta:

— Tenho disponibilidade?
— Quero realmente fazê-lo?
— Posso ajudar de outra forma?
— Preciso primeiro de cuidar de mim?

Pergunta

Como posso amar sem assumir tudo sozinha?

Gesto simples

Oferece presença a alguém, sem sentires que tens de resolver a sua vida.

Pergunta da semana

O que estou a complicar por hábito, medo, culpa ou necessidade de corresponder às expectativas dos outros?

Reflexão final

Talvez descomplicar não seja mudar toda a nossa vida.

Talvez seja deixar uma gaveta por arrumar porque precisamos de descansar.

Escolher uma refeição simples.

Cancelar um compromisso que já não faz sentido.

Parar de explicar excessivamente uma decisão.

Pedir ajuda.

Responder mais tarde.

Aceitar que nem tudo ficará perfeito.

A simplicidade começa nestas pequenas escolhas.

Não numa casa impecável.
Não numa agenda vazia.
Não numa vida sem problemas.

Mas numa vida onde existe espaço para respirar, sentir e escolher com mais verdade.

Ao longo desta semana, não procures fazer tudo de maneira diferente.

Escolhe apenas um peso que já não precisas de continuar a carregar.

Porque, muitas vezes, viver melhor não começa quando acrescentamos alguma coisa.

Começa quando temos coragem de retirar.

“O essencial quase nunca faz barulho. Apenas permanece.” — SoLu@

Ligações de Agosto

Vive Agosto comigo

Durante este mês, vamos aprender a simplificar os dias, a ajudar sem nos esquecermos de nós e a reconhecer o valor das coisas pequenas.

Na Newsletter SoLu@ partilho reflexões, práticas e palavras que não precisam de chegar depressa — apenas precisam de chegar no momento certo.

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Não precisas de seguir todos os dias.

Escolhe as propostas que fizerem sentido para a tua vida.

Perguntas frequentes

O que significa descomplicar a vida?

Descomplicar é reduzir o excesso de tarefas, decisões, objectos, pensamentos ou expectativas que ocupam energia sem acrescentarem verdadeiro valor à vida.

Preciso de organizar a casa inteira?

Não. Esta semana não é um desafio de organização profunda. Podes começar por uma gaveta, uma tarefa, uma rotina ou uma decisão.

Como posso simplificar quando tenho muitas responsabilidades?

Começa por distinguir o que é urgente do que pode esperar. Sempre que possível, partilha responsabilidades, cria rotinas simples e deixa de exigir perfeição em todas as áreas.

Descomplicar é desistir?

Não. Descomplicar é escolher uma forma mais consciente e sustentável de continuar.

E se eu não conseguir cumprir todos os dias?

O Calendário SoLu@ é um guia, não uma prisão. Podes escolher apenas uma frase, uma prática ou uma pergunta que faça sentido para ti.

Calendário SoLu@ — Julho Resiliente: Semana 3 — Persistir sem me perder

Semana 3 de Julho

Continuar não significa ignorar o que sinto.

Há fases da vida em que continuar parece ser a única escolha possível.

Continuamos porque há filhos a crescer.
Continuamos porque há responsabilidades.
Continuamos porque há pessoas que precisam de nós.
Continuamos porque a vida não pára à espera de estarmos prontos.
Continuamos porque, mesmo cansados, há dentro de nós uma força que insiste em permanecer.

Mas Julho, no Calendário SoLu@, vem lembrar-nos de uma coisa importante:

persistir não pode significar perder-me de mim.

A resiliência verdadeira não é dureza.
Não é silêncio.
Não é fingir que está tudo bem.
Não é engolir lágrimas, ignorar cansaço ou calar o coração.

Persistir com consciência é continuar, sim.
Mas continuar de mãos dadas connosco.

É dar o próximo passo sem negar a dor.
É acreditar sem exigir certezas.
É aceitar dias difíceis sem transformar cada dificuldade num julgamento sobre nós.
É reconhecer que também precisamos de colo, apoio, ternura e descanso.

Nesta terceira semana de Julho, o convite é este:

continuar sem endurecer.
Persistir sem me abandonar.
Caminhar sem me perder.

Aprender a persistir com consciência, sem confundir resiliência com dureza, silêncio ou autoabandono.

Quando não posso mudar a situação, posso mudar-me a mim

Há dias em que tudo o que está à nossa volta parece irredutível: um problema que não se resolve, uma circunstância que não muda, um peso que continua ali, dia após dia.

Nesses dias, esta semana propõe um deslocamento simples e profundo: já que não posso mudar a situação, posso mudar a forma como me trato dentro dela.

Quando não posso mudar a situação, posso mudar a forma como me trato dentro dela.

Não é resignação. É escolher onde colocar o pouco controlo que ainda tenho — e usá-lo para ser mais gentil comigo, em vez de mais dura.

Lembrar que tudo passa

Há momentos em que tudo parece ocupar o espaço inteiro — como se aquele problema, aquele cansaço, aquela tristeza fossem permanentes.

Mas não são.

Este momento não é a minha vida inteira.

Esta semana convida a olhar para os dias difíceis com essa distância — não para os minimizar, mas para lembrar que mesmo o que parece maior do que nós tem um fim. E que, muitas vezes, há um lado possível de ver, mesmo no que correu mal: nem tudo corre como eu queria, mas quase tudo pode ensinar-me alguma coisa.

🌿 Tema da semana

Persistir sem me perder

perspectiva • gentileza • força interior • esperança • aprendizagem

✨ Intenção da semana

Nesta semana, a intenção é simples:

continuar sem me abandonar.

Não preciso de correr.
Não preciso de ser invencível.
Não preciso de ter todas as respostas.
Não preciso de transformar cada dia difícil numa prova de valor.

Posso continuar devagar.
Posso pedir ajuda.
Posso reorganizar expectativas.
Posso celebrar pequenas vitórias.
Posso aceitar que há dias mais pesados.
Posso tratar-me com gentileza enquanto atravesso o que ainda não compreendo.

A resiliência que Julho nos propõe não exige que deixemos de sentir.
Pede apenas que não deixemos de cuidar.

⭐ Frase SoLu@ da semana

Persistir é continuar de mãos dadas comigo.

💛 Prática da semana

Escolhe um dia difícil recente e revisita-o com outros olhos.

O que te ajudou a atravessá-lo? Que força usaste, mesmo sem dar por isso? O que aprendeste, mesmo sem ter sido fácil?

Não precisa de ter sido perfeito. Precisa apenas de ter sido teu.

🌼 Mini desafio da semana

7 dias | 7 gentilezas comigo

Todos os dias escolhe uma gentileza em vez de uma crítica:

uma pausa, uma frase de carinho, um perdão, uma esperança escrita, um reconhecimento, um passo possível, uma troca de perspectiva.

Só precisas de começar a olhar para ti com mais honestidade e ternura.

🌼 Dias da semana

19 de Julho — Domingo | Paz

Frase:
Posso continuar sem correr.

Mensagem do livro:
Nem todos os caminhos pedem velocidade. Alguns pedem presença.

Prática:
Planear a semana com leveza.

Pergunta:
O que preciso de simplificar para continuar melhor?

Gesto:
Escolher uma prioridade amorosa para a semana.

Há domingos que nos encontram a preparar mais uma semana com a cabeça cheia.

Compromissos.
Tarefas.
Preocupações.
Expectativas.
Aquilo que ficou por fazer.
Aquilo que ainda não sabemos como resolver.

Mas nem todos os caminhos precisam de velocidade.

Às vezes, a melhor forma de continuar é simplificar.
Escolher menos.
Levar apenas o essencial.
Começar a semana com uma intenção mais humana.

Hoje, talvez a paz esteja em não tentar controlar tudo.
Em olhar para os próximos dias e perguntar:

o que é mesmo importante?

Não o que parece urgente.
Não o que os outros esperam.
Não o que a culpa exige.

O que é essencial para continuares melhor?

Escolhe uma prioridade amorosa.
Só uma.

E deixa que essa escolha te acompanhe.

20 de Julho — Segunda-feira | Felicidade / Gratidão

Frase:
Hoje celebro a vida, os vínculos e o caminho feito.

Mensagem do livro:
Há datas que nos lembram que o tempo passa, mas também que o amor deixa raízes.

Prática:
Fazer um gesto de gratidão por alguém especial.

Pergunta:
Que pessoa ou memória me lembra a beleza de continuar?

Gesto:
Enviar uma mensagem, dar um abraço ou guardar uma recordação bonita.

Há dias que chegam com memória dentro.

Dias em que olhamos para quem amamos e percebemos, quase de repente, que o tempo passou.
Que os filhos cresceram.
Que os caminhos mudaram.
Que a vida abriu etapas novas mesmo antes de estarmos preparadas para as nomear.

Celebrar a vida também é aceitar este misto de orgulho e saudade.
Esta alegria que aperta um bocadinho.
Este amor que quer proteger, mas também precisa de aprender a abrir as mãos.

Há vínculos que nos ensinam a continuar.

Porque amamos.
Porque vimos crescer.
Porque guardamos histórias.
Porque sabemos o caminho feito até aqui.

Hoje, a gratidão pode ser por alguém especial.
Por uma filha que cresce.
Por uma memória que fica.
Por uma etapa que se abre.
Por uma vida que continua a florescer diante dos nossos olhos.

E talvez a pergunta mais bonita seja esta:

como posso amar dando raízes, mas também espaço para voar?

21 de Julho — Terça-feira | Vida

Frase:
A vida também se constrói nos dias em que não desisto.

Mensagem do livro:
Muitas vezes, só percebemos a nossa força depois de atravessarmos o que parecia maior do que nós.

Prática:
Identificar uma pequena vitória recente.

Pergunta:
Onde fui mais forte do que pensei?

Gesto:
Escrever uma frase de reconhecimento para mim.

Nem sempre a vida avança em grandes conquistas.

Às vezes, avança em pequenos gestos que quase ninguém vê.
Levantar num dia difícil.
Responder com mais calma.
Pedir desculpa.
Pedir ajuda.
Não desistir de uma conversa.
Voltar a tentar.
Cuidar de alguém mesmo com o coração cansado.
Cuidar de nós, ainda que seja pouco.

Há vitórias que não fazem barulho.
Mas sustentam-nos.

Hoje, olha para trás com mais justiça.

Onde foste mais forte do que pensavas?
Onde continuaste apesar do medo?
Onde escolheste permanecer?
Onde aprendeste alguma coisa sobre ti?

Escreve uma frase de reconhecimento.
Não para te elogiar por obrigação.
Mas para veres, com verdade, que há força na tua história.

Talvez possas escrever:

Eu atravessei mais do que imaginei. E continuo aqui.

22 de Julho — Quarta-feira | Atitude

Frase:
A minha coragem pode ser dar só o próximo passo.

Mensagem do livro:
Não preciso de ver o caminho inteiro para continuar. Preciso apenas de confiar no próximo passo possível.

Prática:
Dividir uma preocupação em partes mais pequenas.

Pergunta:
Qual é o próximo passo possível, não perfeito?

Gesto:
Fazer uma tarefa que estava adiada, mas sem exigência.

Quando olhamos para tudo ao mesmo tempo, a vida parece grande demais.

O problema cresce.
A preocupação ocupa tudo.
A ansiedade antecipa cenários.
A mente corre para longe.
E nós ficamos paradas, não por falta de força, mas por excesso de peso.

Nesses dias, talvez a coragem não seja resolver tudo.
Talvez seja apenas partir o problema em bocados mais pequenos.

O que posso fazer hoje?
O que depende de mim?
O que pode esperar?
O que não precisa de ser perfeito?
Qual é o próximo passo possível?

A atitude desta quarta-feira é simples e profunda:

não tentar atravessar o caminho inteiro de uma vez.

Dar um passo.
Só um.

Com calma.
Com presença.
Com menos exigência.

A coragem também pode ser pequena.
E ainda assim mudar o dia.

23 de Julho — Quinta-feira | Pensamentos positivos

Frase:
Um pensamento mais gentil pode mudar a forma como atravesso o dia.

Mensagem do livro:
A mente também precisa de cuidado. Nem tudo o que penso sobre mim é verdade.

Prática:
Anotar um pensamento negativo e reescrevê-lo com ternura.

Pergunta:
Que pensamento me ajudaria mais neste momento?

Gesto:
Guardar uma frase positiva no telemóvel ou no caderno.

Há pensamentos que chegam com dureza.

“Não consigo.”
“Estou a falhar.”
“Devia fazer mais.”
“Não sou suficiente.”
“Já devia ter resolvido isto.”
“Os outros conseguem melhor.”

Mas nem tudo o que pensamos sobre nós é verdade.
Muitas vezes, é apenas cansaço a falar.
Medo a falar.
Exigência antiga a falar.
Culpa a falar.

A mente também precisa de cuidado.
Também precisa de pausa.
Também precisa de palavras que não magoem.

Hoje, escolhe um pensamento difícil e escreve-o.
Depois pergunta:

como posso dizer isto a mim mesma com mais ternura?

Talvez “não consigo” possa tornar-se:
ainda estou a aprender.

Talvez “estou a falhar” possa tornar-se:
estou a atravessar um momento difícil.

Talvez “devia fazer mais” possa tornar-se:
hoje vou fazer o que for possível.

Um pensamento mais gentil não muda tudo.
Mas pode mudar a forma como te acompanhas enquanto atravessas o dia.

24 de Julho — Sexta-feira | Fé / Esperança

Frase:
Há luz mesmo nos caminhos que ainda não compreendo.

Mensagem do livro:
A fé, para mim, é esta confiança pequena e teimosa de que a vida ainda sabe abrir portas, mesmo quando algumas coisas não correram como eu esperava.

Prática:
Escolher uma situação difícil e procurar nela uma aprendizagem possível.

Pergunta:
Em que parte da minha vida preciso de voltar a acreditar?

Gesto:
Escrever uma frase de esperança e guardá-la para reler num dia mais difícil.

Há caminhos que só compreendemos muito depois.

No momento, parecem confusos.
Pesados.
Injustos.
Diferentes do que imaginámos.
Cheios de perguntas sem resposta.

E, ainda assim, há algo dentro de nós que continua a procurar luz.

Talvez seja isso a fé.
Não uma certeza absoluta.
Não uma resposta pronta.
Não uma explicação para tudo.

Mas uma confiança pequena.
Às vezes frágil.
Às vezes teimosa.
Às vezes quase imperceptível.

A confiança de que a vida ainda pode abrir portas.
A confiança de que nem tudo está perdido.
A confiança de que aquilo que não correu como esperávamos ainda pode ensinar-nos alguma coisa.

Hoje, escolhe uma frase de esperança.

Pode ser simples:

Ainda há luz.
Ainda posso recomeçar.
Nem tudo está fechado.
A vida ainda sabe abrir portas.

Guarda-a.
Para hoje.
Para outro dia.
Para quando precisares de voltar a acreditar.

25 de Julho — Sábado | Amor

Frase:
O amor ajuda-me a persistir sem endurecer.

Mensagem do livro:
O amor verdadeiro não nos torna invencíveis. Torna-nos mais humanos, mais inteiros, mais capazes de continuar.

Prática:
Aproximar-me de alguém que me faz bem.

Pergunta:
Que amor me fortalece sem me prender?

Gesto:
Fazer um gesto concreto de carinho: uma chamada, uma mensagem, um abraço ou presença.

Há amores que nos dão força sem nos apertar.

Amores que não exigem uma versão perfeita de nós.
Amores que nos deixam respirar.
Amores que nos acolhem nos dias bons e nos dias difíceis.
Amores que não nos pedem dureza.
Amores que nos lembram que continuar também pode ser mais leve quando não caminhamos sozinhas.

O amor verdadeiro não nos torna invencíveis.
Não nos impede de cair.
Não resolve tudo por nós.

Mas pode tornar-nos mais humanas.
Mais inteiras.
Mais acompanhadas.
Mais capazes de continuar sem endurecer.

Hoje, aproxima-te de alguém que te faz bem.
Com uma mensagem.
Uma chamada.
Um abraço.
Um gesto simples.
Uma presença tranquila.

Também há resiliência nos vínculos que nos seguram por dentro.

E há amores que, mesmo imperfeitos, continuam a lembrar-nos quem somos.

📝 Pergunta da semana

Como posso persistir sem deixar de me tratar com amor?

Reflexão final

Esta semana lembra-nos que continuar não precisa de ser sinónimo de dureza.

Podemos continuar com lágrimas.
Podemos continuar com dúvidas.
Podemos continuar mais devagar.
Podemos continuar a pedir apoio.
Podemos continuar enquanto reorganizamos expectativas.
Podemos continuar sem fingir que está tudo bem.

A vida nem sempre nos dá respostas rápidas.
Nem sempre segue o plano que imaginámos.
Nem sempre respeita o ritmo que gostaríamos.

Mas há uma forma mais humana de atravessar os dias difíceis:

com gentileza.
Com presença.
Com fé pequena.
Com descanso possível.
Com amor.
Com a consciência de que todos os sentimentos passam.
Com a coragem de dar apenas o próximo passo.

Persistir não é ignorar o que sentimos.
É continuar a cuidar de nós enquanto sentimos.

É não transformar a dor em dureza.
É não transformar o cansaço em culpa.
É não transformar uma falha em identidade.
É não transformar um momento difícil na vida inteira.

Julho continua a recordar-nos:

não precisamos de aguentar tudo para sermos fortes.
Precisamos de continuar sem nos abandonar.

Que esta semana nos ajude a reconhecer a força que já trazemos, a esperança que ainda nos acompanha e o amor que nos permite continuar sem endurecer.

Porque persistir é continuar de mãos dadas comigo.

Com carinho, 

SoLu@

Calendário da Felicidade no Arquivo SoLu@

Esta semana conversa de forma muito bonita com a memória viva do antigo Calendário da Felicidade, publicado nos Blogs SAPO.

Na versão antiga de Julho Resiliente, estes dias falavam de mudar a perspectiva quando não conseguimos mudar uma situação, ser gentis connosco quando algo não corre bem, identificar o que nos ajudou a superar momentos difíceis, escrever três coisas que nos dão esperança, lembrar que todos os sentimentos e situações passam, procurar uma aprendizagem no que correu mal e trocar crítica por gentileza.

Hoje, no Calendário SoLu@, essa semente regressa com mais profundidade emocional:

persistir não é endurecer. É continuar com ternura.

O Arquivo guarda a raiz prática.
O SoLu@ dá-lhe corpo, memória e presença.

No fundo, esta semana mostra-nos que muitas das respostas que procuramos hoje já apareciam, em forma de semente, nos textos antigos: a esperança, a gratidão, a fé, a família, a aprendizagem e essa vontade bonita de continuar apesar de tudo.

Sexta-feira Nostálgica

Nesta semana, a Sexta-feira Nostálgica pode recuperar um texto antigo do Arquivo SoLu@ ligado à esperança, à fé, aos filhos a crescer, à família, à superação, à aprendizagem ou à força que nasce dos dias difíceis.


Do Arquivo SoLu@: a esperança que me ajudou a continuar

Frase de ponte:
Há coisas que não correram como eu sonhei, mas ainda assim me ensinaram a amar melhor.

Ponte para o presente:
Hoje, no Calendário SoLu@ de Julho, olho para essas memórias antigas com mais ternura. Percebo que a esperança nem sempre chegou como resposta. Muitas vezes, chegou como presença. Como família. Como amor. Como a coragem pequena de continuar só mais um dia.

Esta Sexta-feira Nostálgica pode ser especialmente bonita para ligar passado e presente, maternidade e crescimento, fé e esperança, memória e recomeço.

Ligações do mês

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Perguntas frequentes

O que significa “persistir sem me perder”?

Significa continuar nos dias difíceis sem ignorar o que sentimos, sem ultrapassar todos os limites e sem deixar de cuidar de nós. Persistir não é endurecer. É continuar com consciência e ternura.

Ser resiliente é aguentar tudo?

Não. A resiliência verdadeira não é aguentar tudo em silêncio. É reconhecer a dificuldade, pedir apoio quando necessário, ajustar expectativas e continuar sem nos abandonarmos.

Como posso continuar quando estou cansada?

Começa por um passo pequeno. Simplifica. Descansa. Pede ajuda. Escreve o que sentes. Reconhece uma pequena vitória. Nem sempre é preciso resolver tudo; às vezes, basta continuar com mais cuidado.

E se eu sentir que estou a falhar?

Sentir que estás a falhar não significa que seja verdade. Muitas vezes é o cansaço, a culpa ou a exigência a falar. Tenta trocar a crítica por uma frase mais gentil e pergunta: “o que posso fazer hoje que seja possível, não perfeito?”

Como ligar esta semana ao tema de Julho?

Julho fala de Resiliência / Descanso. Esta semana lembra-nos que a resiliência não é dureza: é continuar com amor, descanso, esperança e presença.