🎓✨ A Nossa Filha do Meio foi Colocada na Universidade! ✨🎓

Há momentos na vida dos nossos filhos que parecem chegar devagar.

Vamos falando deles durante meses. Fazemos contas, pesquisamos cursos, universidades, médias, exames, possibilidades. Imaginamos cenários. Tentamos preparar-nos.

E depois chega o dia.

E aquilo que durante tanto tempo foi um “um dia” transforma-se num “é agora”.

Hoje escrevo novamente estas palavras:

Temos uma filha colocada na Universidade. 🎓❤️

Há dois anos escrevi sobre a colocação do nosso primeiro filho na universidade. Foi a primeira vez que vivemos esta mistura tão estranha e tão bonita de orgulho, felicidade, ansiedade e aquela sensação de que alguma coisa dentro da nossa família estava a mudar.

Hoje é diferente.

Não porque seja menos emocionante.

Mas porque cada filho tem o seu caminho. E cada partida toca-nos num lugar diferente do coração.

Desta vez é ela

A nossa filha do meio.

Aquela menina que tantas vezes parece não precisar que lhe digamos para onde deve ir.

Determinada. Independente. Trabalhadora. Persistente.

Com uma força serena muito própria.

Terminou o secundário, fez os exames, escolheu, candidatou-se e esperou.

E nós esperámos com ela.

Talvez os pais saibam bem como são estes dias.

Abrimos páginas, vemos médias, fazemos contas, pensamos nas diferentes possibilidades.

Perguntamos:

“E se entrar aqui?”

“E se não entrar?”

“E o alojamento?”

“E quanto vai custar?”

“Como vamos organizar tudo?”

Porque a entrada na universidade não é apenas uma colocação numa lista.

É uma mudança de vida.

Para eles.

E também para nós.

E o nome apareceu na lista

Colocada.

Uma palavra tão pequena para tudo o que significa.

Por detrás dela estão anos de escola, testes, trabalhos, dias bons e dias menos bons, dúvidas, esforço, escolhas, crescimento.

E estão também os sonhos.

Os dela.

Não os nossos.

Talvez essa seja uma das maiores aprendizagens da maternidade: perceber que chega uma altura em que já não somos nós que escolhemos o caminho.

Podemos orientar.

Podemos aconselhar.

Podemos fazer perguntas.

Podemos ajudar a pensar.

Mas depois temos de confiar.

O caminho é deles.

Ser mãe também é aprender a deixar ir

Quando os nossos filhos são pequenos, passamos grande parte da vida a segurá-los.

Seguramos a mão para atravessar a estrada.

Seguramos quando aprendem a andar.

Seguramos quando têm medo.

Seguramos quando caem.

Mas eles crescem.

E ser mãe passa, pouco a pouco, de segurar para estar disponível.

De decidir por eles para os ajudar a decidir.

De proteger de tudo para confiar naquilo que lhes ensinámos.

Talvez seja esta uma das partes mais difíceis — e mais bonitas — de amar um filho:

dar-lhe raízes suficientemente fortes para que um dia tenha coragem de criar as suas próprias asas.

Agora começa outra aventura

Depois da alegria da colocação chegam as coisas práticas.

A matrícula.

Os horários.

Os transportes.

O alojamento.

As contas.

As mudanças.

Uma nova cidade, novas pessoas, novas rotinas, novas responsabilidades.

E provavelmente alguns medos que ainda nem sabemos que existem.

Mas também chegam oportunidades.

Conhecimento.

Amizades.

Descobertas.

Liberdade.

Erros.

Escolhas.

Crescimento.

Vida.

E é isso que desejo para ela.

Não desejo que tudo lhe corra sempre bem.

Desejo algo maior.

Que saiba encontrar-se quando alguma coisa correr mal.

Que tenha coragem para pedir ajuda.

Que não tenha medo de mudar de opinião.

Que saiba que uma nota nunca define o seu valor.

Que encontre pessoas que lhe façam bem.

Que aprenda muito para além daquilo que estiver nos livros.

Que continue a confiar nos seus instintos.

E que nunca pense que precisa de ter toda a vida decidida aos 18 anos.

Tenho orgulho em ti

Hoje não quero celebrar apenas uma entrada na universidade.

Quero celebrar o caminho que fizeste até aqui.

A menina que foste.

A jovem em que te transformaste.

A tua persistência.

A tua capacidade de trabalhar pelo que queres.

A tua independência.

E essa maneira tão tua de avançar.

Tenho orgulho em ti.

Não porque foste colocada numa universidade.

Mas porque estás a construir o teu caminho.

E isso é muito mais importante.

A nossa família entra também numa nova fase

Há dois anos foi o primeiro.

Agora és tu.

E, inevitavelmente, olho para a nossa família e percebo como o tempo passou.

Durante tantos anos a nossa vida foi feita de levar e buscar filhos, escolas, reuniões, trabalhos, testes, atividades, horários e mochilas espalhadas pela casa.

Parecia que esta fase nunca iria acabar.

Mas acaba.

Ou talvez não acabe.

Transforma-se.

Continuamos a ser pais.

Continuamos preocupados.

Continuamos a querer ajudar.

Só precisamos de aprender uma nova forma de estar presentes.

Mais ao lado.

Menos à frente.

Vai, filha

Vai aprender.

Vai conhecer pessoas.

Vai descobrir lugares.

Vai questionar aquilo que pensavas saber.

Vai errar.

Vai recomeçar.

Vai descobrir quem és quando nós não estivermos ao lado para te dizer o que fazer.

E, sobretudo, vive esta etapa.

Não tenhas pressa de chegar ao fim.

Porque um dia vais olhar para trás e perceber que estes anos também fizeram parte da pessoa em que te tornaste.

Nós estaremos aqui.

Talvez com demasiadas perguntas.

Talvez preocupados com coisas que para ti parecem insignificantes.

Talvez ainda a aprender a deixar-te voar.

Mas estaremos aqui.

Sempre.

Porque há uma coisa que não muda quando os filhos crescem:

o amor não os prende.
O amor dá-lhes um lugar seguro para onde podem sempre voltar.

Parabéns, filha. 🎓✨

Hoje começa um novo capítulo da tua vida.

E eu tenho o privilégio de continuar aqui, a assistir à tua história.

Com orgulho.

Com algum medo.

Com muita esperança.

E, como sempre,

com Amor Incondicional. ❤️


Frase de destaque SoLu@

“Criar um filho também é prepará-lo para um dia seguir um caminho onde já não precisamos de ir à frente — basta que ele saiba que continuamos aqui.”

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